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sábado, 5 de março de 2011

Ciume

       http://swasthya.marcocarvalho.com/wp-content/2009/03/ciumes.jpg

Ah! O ciúme! Quem nunca foi vítima desse sentimento?
Há quem tem ciume, quem "morre" de ciume, quem é obsessivo de ciúme e quem é vítima do enciumado, nos três tipo deles. 
Ciúme é um sentimento natural do homem, revela sua fragilidade e debilidade  perante o outro.
Como seres capazes de ter raiva, ódio, amor, saudade, inveja, alegria, tristeza, dor, solidão, medo, desejo, carinho, ternura, solidariedade e por ai... somos também vulneráveis ao ciúme.
Isso, não faz de nós nem piores nem melhores, apenas revela o humano que somos.
Portanto, sentir ciúme não é problema nenhum, o problema é como você lida com ele.
Há quem sinta ciúme de objetos pessoais e simbólicos, é tão apegado às suas coisas que não sente confortável em emprestar e ou doá-los. Estes e outros demonstram, ainda, apego excessivo aos amigos, se sentindo, assim cono nas coisas, dono dos amigos. 
Dessa forma, a fidelidade aqui exigida passa ter um tom de exclusividade!! 
Na relação afetivo/sexual a mesma coisa, de insegurança ao sentimento de posse do outro e a relação torna se amarga e "pesada" de se conduzir.
Sentir ciúme não é, ao meu ver, uma escolha, escolho o que faço com ele, nunca quando e com quem sentí-lo. 
Há pessoas que se deixam levar pelos impulsos do sentido e fazem "barracos", se mutilam, magoam o outro, se anulam para viver o desejo e a suposta vontade do outro. 
E a "ameaça" começará a existir em todos os lugares, em todas as pessoas. A vigia é constante, a angustia é destrutiva. 
É, por fim, a falta de confiança em si e no outro.Em casos contínuos o sentimento de baixa auto-estima se aprofunda, a falta ou o apetite exagerado se manifesta. 
Não tenho uma regra, acho que ninguém tenha uma para lidar com o ciúme, creio que cada um deve lidar da maneira que consegue para buscar o bem estar. 
Penso, porém, que seja preciso, primeiramente, reconhecer-se e assumir como um ser em condição de ter ciúme, negar, é o pior caminho. 
Ao se sentir numa, possível, situação"ameaçadora" a primeira coisa é o questionamento próprio, " é isso mesmo que estou pensando, é isto elevado ao meu ciúme, ou é só o meu ciúme?". 
Não quero fazer uma apologia de que as ameaças não existem, há realmente gente que não terá cuidado com sua blusa favorita, seu parceir@ pode realmente esta tentado ou sendo tentado por outr@s, contudo, aqui é outra situação, requer atitudes sensatas e honestas e às vezes inquisitivas, primeiramente consigo mesmo. 
Nunca podemos perder de vista o que queremos, realmente, para nós, e o real não é, nem deve ser, necessariamente, o perfeito. 
O real é a busca do belo, e não se discute perfeição no belo.
Ciúme é medo de perder o outro. Como se o o outro posse passível de pertença, o outro será sempre passível e possível de confiança, conquista. 
Transformar esse medo de perda, em conquista é o grande desafio. A conquista que começa em nós mesmos. 
O outro pode me completar, nunca retirar a falta que há mim. Somos um ser em falta. E a falta não é do outro, é falta de nós mesmo. 
A propósito, você já sentiu ciúme de você mesmo?

5 comentários:

  1. Lindo e muito interessante o texto, já tive ciúmes, muuuuuuito ciúmes, ciúmes do namorado,das amigas e tbém do meus irmãos, lógico cada uma de maneira diferente, tive esse medo de perder e cedi muito, talvez, mais do que devia, por causa do medo de perder, sinceramente para mim o problema do ciúme é mais no si próprio, falta de amor próprio, de reconhecer o próprio valor,de perceber o quanto somos interessantes e lindos, eu era sim ciumenta, excessivamente cuidadosa, na verdade não me achava tão linda ou interessante assim, e nada disto resolveu e mesmo assim perdi, sofri, mas hoje eu enxergo bem e sei o quanto sou linda e muito interessante, não tenho mas medo de perder, ciúmes? só um pouquinho rsrs afinal ninguém é de ferro.

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  2. Oi Vi, pelo que vc diz, vc foi vítima de seu ciúme. Ciumes pode aparecer aqui ou ali é normal, e não tem problema algum, como eu já disse, mas a maneira como lidamos com ele que nos prejudica. Ciume em excesso nos tira do foco, as mesmas fantasias que nos fazem ver ameaça em tudo, faz tb ver o outro muito alem de nós, acho que esse, seguramente, é o momento da pessoa se afasta, qd ela julga ser necessário está mais junta. Ela precisa rever seus conceitos próprio, respirar fundo, acreditar em sim e se lançar com confiança, em si e no outro

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  3. diEgo_Sum_Magno!! :-p11 de março de 2011 00:33

    oi Nana...

    hai ragione: innanzitutto bisogna capire, accettare ed ammettere di avere questo sentimento eccessivo di gelosia. Poi bisogna chiedersi perché e magari cercare di risolvere il problema eliminando i dubbi e le insicurezze che lo creano parlando con il proprio partner.
    “E a falta não é do outro, é falta de nós mesmo.” …hai ragione!! …….anche se a volte capita che il partner fa un errore che ci fa ingelosire a ragion veduta!
    io credo che la gelosia sia egoismo... ma un egoismo comprensibile, normale, non cattivo. Penso che sia amore per se stessi, autoprotezione... un fatto naturale di salvaguardia del proprio "mondo". Essere gelosi significa non voler perdere qualcosa che ci dona benessere, sollievo, piacere, appagamento. Nella vita di un essere vivente, che sia esso un essere umano come anche del regno animale, è normale, positivo, GIUSTO amare se stessi e cercare di circondarsi e procurarsi tutto ciò che può renderci felici.
    Il punto però è che una cosa è essere gelosi di un pullover o di un'automobile, sono oggetti e li gestiamo noi, cosa diversa è invece essere gelosi di altri esseri viventi poichè questi esprimono le loro scelte attraverso il loro diritto al livero arbitrio e... ed a volte i loro desideri e le loro volontà sono diverse dalle nostre :(
    quindi, anche se con dolore e rimpianto, bisogna accettare di perdere ciò che ci da gioia, benessere e spesso stabilità morale, pace, serenità.

    La gelosia è come la paura... serve a prevenire e metterci al riparo da brutte sorpese:
    se un essere vivente si trova in situazione di pericolo viene messo in allarme dal "senso della paura" che da ordine al cervello di produrre e rilasciare sostanze come l'adrenaline che ci rende mentalmente e fisicamente pronti ad affrontare la situazione di pericolo.
    Lo stesso vale per la gelosia che è la nostra specifica sentinella addetta a preservare da ogni negativa evenienza, da qualunque avversità tutto ciò che amiamo e che rappresenta per noi un "comfort" nella la nostra vita.

    Tutto ciò riguarda la gelosia "egoistica", quella che si attiva affinché nulla e nessuno ci tocchi e rovini ciò che di bello ci siamo conquistati e che non desideriamo perdere.

    Tuttavia d'altro canto c'è anche un altro tipo di gelosia. Una gelosia più nobile poichè più disinteressata. Una gelosia più sincera, "altruistica":
    la gelosia altruistica è per me quella che esprimono ad esempio i genitori per i propri figli. E' una gelosia che coinvolge sempre tre parti: 1) il soggetto autore della gelosia
    2) l'oggetto di questa gelosia 3) tutto ciò che è esterno e che rappresenta una potenziale minaccia.
    La differenza è che in questo caso la persona gelosa non vuole l'oggetto della sua gelosia per trarne beneficio per se stesso, ma, al conrario, desidera che sia proprio quest'ultimo a godere di tutta la protezione e la cura che la gelosia offre.


    Comunque a questo tema, la gelosia, desidero abbinare e proporre questa bella canzone dei Queen
    http://www.youtube.com/watch?v=t5ZGAeoEng8&feature=related

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  4. AFF...sou mto vítima desse sentimento!!
    COmo vc disse, somos um ser em falta, sempre procuramos algo a mais, por mais que tenhamos algo ou alguém conosco que nos satisfaça.
    Agora eu te pergunto? Por que procuramos tanto nas pessoas? Será mesmo que o que nos falta está em nós mesmos, e nos assemelhamos à alguém quando encontramos o que nos 'falta'?
    dúvida frequente em minha existência!

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  5. Oi Lora, infelizmente não tenho a resposta pra tua pergunta. Eu acredito que a busca pelo outro é algo belo e saudável, no fim todos tememos a solidão, dessa forma buscar pelo outro é tentar fugir um certo vazio que a existência nos condena: o vazio da finitude. Creio que o amor é o sentimento mais apaziguador desse grande medo que gera na gente, como se no final não estaremos sozinho. Embora isto também seja uma ilusão, visto que a morte é pessoal e insubstituível, é saudável que tenhamos algumas ilusões, desde que estas no movimentem. Todavia, creio que o problema é buscar NO outro. A busca parte da gente, e termina na gente. Consegue perceber a diferença. Quem busca pelo outro, até encontra, mas quem busca no outro...ah busca infidável!! Talvez tenhamos mesmo lidar com o vazio, com o não encontrado...e quem sabe é ai que encontraremos.
    Obviamente, falo a partir de uma projeção de desejos e conhecimento, que às vezes tb estou bem aquém.

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