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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

A inveja do outro e a minha desconfiança

 Fonte:
 http://2.bp.blogspot.com/_uzSrCrFZRBY/S8Y3gN-B7rI/AAAAAAAAAGA/E66Kosyoz1I/s1600/falsidade.bmp                                     

Eu devo confessar que tenho um grave problema em lidar com os sentimentos de inveja e falsidade.


Geralmente, tenho dificuldade de aceitar que as pessoas possam nutrir esses sentimentos por mim, embora eu seja naturalmente desconfiada.

Sou um ser desconfiado, desconfiada de mim mesma, assim, sempre que sinto estar ao lado de uma pessoa invejosa ou falsa, me pergunto se eu não estou confundindo as coisas. Não gosto de admitir que tais sentimentos sejam possíveis. E também não sei lidar bem com eles.

Sempre que sinto essa energia numa relação com outras pessoas, procuro desarmar a pessoa, oferecendo, se posso, tudo aquilo que ela está almejando, se é conhecimento, acesso a determinada informação, se é abertura para agir, liderar, manifestar; vai entender? Ser humano às vezes invejam por tão pouco! Mas, estas ações só não melhoram como parecem tornar a pessoa mais ousada em suas atitudes e posturas falsas.

Como já foi dito anteriormente é muito difícil, pra mim, lidar com tais sentimentos, nunca sei bem onde termina a falsidade da pessoa e começa minha desconfiança. Daí minha dificuldade em agir.

Um ser exigente consigo mesmo não costuma acreditar muito que a maldade venha do outro, acha sempre que é preciso rever os próprios conceitos.

Como tenho tido o prazer de me conhecer um pouco mais cada dia, reconheço nesse traço de se auto condenar um limite a ser superado, é então que reúno forças para agir, seja confrontando aquilo que me ameaça, seja afastando. Afastar acho que é o mais fácil e cômodo, não para uma alma exigente, que precisa se assegurar a origem do problema, em si ou no outro.

Gosto de olhar no olho, gosto de observar a mim, o fato e o outro, porque a inveja implica sempre uma tríade.

E, se não estou mais uma vez me condenando ao justificar o outro, digo ainda que, possivelmente, pessoas falsas e invejosas não ajam de má fé. Talvez lhe faltem o respeito ao próximo, mas não necessariamente a má fé, entendo má fé como uma atitude intencional de prejudicar alguém específico.

E o que me move a sair dessa redoma de que só existe o bem e que tudo é ocasionado pela minha desconfiança, é a raiva que vai assolando e tirando a minha paz.

O que digo pra mim mesma nessas situações é que devo me acalmar, cuidando para não cair no jogo e na malícia dos outros, e talvez, o mais difícil, de não começar agir como eles.
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Nana Andrade

6 comentários:

  1. Querida Nana, a desconfiança é um traço de Minas Gerais. Eu, particularmente, acho algo que não aprecio, mas que tenho em mim. Não sei se mudar vale a pena, ja que minhas conquistas tem muito da desconfiança: no futuros, nas pessoas, enfim. É um mistério.

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  2. rsrs Meu caro Lê, pois eh, concordo plenamente, acho que um cadim de desconfiança não faz mal a ninguém, é preciso saber dosá-la. Precisamos aprender a conviver com nossos fantasmas não é mesmo?
    Um grande abraço, obrigada pela sua visita
    bjss

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  3. Oi Vi, obrigada ela sua fiel visita ao Afetos e Ofertas...espero que ele possa ser útil em suas reflexões também.

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  4. estou sem palavras :O
    que texto esclarecedor e construtor de opiniões abstratas e concretas ...
    me sinto tão mais abstrata agora que chego a dizer que o concretismo que encontrei no inicio do texto foi se esvaecendo conforme segui na leitura..
    se alguém conseguiu me entender,talvez eu não esteja tão abstrata quanto imagino , ou não, pois o concreto também pode ser incompreendido,não é?

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  5. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Não me contive Sabe a novela tititi...pois eh sabe a Beatrice M pois a vi neste comentário, tudo bem acho que vc tem oito anos e por isso eh uma gênia...Mas não percebo que vc eh inteligente porque jah tem 16 anos. De qualquer forma, seu comentário soou pra mim com uma graça e elegancia tão grande que acabei de ler, e li três vezes, mas ainda não elaborei....MT bom, minha princesa linda. Sua visita perfuma este blog, ok to sendo ridicula agora, mas o amor nos permite.

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