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sábado, 4 de dezembro de 2010

É preferível morrer!

Sei que vocês devem está achando estranho o título. Como assim, preferir morrer? Estaria eu desistindo de tudo? A minha vida anda tão difícil que não vejo outras saídas? Sim porque, o escritor escapa na sua escrita. Mas não, meus car@s. Continuo acreditando que há sempre o que viver, fazer, amar, sonhar, projetar, realizar e caminhar... É, exatamente, por isso que eu repito é preferível morrer. Todavia, sei que o medo da morte pesa nos corações aflitos, angustiados ou não. A morte representa o fim, não é mesmo? E a nossa vaidade não concebe compreender-nos enquanto seres finitos.
Por isso, proponho refletir sobre o fim a que devemos passar: a morte. Entretanto, não me refiro à morte física, aquela que lhe tira da presença da família e amigos, da qual deixo para que a religião nos conforte e ensine a aceitar. Sou pequena para tão grande mistério.
Estou me referindo às pequenas mortes, que se fazem presente já no nosso nascimento. Muitas vezes nos agarramos com tanta força num projeto fracassado, que não crescemos, paramos ali. Não olhamos pra frente, não reiventamos novos projetos, isto porque não temos coragem de morremos com aquele apego a tal projeto, ou concepção. É o medo do sofrimento nos causando sofrimento. Morremos para não morrer.
Quando estamos por demais afeiçoados aos nossos planos, que talvez já não exista mais, a não ser na nossa fantasia, e assim decidimos abandoná-lo, não é só ele que morre. Morremos junto, visto que somos o que acreditamos, construímos, amamos, falamos etc. Por isso não basta deixar um projeto, é preciso morrer com ele. Morrer significa enterrar-se junto ao acabado, entrar em luto e recomeçar, do novo. 
E assim como a vida, que se faz todo dia, a morte também é singular, não há receita, modelo. Ela não significa, necessariamente, alegria ou tristeza,porém, toda morte é uma perda. Mas, é preferível morrer.
Bom, e por falar nisso, olhando este texto, o que tinha pensando, o que estou escrevendo....dêem -me licença. Vou morrer com ele também!
Nana Andrade


16 comentários:

  1. É verdade! Às vezes é preferível morrer...pena que nem sempre temos coragem!!!

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  2. Olá Cris, é verdade é preciso coragem pra morrer.
    Segue a gente ai e tenha acesso a todos ps post.
    Um abraço afetuoso ofertado por nós

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  3. Molto bello, accidendi quanto sei cresciuta in questi 7 anni.

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  4. rsrsrs ma che!!! Una visita internazionale su questo sito. Grazie mille!
    Ma no dai, ho anche molto da crescere!!! siguramente.
    Ritorni sempre
    Bacione!

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  5. Sim, concordo, precisamos morrer!! Creio eu que morro com grande frequência!!!
    E isso é bom, apesar do sofrimento!! E como se dizem, 'Deus dá a nós o tamanho da cruz que conseguimos carregar'. A morte é necessária, e sem ressentimentos!!!

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  6. Olá Lorenza,
    Agradeço a visita frequente ao nosso blog.
    Não tem graça escrever, quando não se tem leitor.
    Um abraço

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  7. Olá Nana, mais um belo texto! Confesso que estranhei a princípio o título.Pois por mais que a vida seja difícil eu ainda continuo nela, pois a cada dia me é dado o direito de pausas repositoras....Como diz aquela canção:é a vida é bonita e é bonita.... Bom, mas ao ir lendo fui percebendo a sutileza e o verdadeiro sentido do texto. Realmente nos aprisionamos por medo, vaidade, idealizações,ou o que quer que seja. E acabamos morrendo por medo de morrer. Assim perdemos a essencia da vida. Mas existe a morte como redentora, a morte daquilo que me paralisa, que não me deixa crescer, isso sim é preciso morrer, para renascer...
    As vezes para ser algo é preciso morrer algo.E isso requer muito força e coragem.
    Como a semente, que para ser semente precisa morrer, e nao ser mais semente. A semente deixa de ser semente para dar vida, a árvore, as folhas, flores, e frutos. E só assim é que ela é realmente uma semente...
    Belo texto Nana
    Abraços

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  8. Karine,
    Nossa!!! Belo comentário!
    "Assim perdemos a essencia da vida. Mas existe a morte como redentora, a morte daquilo que me paralisa, que não me deixa crescer, isso sim é preciso morrer, para renascer...
    As vezes para ser algo é preciso morrer algo.E isso requer muito força e coragem.
    Como a semente, que para ser semente precisa morrer, e nao ser mais semente" LIndo, autêntico, próprio de alguém, tb, em constante reflexão e espiritualidade.
    Perfeito seu comentário Karine, pefeito mesmo.
    Eh...não eh fácil..realmente é necessário coragem e muito força pra deixar morrer a semente em nós...e viver o risco do novo nascer.
    Brigada pela visita consistente, impactante, que veio só acrescentar este tema tão delicado do nosso dia a dia.
    Um abraço, segue a gente ai.

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  9. meu, que texto lindo. eu adoro a maneira que voce escreve, Nana.

    eu fico pensando: morrer é realmente um tabu. assim como o nascimento deveria ser quando estavamos ainda na barriga da nossa mãe. um lugar tão bom e confortável. por que iriamos querer sair e enfrentar o desconhecido? mas aí, nascemos e vemos que o mundo, afinal, nem é tao ruim assim.

    o mesmo se aplica quando precisamos morrer com os nossos projetos. e morrer, de uma forma ou de outra, significa renascer. mas no caso, renascer para o novo e para o desconhecido. e tudo que é diferente do que conhecemos nos dá medo, nao é? por isso, preferimos continuar vivendo num 'leito de morte' a abrir os braços e aceitar o fim. (olha o papo de maluco, PAOSKODK')

    entao, hoje, depois de ler o seu texto, resolvi que quero morrer para gerar novos sonhos e novos projetos. (:

    muito muito bom!

    BEIJOO*

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  10. "Vivendo num leito de morte" é isso mesmo. Engraçado, Flavinha, não te conheço, mas muitas vezes já me peguei pensando, essa menina num eh profunda de mais para a idade dela. Vc me lembra a Damy, por causa da escrita, dos comentários, me parecem, aliás a Damy eu conheço neh, serem inteligentes, sensíveis, diferentes da grande maioria dos adolescentes, não porque são melhores, isso não. Mas porque leêm. A gente reconhece um bom leitor pela sua escrita, a gente conhece um homem pela sua reflexão.
    Me divirto com seus twitters, com a intensidade e graça com que vc comenta sobre as coisas importantes e as mais fúteis.
    Sua reflexão, no comentário, me encantou pela sua capacidade de ampliar a visão de pensar e comparar outros momentos e sensações.
    És grande Flavinha!
    Um abraço.

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  11. "precisamos sim morrer com que nos impede de seguir em frente, com que nos impede de ser feliz, mas as vezes é tão complicado, ou não, talvez o que falta é um pouco de coragem para renascer, começar de novo, fazer diferente.precisamos sim de morrer quantas vezes for preciso, renascer sempre e fazer novas escolhas aquelas que nos levam ao sucesso."

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  12. Morrer, Vi, é uma escolha, o luto é consequencia. Não luto sem dor, sem lembrança, mas é fase de aceitação e não negação, aceitamos aquilo que negamos na morte. E é esse o momento difícil, que impede muita gente de se lançar, não queremos sofrer.
    E sofrer também é normal.
    O que não se pode deixar de cre é no amanhã, no recomeço, na continuação da caminhada.
    Bjss e brigada pela visita, volte sempre.

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  13. Morre lentamente
    Quem não viaja,
    Quem não lê,
    Quem não ouve música,
    Quem não encontra graça em si mesmo

    Morre lentamente
    Quem destrói seu amor próprio,
    Quem não se deixa ajudar.

    Morre lentamente
    Quem se transforma em escravo do hábito
    Repetindo todos os dias os mesmos trajeto,
    Quem não muda de marca,
    Não se arrisca a vestir uma nova cor ou
    Não conversa com quem não conhece.

    Morre lentamente
    Quem evita uma paixão e seu redemoinho de emoções, Justamente as que resgatam o brilho dos
    Olhos e os corações aos tropeços.

    Morre lentamente
    Quem não vira a mesa quando está infeliz
    Com o seu trabalho, ou amor,
    Quem não arrisca o certo pelo incerto
    Para ir atrás de um sonho,
    Quem não se permite, pelo menos uma vez na vida, Fugir dos conselhos sensatos...

    Viva hoje !
    Arrisque hoje !
    Faça hoje !
    Não se deixe morrer lentamente !

    NÃO SE ESQUEÇA DE SER FELIZ
    Martha Medeiros

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  14. lindo o texto nana, concordo com todo o seu conteúdo, mas confesso, todas as vezes que precisei morrer, não consegui, talvez por medo, covardia, sei lá por que. eu sou uma pessoa que me apego muito sabe, então vou insistindo, vou levando, tantas vezes tomei a decisão de morrer junto, mas na hora não tive coragem, perdi tempo e muitas oportunidades, estou aprendendo e a palavra apego esta saindo do meu dicionario, tudo morre um dia né?temos que aceitar certo? mas aos poucos a gente aprende, temos que aceitar quando o sonho acaba, o projeto que não deu certo, enfim temos que morrer com o que já esta morto.

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  15. Nossa!!!
    Estou sem palavras, vc, cara leitora, mais uma vez me tocando com seu comentário, hj presenteando o nosso blog com esta linda poesia de Martha Medeiros.
    Vc focou na morte passiva, aquela que permitimos por que não temos coragem de arriscar, de mudar.
    Eu, Nana, havia tocado mais na morte enquanto escolha, equanto movimento de enterrar o velho para renascer com o novo.
    Gostei tanto, tanto, que penso que outros leitores precisam ter acesso a essa poesia.
    E confesso que, enquanto, lia me projetava nesses versos.
    Obrigada pela presença, pela poesia.
    Volte sempre.

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  16. "Marcela" posso te falar uma coisa, não é que vc não morre, não enterre o velho, pensando o velho como tudo que nos faz mal, que impede de criar e amar novas coisas, pessoas e seguir a vida. Vc, como muitos de nós, às vezes até toma a coragem de morrer, enterrar algo que não deu certo, mas daí, nos soterramos ao luto, e é dele que não mais queremos sair, ficamos ali, a querer desenterrar o passado, ao invés de olhar pra ele e vê-lo como instrumento de aprendizado,
    Quero deixar claro, que não entendo a morte como esquecimento, podemos lembrar sim, a lembrança pode gerar sofrimento, mas nem por isso precisamos de livrar-nos dela.
    Eu não sou exemplo de superação, repito vários erros, e também me vejo, ocasionalmente, com dificuldade de enterrar o velho, ou quando não, de sair do luto. Porém, tenho aprendido a não negar aquilo que sinto, aquilo que sou. O nosso apego a projetos e pessoas dizem de nós, e precisamos conhecer-nos. Porque do contrário vamos sempre repetir as mesmas coisas.
    Não defendo um movimento passivo de aceitação das coisas, da vida, da morte, mas sim um movimento ativo de buscar a felicidade, de buscar a realização pessoal, de acreditar no amanhã, de querer ser melhor, sentir-me melhor. E então, o olhar para trás será importante na medida que nos projetemos para o amanhã.
    Obrigada, pela presença, pela reflexão, pela confiança no nosso blog. Espero, mais uma vez, que volte.
    Um abraço carinhoso tanto meu, Nana quanto da pequena, a Damy.

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