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domingo, 3 de abril de 2011

Cisne Negro.

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Quem de vocês (alguém???) já assistiu o filme Cisne Negro?
Ele está agora nos cinemas. Mas, como a pirataria é um crime natural, eu já o vi nas telinhas do meu computador ( Ah!! o meu computador..snif!).

Se me perguntares se eu recomendo o filme, a resposta é: denpende. Depende de como você está.  Algumas pessoas me disseram que não gostou do filme, outras que não entenderam bem, outras (eu, inclusive) amei. Mas, o amei menos por ser um super filme que pelo tanto que me senti afetada.


O filme, ao meu modo de ver, é uma história de luta interna que a protagonista se depara. Ela, aos 28 anos, estava sob "as rédeas" da mãe, atendendo ou ao menos tentando atender ao desejo desta. A mãe, uma bailarina frustrada que, conforme o filme deixa sub-entendido, se deixa seduzir por um professor e engravida dando fim à sua carreira, e passa a depositar na filha o seu desejo: o de fazer uma grande apresentação e ser a protagonista.

Reparem que esta é uma relação doente, onde mãe e filha se voltam para atender ao desejo uma da outra. E é ai que a Nina (interpretada pela atriz Natalie Portman) começa a se perder em seu desejo obcecado. Ela não dança pelo prazer, mas pela busca exacerbada da perfeição. Todavia, é escolhida para fazer o personagem principal, no qual deve interpretar o Cisne Branco e o Cisne Negro. O primeiro não lhe era difícil, dada sua postura doce e virgem, porém o outro exigia-lhe a sensualidade e malícia, a que ela não vivenciava, ou como revela o filme, sufocava em si mesma.

Não vou contar todo o filme, a ideia nem é essa, mas de refletir as nossas posturas frente aos nossos desejos, às fantasias que emergem em nós mesmo. Quanto mais longe estivermos de nosso desejo, ou quanto mais oprimido este for, maior será o poder da nossa fantasia que, obviamente, se voltará contra nós mesmos.

A minha experiência com este filme foi realmente fascinante, porque me senti afetada e por tal pus-me a questionar meus sonhos, meus planos, meus movimentos, minhas buscas e minhas fantasias. Sou segura de que meu maior adversário sou eu mesma, não é o outro e sim meu modo de vê-lo. Às vezes a grande mudança que esperamos, está mais perto e possível do que pensamos. E pode começar justamente em um novo enfoque, em um novo modo de olhar as coisas e pessoas.

É por isso que volto a dizer que este filme não agradará a todos, mas, certamente, àqueles que fazem um mínimo de auto-reflexão. Lembrem-se que as nossas projeções, a maneira que vemos o outro, é resultado de como enxergamos, ou não enxergamos nós mesmos.

Nana Andrade

2 comentários:

  1. É isso mesmo gnt!! Agora que leram esse post, com certeza, será muito mais interessante assistir este filme. Pena que o assisti antes de lê-lo, mas fico feliz em ter indicado este filme a pessoa certa, a qual fez um ótimo post!!
    Bom filme!! Espero que todos tenham um insight! rs

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  2. haahahaha é sim Lora acho que talvez uma prévia explicação/direção fosse necessária. Brigada pela visita.

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