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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Era uma vez...


"Tem lagarta que acredita ter nascido pra ser borboleta, 
mas a borboleta sabe que nasceu pra ser os dois"

Nana Andrade

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Fé e fato

A vida nem sempre é fácil, ela sempre exige muito de nós, e em alguns momentos exige ainda mais..

Nunca fui uma pessoa pessimista, pelo contrário, sempre acreditei na vida, nas pessoas, e no que há de vir... mas sempre tive medo de tudo isso: das pessoas, da vida e do que há de vir.
Essa dualidade pode sim permear a vida dos indivíduos, estamos sujeitos ao que há de bom e ruim que as relações, com o meio em que vivemos, desencadeiam. 

Às vezes, me cansam as pessoas que pensam que tudo vai mal, que as coisas ruins só acontecem com elas, que nada vai melhorar; O contrário disso me cansa ainda mais. Me cansa a superficialidade, os excessos de vazio, e a covardia, ignorância, alienação ou a soberania daqueles que não querem se implicar, que não percebe-se com um ser que precisa mudar...

Mas, isto não é fácil, fácil é atribuir ao outro a culpa que também é nossa, fácil é atribuir a circunstância e às pessoas a responsabilidade das nossas escolhas ou falta delas, fácil é acreditar que o Divino vai resolver os nossos problemas, como se o Divino não estivesse dentro de nós também. Talvez não seja fácil, mas também é mais cômodo reclamar, ou se culpar, se martirizar de um fato ou problema. 

Difícil mesmo é olhar para o próprio umbigo, é se questionar sobre de que maneira a gente pode ter contribuído para estar na situação que está, é difícil refletir sobre os problemas, os sentimentos, as escolhas que fizemos, isto porque a reflexão provoca mudança, não no outro mas em nós, e mudança requer abandonar os velhos hábitos, os velhos preconceitos, abandonar o porto pra se lançar no desconhecido.

É um processo doloroso e sem garantias...não ter garantias é difícil, e vale a pena? Essa é uma resposta pessoal e intransferível, vai depender do tanto de fé que cada um leva na sua bagagem.
Fé em Deus, fé na vida, fé nos sonhos, fé nas pessoas, e, principalmente, fé em si próprio.




domingo, 14 de agosto de 2011

Ser feliz é sua obrigaçao


Certa vez, presenciei uma palestra de uma antropóloga francesa e, após duas horas de palestra, uma frase dita nunca saiu da minha cabeça, ao falar sobre a diferença dos afetos em determinadas culturas, ela disse que a felicidade no ocidente é quase uma obrigação.

Ser feliz é quase uma obrigação. A felicidade, muitas vezes, está relacionado com a padronização de comportamento.  A menina que veste vestido e é bem comportada, o menino que cantas as menininhas e é estudioso. Os adolescentes que não são rebeldes. Os jovens que fazem vestibular e PASSAM, a mulher que casa e é feliz para sempre, o homem que casa e, ainda que infiel, ama e respeita a sua esposa. A família que frequenta a igreja aos domingos e paga o melhor colégio para os filhos, tem o carro do ano, a casa em condomínio fechado.

É como se a felicidade residisse na conquista do que provém de fora.

Num passeio a uma cachoeira em uma paisagem belíssima, vi que muitas pessoas ligavam o som do carro no ultimo  volume, e aí vocês já imaginam o tipo de música, mas não era (só) a música que me estranhava não, era o fato de as pessoas estarem num lugar tão lindo e não desejarem escutar "a música" que a própria natureza jorrava. Percebendo minha estranheza, uma amiga me disse que, provavelmente, não é que eles não quisessem escutar o barulho da água, o canto dos pássaros, 


ou seja, não é que eles,  também sendo natureza, não quisessem ouvir a natureza, 
é que eles não conseguiam.

E, diante do ter que ser feliz, estamos nós conseguindo?




terça-feira, 2 de agosto de 2011

O medo de amar

Ela pensava que ele nunca iria compreendê-la,
E não compreendeu.

Ela tentou explicar, mas ele estava tão no seu mundo, 
E ela no dela, 
Que a comunicação falhou, e não alcançou ninguém. 

É dai que as palavras, que ela insistia em dizer, chegaram até na garganta
E acabaram voltando como nódulos de lágrima, um bolo de tristeza.

Ela sabia que as palavras, que queria dizer, não iria a lugar algum, 
Iriam se perder no próprio sentido que elas não tinham 
E, então, se voltavam pra dentro com desentido também, 
Um dessentir porque é engolido sem ser mastigado.

Talvez fosse só ansiedade, talvez fosse angustia, talvez fosse TPM, 
Talvez fosse o medo de entender que falar às vezes,
Pode ser tão desnecessário quanto todo o silêncio que ela fez.  

Uma vez que o momento só pedia pra ela sentir, se lançar...
E isso era difícil pra ela, afinal,
Amor não há fala que se defina, 
Que se controla, 
Que se entenda, 
Que se domina

E isso ela não entendia bem.

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Nana Andrade

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