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domingo, 19 de dezembro de 2010

Natal, substantivo próprio ou comum?

Ver direitos autorais**
Mais um ano que se encerra, não sei se é porque está todo mundo voltado para as mesmas coisas, o mesmo sentindo de fim e recomeço, que essa data parece pontencializar-se. Para muita gente, Natal e Reveillon são datas pra lá de alegres, para tantas outras, inclusive eu, é uma data angustiante. No fim de ano estamos sempre fechando ciclos, mais um ano na faculdade, ou mudança de série no colégio, ou se está fazendo balanço na empresa em que se trabalha, mas também estamos, geralmente, planejando coisas novas, dai vem as promessas, que não iremos cumprir, mas vem as decisões novas que as pessoas acabam tomando como se a responsabilidade das escolhas fossem divididas com tempo, assim são decididos os noivados, casamentos, viagens, mestrado, doutorado, mudança de emprego. É uma mistura do novo e velho que a gente ainda que sem querer vê se envolvido, tomado, desta forma, por um sentimento estranho, alheio ao nosso sentir do dia a dia. No meu caso a situação ainda é mais singular porque faço aniversário nesse momento. E aniversário, natal e virada de ano é um comemorar a vida, o novo e daí, por maior que seja a nossa alienação, ou distração vital, sempre pensamos naquilo que fomos, naquilo que podemos ser. Por tudo isso, não gosto de fazer aniversário em dezembro, é muita pressão pra mim que desde os sete anos de idade já tinha sérios pensamentos precoce sobre a vida e seus sentidos.
Às vezes me questiono se o motivo de tanta festa, tanta comunhão, tanta pregação de amor, presença e presentes não é no fundo para abafar essa angustia que lamentavelmente sentimos ao perceber que não fomos o suficiente para nos convencer, uma compensação de que não amamos o quanto somos capazes, não realizamos metade do que esperavam de nós, e não vivenciamos um terço do que realmente desejavámos.
Tem gente que critica os "clichês" de natal, e crê que muita coisa é superficial e falso, não que eles não tenha razão, porém pode ser também que esse incomodo vem de um não suportar e/ou não querer pensar no que este momento cultural nos mobiliza, todavia  penso que são estes os que mais são afetados pelas crises existencias, pelas auto-avaliações e consequentemente pelas transformações reais.
Não tenho a pretensão de deixar a vocês uma mensagem natalina, tem vezes que a esccrita ainda não está pronta, acho que me encontro neste estado agora, quem sabe no carnaval consigo escrever algo sobre o Natal (nem sei porque estou escrevendo Natal como se fosse um substantivo próprio). 
Talvez o que eu queira dizer que nem sempre estamos em harmonia com o meio externo, não, necessariamente, vivemos o que a mídia/massa cultural estipula, mas isso não é problema, não pode ser, o importante é não negarmos nem o que sentimos, nem o que os demais sentem, às vezes é justamente essa troca do externo e interno que equilibra a gente. Portanto, meu convite é de que nos rendamos ao belo que essa data cultural nos proporciona. Sim, até porque a vida não pára para nossas elaborações, não pára porque ainda não alcançamos o tempo em que ela se encontra. E na verdade não há tempo para se alcançar, se não o nosso mesmo. Essa talvez seja nossa pior armadilha, querer andar no rítmo dos outros, e natal, (agora em letra minuscula) é isso, o tempo dos outros, um tempo criado e sacralizado, assim não preciso necessariamente fazer planos para o ano que vem, se mal planejamos a própria tarde, mas também não impliquemos porque o outro está com mil planos, mil projetos, recolhemos o que há de bom, o que nos ajudará no Natal que cada um intimamente vivencia. Saiamos da nossa concha, vamos aprender e nos abrir para o que nos fará crescer, sorrir, pensar, viver...

Nana Andrade
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** Figura disponível em http://charquinho.weblog.com.pt/arquivo/presepio%20do%20shark.jpg

Levei quase uma semana para escrever este texto, e não creio que tenha ficado bom, espero que qualquer frase solta tenha um proveito pra vocês. Mas, pouco importa o nível de proveito reflexivo, se conseguirmos sentir o que há nas entrelinhas do texto. Sim, sentir, esta é minha mensagem de hoje.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Ler também é um exercício ..!

Ok, ignora o título tosco,mas minha criatividade foi passear hoje (:
Minha doce irmã e companheira de blog(Nana, a dos textos bonitos aê) me deu uma ótima ideia : falar sobre os livros que eu li , indicar etc ... eu, não sei se vocês sabem, sou louca por livros, é uma superpaixão minha desde pequena(embora eu não tenha crescido) . E vamos ao que interessa , eu leio de tudo um pouco(mentira não leio poesia mais) então aí vai uma lista bem eclética:
1. Coraline : é poético, mágico, viciante,infantil, é um terror bem levinho já que é pra crianças e tem um filme baseado nele muito fofo . Coraline é uma menina de onze anos que se muda pra uma nova casa e descobre nela uma porta que a leva pra um mundo onde seus pais são mais compreensivos,prestam atenção ao que ela diz e fazem tudo que ela quer, infelizmente esse paraíso é apenas uma armadilha da 'outra mãe' e Coraline tem que ser forte, esperta e inteligente para se livrar de tudo que a 'outra mãe' faz contra ela e salvar seus pais e os fantasmas de outras crianças fisgadas pela bruxa . É realmente fascinante a historia :) vale a pena ler.
2. A Menina Que Roubava Livros : é forte e bastante dramático, mostra muito sobre a Alemanha sob o poder de Hitler , fala de Liesel , uma menina que foi entregue pela mãe a pais de criação, e que quando está indo para o novo lar presencia a morte do seu irmão menor no trem, ela não era alfabetizada e seu novo pai começa a ensina-la a ler , ela fica extremamente fascinada com isso. O primeiro livro que rouba é de uma fogueira já em cinzas... e daí em diante ela se vê dependente de novas leituras ... é emocionante. vale suuuper a pena .
3. A Menina Que Não Sabia Ler : também é muito forte , e mexeu muito comigo. Florence uma menina de 12 anos que aprendeu ler praticamente sozinha já que era proibida por seu tio(que era responsavel por ela e pelo seu irmao mais novo Giles), ela é muito imaginativa e suas leituras a fazem um tanto quanto neurotica , ela presencia a morte de sua primeira preceptora e é a causadora da morte da substituta desta. Florence é apaixonada pelo irmao Giles e é capaz de tudo para protege-lo como ela mesma diz. Este é um dos melhores livros que já li em toda minha vida literária(?).
4. Vínculos : Um dos livros que mais me emocionou , é tocante , a historia de uma menina muito sensivel que descobre aos 14 anos que foi adotada, sofre muito, faz seus pais sofrerem , perde seu namorado para o cancer e tem de lutar sozinha com uma gravidez ...
5.Depois Daquela Viagem : Uma historia real , de Valeria , uma menina que foi contaminada pelo virus HIV aos 16 anos,e tem que aprender a lidar com isso, mas acaba descobrindo novos amigos, e como ter uma vida feliz mesmo com AIDS. 
6.O Ladrão de Raios : embora eu ache uma 'cópia' do meu amado Harry(♥) é um livro otimo,e que nos prende do inicio ao fim .. Percy é filho do deus do mar (Poseidon) um dos Tres Grandes(junto com Hades e Zeus) e é acusado de ter roubado o raio-mestre do tio (Zeus),tem sua mãe presa no mundo inferior e faz tudo para resgata-la e encontrar o raio e entrega-lo a Zeus antes do solsticio de verão para evitar que haja uma guerra entre os deuses o que destruiria a vida na Terra, é acompanhado por seus amigos ; Grover(um sátiro) e Annabeth ( filha de Athena ) .
7. O Amor Pode Esperar : é uma historia linda, duas amigas que gostam do mesmo menino , mas uma está com cancer , então Alison decide que deixará a amiga ficar com Sam(o garoto que as duas amam) enquanto ela está viva para que seja sua ultima alegria, Sam apesar de amar Alison, concorda para fazer  Isabella feliz pela ultima vez. Sam que apesar de um visual estranho e a cara de mau , é um bom menino que cuida de seu avô velho e doente . 


Bom, por hoje são só esses (: tem muito mais livros ótimos, mas não tô me lembrando agora, prometo colocá-los em um outro post sobre livros ^^
Espero que tenham gostado .


Beijo , Damy




P.S.: eu vou voltar amanha ou depois pra fazer um post sobre o natal ok?

O velho


                

Chico Buarque
1968

O velho sem conselhos

De joelhos

De partida

Carrega com certeza
Todo o peso


Da sua vida

Então eu lhe pergunto pelo amor

A vida inteira, diz que se guardou

Do carnaval, da brincadeira
Que ele não brincou

Me diga agora

O que é que eu digo ao povo
O que é que tem de novo

Pra deixar

Nada

Só a caminhada
Longa, pra nenhum lugar


O velho de partida

Deixa a vida

Sem saudades
Sem dívidas, sem saldo
Sem rival

Ou amizade

Então eu lhe pergunto pelo amor
Ele me diz que sempre se escondeu
Não se comprometeu
Nem nunca se entregou
E diga agora
O que é que eu digo ao povo
O que é que tem de novo

Pra deixar

Nada

E eu vejo a triste estrada
Onde um dia eu vou parar

O velho vai-se agora
Vai-se embora
Sem bagagem
Não se sabe pra que veio
Foi passeio
Foi Passagem
Então eu lhe pergunto pelo amor
Ele me é franco
Mostra um verso manco
De um caderno em branco
Que já se fechou
Me diga agora
O que é que eu digo ao povo
O que é que tem de novo
Pra deixar
Não

Foi tudo escrito em vão

E eu lhe peço perdão

Mas não vou lastimar

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Poesia retirada http://www.rubemalves.com.br/ovelho.htm acessado oito de dezembro, 2010 às 14:56

sábado, 4 de dezembro de 2010

É preferível morrer!

Sei que vocês devem está achando estranho o título. Como assim, preferir morrer? Estaria eu desistindo de tudo? A minha vida anda tão difícil que não vejo outras saídas? Sim porque, o escritor escapa na sua escrita. Mas não, meus car@s. Continuo acreditando que há sempre o que viver, fazer, amar, sonhar, projetar, realizar e caminhar... É, exatamente, por isso que eu repito é preferível morrer. Todavia, sei que o medo da morte pesa nos corações aflitos, angustiados ou não. A morte representa o fim, não é mesmo? E a nossa vaidade não concebe compreender-nos enquanto seres finitos.
Por isso, proponho refletir sobre o fim a que devemos passar: a morte. Entretanto, não me refiro à morte física, aquela que lhe tira da presença da família e amigos, da qual deixo para que a religião nos conforte e ensine a aceitar. Sou pequena para tão grande mistério.
Estou me referindo às pequenas mortes, que se fazem presente já no nosso nascimento. Muitas vezes nos agarramos com tanta força num projeto fracassado, que não crescemos, paramos ali. Não olhamos pra frente, não reiventamos novos projetos, isto porque não temos coragem de morremos com aquele apego a tal projeto, ou concepção. É o medo do sofrimento nos causando sofrimento. Morremos para não morrer.
Quando estamos por demais afeiçoados aos nossos planos, que talvez já não exista mais, a não ser na nossa fantasia, e assim decidimos abandoná-lo, não é só ele que morre. Morremos junto, visto que somos o que acreditamos, construímos, amamos, falamos etc. Por isso não basta deixar um projeto, é preciso morrer com ele. Morrer significa enterrar-se junto ao acabado, entrar em luto e recomeçar, do novo. 
E assim como a vida, que se faz todo dia, a morte também é singular, não há receita, modelo. Ela não significa, necessariamente, alegria ou tristeza,porém, toda morte é uma perda. Mas, é preferível morrer.
Bom, e por falar nisso, olhando este texto, o que tinha pensando, o que estou escrevendo....dêem -me licença. Vou morrer com ele também!
Nana Andrade


sábado, 27 de novembro de 2010

Amizade


Tem uma passagem bíblica que diz o seguinte: quem encontrou um amigo, encontrou um grande tesouro. Eu sempre achei essa mensagem bonita, aliás essa e todas as demais, que falam de amizade. Todo mundo já ouviu algo do tipo, amigos são poucos, são raros. Há músicas, poesias, e tantas outras coisas que exaltam essa relação. 

Já ouvi gente me dizer que tinha muitos amigos, outros se lamentavam porque possuíam poucos amigos e conheço dois que me disseram, recentemente, que não tinham nenhum amigo. 

Bem...quando se é criança a amizade é igual a representação que se tem da vida, é uma relação presente, rápida, contagiante, intensa. Mas,  pode passar, instantaneamente, quando o amigo muda de escola, ou seus pais mudam de bairro. Na adolescência, esse sentido começa a mudar, é a formação da identidade, daí a relação em grupo é muito importante e natural. A tendência é que se tenha vários amigos. Ainda que um, possa ser o predileto.

Nunca entendi ao certo o que era essa coisa de amizade. Se perpassasse pela afinidade, tive vários, meus companheiros de teatro, alguns colegas de sala, meus amigos da igreja. Já, se o principal, na amizade, fosse partilha de um segredo, tive alguns, não muitos. Nunca fui de contar segredos e quando os fazia, era mais por obrigação de amigo, rsrrsrs. Tão pouco me confidenciaram grandes segredos. Caso a amizade estivesse baseada na companhia para festas e eventos, tive, modestamente, um número significativo de amizades intensas, alegres, expressivas e divertidas.

Todavia, se a amizade nascer de um singelo e desinteressado desejo de estar junto ah meus caros! Não direi quantas tive/tenho para não decepcionar os demais. Amizade de que vos falo, não é um sentir se amigo  "de", mas um sentir-se "com"

Essa é uma sensação doce, leve e agradável saber que se tem um amigo, que se tem alguém em quem se pode confiar, e que se pode contar. 

Já ouvi muita gente dizer que se reconhece os amigos quando se precisa deles. Sim, cada um tem um jeito singular de reconhecer seu amigo, eu tenho reconhecido minhas amizades no dia a dia. Na visita inesperada, só para saudar a pessoa amiga, ou porque o amigo sumiu. Na visita porque o amigo está doente. Na visita para saber se chegou bem de viagem. Na hospitalidade generosa e receptiva. Na cordialidade, na conversa, no confronto das idéias, no conselho, no respeito, na admiração, na simetria da relação e na gratuidade do afeto. 
Não é preciso, aliás, nem é bom, que se pense igual, mas é preciso saber escutar, ouvir, compreender, se doar. Amizade é uma relação tão nobre quanto o amor. E tão delicada quanto. É preciso cuidar, regar, mas natural e prazerosamente.

Na amizade não precisa trocar todos os segredos, sair em todas as baladas juntos, gostar das mesmos coisas. Na amizade é preciso saber que se tem com quem contar para os momentos bons e ruins, e, paralelamente, ser alguém que o outro possa contar. Cada um de nós tem um tempo particular para construir uma amizade, sim porque amizade não é um acontecimento na vida de uma pessoa, é uma construção.

É preciso "perder" tempo para construir uma amizade...

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

What makes you happy?




O que te faz feliz ? ..

Pode ser o pôr-do-sol, ou o chocolate daquela padaria perto da sua casa.Pode ser aquela roupa que te deixa incrível, ou o abraço do seu melhor amigo. Pode ser um café bem quente pela manhã, ou aquele leite gelado à tarde , pode ser aquela amiga que você conversa por horas e pode ser aquela sua paixão misteriosa[e quem nunca teve uma?].Pode ser o olhar doce da sua mãe , a companhia aconchegante do seu pai. Ou talvez seja aquele site que você visita todos os dias , aquele blog que você adora ler [alô SV] !Pode ser quase tudo,pode ser quase nada . E mais importante pode ser tudo, mas nunca deve ser nada. Saiba o que te faz feliz e o faça da maneira mais intensa possivel (:


What Makes You Happy ? ...


Damy.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Meu coração hoje

Meu coração hoje não está com sono,
insiste em manter-se acordado,
a espera de alguma coisa
ou talvez, apenas temendo a solidão.

Meu coração hoje vive a dor do suspenso alheio,
escolhe a mercê da indecisão,
bate no ritmo da sua chegada
lamenta o não saber

Meu coração hoje parece está sem rumo
Sabe onde quer chegar
Mas, acelera ao pensar na lentidão dos seus passos

Meu coração hoje, teme bater em vão.


Nana Andrade

domingo, 24 de outubro de 2010

'O Importante é ser você '





Ontem eu estava numa apresentação da escola da minha sobrinha,e ela estava conversando com uma amiga, quando cheguei perto dela disse : 'essa menina é rockeira?' e minha sobrinha rui e respondeu: ' ela acha ' a amiga dela continuou : ' pelo estilo ela é' daí eu mesma resolvi falar e disse : ' eu ouço rock, amo rock, e não gosto muito de outras coisas que não sejam rock' minha sobrinha ficou um pouco revoltada e concluiu: ' então ela é rockeira '. Fiquei pensando nisso, ali estava eu sendo rotulada pela minha sobrinha mais velha e por uma menina que nem sei o nome, achei engraçado como as pessoas tiram certas conclusões , só porque eu estava de olho preto, correntes, allstar e roupa escura não diz necessariamente que sou rockeira ou não, e sim que eu vesti o que tive vontade, o que faz eu me sentir bem, eu fui eu mesma sem ligar pro que iam ou não falar (como de fato , falaram). Ser você mesmo não quer dizer que você vai ter que gritar pro mundo : ' eu sou assim foda-se quem não gosta de mim ' ser você mesmo é apenas ser autêntico, não ter vergonha de quem é , saber expressar o que gosta, o que não gosta , não ter medo de ter opinião, nem ter medo da opinião dos outros, é você não usar máscaras. Porque só sendo você mesmo é que você vai saber quem gosta de você de verdade, quem vai estar sempre do seu lado. Ser você mesmo é saber quem você realmente é, e é saber o que você quer. Assim você poderá ser alguém mais feliz, mais realizado. Apenas seja você .



Damy

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Dores do mundo. Como curá-las?

Hoje não quero fazer poesias , nem brincar de utopia , hoje venho falar da realidade, da triste realidade do mundo. Hoje quando eu estava indo pra escola ,eu e minha irmã paramos num semáforo e eu como sou muito observadora e curiosa comecei olhar em volta e deparei com uma triste imagem : três mendigos  ,sujos , abandonados, largados . Isso há um tempo atrás não era muito comum por aqui, agora está virando uma rotina. Algumas pessoas falam que a cidade está crescendo, e de fato está , mas hoje percebi uma coisa ; como as crianças que crescem e vão tendo responsabilidades e problemas de ' gente grande ' as cidades quando vão crescendo também vão adquirindo mais responsabilidades e problemas de ' cidade grande ' , mas parece que as cidades , ou seus governantes não se importam com as responsabilidades adquiridas nem com os problemas que vão surgindo. Não ligam se tem gente nas ruas que precisam de comida, abrigo , e inclusive : carinho . Enquanto você está sentado em frente ao computador lendo o que escrevo , quanta gente está morrendo de fome ? quantas crianças estão morrendo por doenças , frio, ou fome ? quantas delas têm que se prostituir para garantir um pouco de pão ? Não vou pedir a ninguém para pensar ou refletir sobre isso , peço para que aja ! Doe carinho, doe atenção, doe comida . Doe um pouco de você a quem precisa . Leve essa ideia adiante!Bom, isso foi um desabafo, um grito de socorro por aqueles que já não tem voz .


Damy .















quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Your smile saves me !




Em meio à minha tristeza teu sorriso me fez sentir que vale a pena seguir pois mesmo que o caminho esteja escuro eu encontrarei a aurora no fim da noite. Teu sorriso me fez crer que tudo vai ficar bem, e que você vem comigo também. Teu sorriso me mostrou que meus medos não são nada diante da segurança que seu amor me passa.
Hoje é você e apenas você que quero que seque minhas lágrimas ... hoje só você pode fazê-lo . Hoje foi teu olhar que me fez completa , preciso de você , preciso da sua calma , das suas palavras doces de alerta. E quando enfim tudo passar vamos dançar juntos na chuva . 
E de mãos dadas tecer sonhos.

Damy .
Foto(por Anne) : Damaris e Gustavo (:

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Palavras soltas .

Palavras presas,desculpas perfeitas, fugas estreitas,sonhos inacabados, amores desprezados, pés cansados. Tudo que a gente precisa é do barulho da própria lágrima, é do ritmo da nossa respiração, é de cada segundo perdido, é da batida do coração. Alguns pulmões estão sujos e derrotados em bares nojentos e lotados, pessoas tristes e acabadas,pessoas que não amam,e que não são amadas. Eu até me contradigo enquanto digo que a realidade me acorda se dela me desligo. E eu precisei fugir, mas tudo foi atrás de mim,tropecei. Procurei esconderijo e me encontrei. Não tenho mais para onde correr,não tenho quem irá me socorrer.  Quando por fim me encontro segura, lembro-me do resto do mundo se perdendo da noite escura , e eu simplesmente sumo.
Damy'

domingo, 19 de setembro de 2010

Um amor escondido


Olá!
Hoje vou contar a história do meu amigo Zeca.. a historia de uma amor escondido, medroso e cheio de fantasia...
Hum, será que não temos um Zeca, assim, dentro da gente?

Zeca, aos seus 16 anos de idade, estava preocupado. Todos os seus coleguinhas estavam namorando. Ganhavam mesadas dos pais, levavam suas namoradas pra tomar sorvete, iam ao cinema. E ele o máximo que fazia era ajudar as meninas nas questões de matemática. 

Ele não recebia mesada, seus pais não eram poooobres, mas também não tinha tanta condições assim, e além do mais achavam que Zeca era suficiente maduro pra conseguir já um trabalho. Seu pai sempre dizia: o trabalho dignifica um homem, vai fazer alguma coisa além de estudar, esteja pronto pra vida! Foi por isso que ele começou a ajudar o seu Antonio na Lan House.

Ele até gostava desse trabalho. Estudava de manhã, ia em casa almoçar e depois ia direto para o trabalho. Seu Antonio era gentil, deixa ele acessar o orkut, msn, twuiter e ainda estudar, embora esse última ele nunca fazia ali. Dizia que o ambiente não ajudava. É não podemos negar que se tinha coisas mais interessantes pra fazer.  Sua função ali, era  fazer o cadastro, permitir o acesso dos navegadores à internet e às vezes seu Antonio pedia ele pra ir chamar um técnico, pagar uma conta, mas nunca serviço de banco. Seu Antonio não pagava muito, mas era um homem generoso, e via no Zeca um potencial que merecia ser investido. 

Por isso, Zeca era admirado na escola, todo mundo achava o trabalho dele legal. Os meninos invejavam-no porque, naquele trabalho, ele podia ver a Aninha, que estava lá todos os dias, a Má, que morava ao lado, a Flavinha, que estava sempre por lá a atuar seu Blog, e mais que isso, era ele quem estava lá para ajudar as meninas a orientar quando o orkut parasse de funcionar porque deu pau. Pronto!! 

O cara era o cara!  E ainda podia dar uma espiadinha no que as meninas andam tecendo. As meninas, suas colegas, no entanto, lhe achavam o máximo, afinal, era tão maduro, independente e bonzinho.

Todavia, só Zeca sabia que nem os meninos, nem as meninas estavam certos. É verdade que seu trabalho era interessante sim, mas ele num tava ali só para diversão, mas para ter um dinheiro pra levar a Flavinha pra tomar sorvete. Flavinha era a namorada do Gesinho, namoraram dois anos. Muuuuuito tempo. Terminaram agora pouco. Porém, como para  todas as meninas, ele era apenas uma amigo. Apenas não. Ele era o amigo que todo mundo queria ter.

Como eu já adiantei Zeca estava apaixonado pela  Flavinha, gostava do cabelo escorregadio dela, de seus olhos pequenos, escondidos atrás do óculos, de seu meio sorriso, disfarçando sua timidez e realçando iluminadamente suas covinhas. Para dizer a verdade Flavinha não era a mais bonita do colégio, ela era até meio gordinha, meio careta, meio certinha, mas não...

Para Zeca era por tudo isso que ela era a musa de seus sonhos, a sereia de seu mar, o seu amor eterno. Era com ela que ele queria se casar, ter filhos, tomar sorvete e ir ao cinema. 

Flavinha olhava pra ele de um jeito doce, até parecia que tava dando mole. Mas, Zeca não chegava, tinha medo. Afinal ele era amigo, quer dizer amigo, amigo não, colega do Gesinho, poxa e Gesinho era um cara bom também e quem podia garantir que ele ainda não gostava dela? 
Entretanto, se ela quisesse namorá-lo ele estava disposto a enfrentar tudo. Embora, não conseguisse enfrentar nem mesmo seu olhar. 

Sempre que Flavinha aparecia pra atualizar seu Blog, estava ele do outro computador, entrando no Blog, espiando seu orkut. As vezes, vinha uma lágrima no canto do olho, quando via tanta mensagem do ex- namorado, que ele mal conseguia pronunciar o nome. Zeca num tinha esse negócio de que homem não chora. Homem chora, e sofre, sim, por amor. Só que chora quietinho, bem baixinho, escondidinho.

Zeca chegou a tal ponto de apaixonado, que diariamente estava lá a futucar todos os sites, que, porventura, ela teria entrado, a verificar todos seus contatos,  a ensaiar sua declaração. 

Ele não deixou de tirar notas boas, de ser o garoto legal, só andava meio avoado, distante, triste, quieto e raramente, lhe vinha um sorriso ao lembrar das palavras ditas pela amada: 
-Olá Zeca, liga o 5 pra mim.

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 Nana Andrade

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

... e um dia me disseram que as nuvens não eram de algodão


E um dia nos dizem que papai noel não existe , que o ‘felizes para sempre’ nunca se cumpre , e que contos de fadas são apenas ilusão ! Mas mesmo assim a gente sempre continua sonhando ; com o príncipe encantado , com o ‘felizes para sempre’ e com alguém que sempre vai nos proteger e aos poucos vamos descobrindo que o príncipe encantado não virá e a gente tem que se contentar com o sapo , que o ‘felizes para sempre’ as vezes dura muito pouco e que o alguém que sempre vai  nos proteger somos nós mesmos , e é aí que percebemos que a magia da vida pode ser muito mais fascinante do que podíamos imaginar :) 
Damy .

sábado, 17 de abril de 2010

A solidão é medo. Que medo!


Qual o tamanho da solidão...
será qual é sua cor?
ela tem cheiro de que?
ouvi dizer que ela é uma ponte
o problema é o tamanho do rio
já pensou se for um oceano?
Os mais otimistas falam que ela tem vida curta.
Bom, tomara que ela não seja espírita!

Estou com medo..dizem que ela anda solta.
Tenho olhado pra todo lado e não vejo ninguém
será que ela é de cor nenhuma,
disseram mais, "a dona solidão gosta da lua"
já sei, vou sair só de dia
depois vou trancar a porta, se baterem não estou,
a rua, nem vou espiar.
E de dia, por precaução, só mesmo no armazém.

Solidão fala? Não sei
Talvez seja melhor não conversar com estranhos também.
falam que ela é triste por não ter quem deseja
Hum, vou aprender a desamar,
afinal, um amor deve ser triste perder.

Andam contando que a solidão é medo...
Gente será ela?
To com MEDO!!!!

(Nana Andrade)

domingo, 28 de março de 2010

Dias sem pontos




[Johanna+Wright3.jpg]
Levanto escovo dente, arrumo a cama tomo café, pão francês, vou ler, escrever artigo, fazer resenha, estudar outro indioma, fazer almoço, arroz, feijão, salada, legume cozido, depois escovo o dente, envio trabalho para orientador, o trabalho volta eu refaço, vou da aula particular, no caminho leio a agenda vejo o que ainda tenho pra fazer, adio alguma coisa, faço outra um pouco mais rápido, encontro um amigo dou um oi, marco para falarmos depois, volto aperto o passo, subo o morro, faço assistencia didática, volto correndo, bebo agua, compro um suco na esquina, um salgado no outro, sigo andando, vejo outro amigo, quer falar comigo, o chamo pra seguir caminhando, conversando, eu pensando, planejando, relembrando, o amigo foi, eu continuo, leio o texto da aula, volto tomo um banho rápido, me visto revejo algo da proxima aula, pego o material, vou pra faculdade, de vez em quando vejo minha respiração, depois os carros, a fumaça, a bagunça na rua, as pessoas trabalhando, o transito, a gritaria, um que passa, chego na aula, coisa chata, gente soberba, hierarquia, discussão, meus olhos esbugalhados volto lento depois eu lembro o outro texto, o seminário, acelero, chego em casa, ligo o computador, confiro e-mail, respondo, marco os compromissos, lembro outros, papel de um lado e ainda tem a janta, o mesmo almoço e uffa!!!!!!

Eu só quero um chocolate, uma coisa doce, olhar, sentir, saborear...

Só quero um tempo com chocolate, um chocolate sem medidas, sem receitas...com calorias, com açucar, com saliva, soh quero minha vontade.

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