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domingo, 19 de setembro de 2010

Um amor escondido


Olá!
Hoje vou contar a história do meu amigo Zeca.. a historia de uma amor escondido, medroso e cheio de fantasia...
Hum, será que não temos um Zeca, assim, dentro da gente?

Zeca, aos seus 16 anos de idade, estava preocupado. Todos os seus coleguinhas estavam namorando. Ganhavam mesadas dos pais, levavam suas namoradas pra tomar sorvete, iam ao cinema. E ele o máximo que fazia era ajudar as meninas nas questões de matemática. 

Ele não recebia mesada, seus pais não eram poooobres, mas também não tinha tanta condições assim, e além do mais achavam que Zeca era suficiente maduro pra conseguir já um trabalho. Seu pai sempre dizia: o trabalho dignifica um homem, vai fazer alguma coisa além de estudar, esteja pronto pra vida! Foi por isso que ele começou a ajudar o seu Antonio na Lan House.

Ele até gostava desse trabalho. Estudava de manhã, ia em casa almoçar e depois ia direto para o trabalho. Seu Antonio era gentil, deixa ele acessar o orkut, msn, twuiter e ainda estudar, embora esse última ele nunca fazia ali. Dizia que o ambiente não ajudava. É não podemos negar que se tinha coisas mais interessantes pra fazer.  Sua função ali, era  fazer o cadastro, permitir o acesso dos navegadores à internet e às vezes seu Antonio pedia ele pra ir chamar um técnico, pagar uma conta, mas nunca serviço de banco. Seu Antonio não pagava muito, mas era um homem generoso, e via no Zeca um potencial que merecia ser investido. 

Por isso, Zeca era admirado na escola, todo mundo achava o trabalho dele legal. Os meninos invejavam-no porque, naquele trabalho, ele podia ver a Aninha, que estava lá todos os dias, a Má, que morava ao lado, a Flavinha, que estava sempre por lá a atuar seu Blog, e mais que isso, era ele quem estava lá para ajudar as meninas a orientar quando o orkut parasse de funcionar porque deu pau. Pronto!! 

O cara era o cara!  E ainda podia dar uma espiadinha no que as meninas andam tecendo. As meninas, suas colegas, no entanto, lhe achavam o máximo, afinal, era tão maduro, independente e bonzinho.

Todavia, só Zeca sabia que nem os meninos, nem as meninas estavam certos. É verdade que seu trabalho era interessante sim, mas ele num tava ali só para diversão, mas para ter um dinheiro pra levar a Flavinha pra tomar sorvete. Flavinha era a namorada do Gesinho, namoraram dois anos. Muuuuuito tempo. Terminaram agora pouco. Porém, como para  todas as meninas, ele era apenas uma amigo. Apenas não. Ele era o amigo que todo mundo queria ter.

Como eu já adiantei Zeca estava apaixonado pela  Flavinha, gostava do cabelo escorregadio dela, de seus olhos pequenos, escondidos atrás do óculos, de seu meio sorriso, disfarçando sua timidez e realçando iluminadamente suas covinhas. Para dizer a verdade Flavinha não era a mais bonita do colégio, ela era até meio gordinha, meio careta, meio certinha, mas não...

Para Zeca era por tudo isso que ela era a musa de seus sonhos, a sereia de seu mar, o seu amor eterno. Era com ela que ele queria se casar, ter filhos, tomar sorvete e ir ao cinema. 

Flavinha olhava pra ele de um jeito doce, até parecia que tava dando mole. Mas, Zeca não chegava, tinha medo. Afinal ele era amigo, quer dizer amigo, amigo não, colega do Gesinho, poxa e Gesinho era um cara bom também e quem podia garantir que ele ainda não gostava dela? 
Entretanto, se ela quisesse namorá-lo ele estava disposto a enfrentar tudo. Embora, não conseguisse enfrentar nem mesmo seu olhar. 

Sempre que Flavinha aparecia pra atualizar seu Blog, estava ele do outro computador, entrando no Blog, espiando seu orkut. As vezes, vinha uma lágrima no canto do olho, quando via tanta mensagem do ex- namorado, que ele mal conseguia pronunciar o nome. Zeca num tinha esse negócio de que homem não chora. Homem chora, e sofre, sim, por amor. Só que chora quietinho, bem baixinho, escondidinho.

Zeca chegou a tal ponto de apaixonado, que diariamente estava lá a futucar todos os sites, que, porventura, ela teria entrado, a verificar todos seus contatos,  a ensaiar sua declaração. 

Ele não deixou de tirar notas boas, de ser o garoto legal, só andava meio avoado, distante, triste, quieto e raramente, lhe vinha um sorriso ao lembrar das palavras ditas pela amada: 
-Olá Zeca, liga o 5 pra mim.

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 Nana Andrade

4 comentários:

  1. Ola!!! Muito interessante!!! Gostei muito!!!
    Bjoss!!!

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  2. gente, eu me identifiquei com esse texto! em todos os sentidos! sou tao... Zeca! PAOSKDOKAOKOK' adorei mesmo!

    BEIJOO*

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  3. Lindo o texto, tb sou um zeca, mas quem não é?
    Bom ou não é isto que faz da vida ser interessante e cada minuto valer a pena!

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  4. Flavinha e Vi, obrigada por visitarem nosso blog.
    Eh acho que todo mundo tem um Zeca em si.
    bjs

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