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domingo, 9 de setembro de 2012

Resultado de processo seletivo e moral




Quando nos candidatamos a um processo seletivo seja ele para o setor profissional, acadêmico ou esportivo e vencemos, vem em nós um sentimento do quanto somos bons, de superação e, tantas vezes, de superior. Fomos os melhores!!

Por outro lado, quando nesses mesmo processos seletivos não alcançamos a vaga e/ou classificação necessária, o sentimento despertado é fracasso e inferioridade.
Não somos os melhores!!!

Assim caminha a sociedade neoliberal, capitalista ao extremo. É preciso vencer sempre, com a ideia (falsa) de superar a si mesmo, superar o outro para ser superior, para ser o melhor. Como se os nossos valores, nossa capacidade pudessem ser medidos por quaisquer métodos, critérios ou determinados grupos.

Podemos não sair bem em algumas coisas, mas melhores em outras, podemos simplesmente não estarmos bem emocionalmente ou fisicamente em determinado períodos. Além disso, desse caráter social que está em jogo com o resultado de processo seletivo, podem ser despertados diversos outros sentimentos que nos prejudicam nesta avaliação como ansiedade, medo, nervosismo e outros.

Não permitamos que critérios como estes digam de nós, que nos referencie por aquilo que conquistamos ou não. Se sentir melhor for condição para julgar o outro pior, ou vice-versa. É mais humano não ser melhor

Somos mais que resultados, porque não somos nem melhores nem piores que os outros. Por isso, caros amigos e leitores, sigam tentando, almejando conquistas e realizando sonhos. Vivendo e aprendendo sem se abalar irreversivelmente com os fracassos, mas também com as vitórias.

Um abraço carinhoso a tod@s

Nana andrade

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Mulheres controladoras

Começando a série coisas de mulheres...




Maria se sentia feia, e encontrava um defeito cada vez que olhava no espelho: ou gorda demais, ou magra de mais...Tinha olheiras sempre profundas mesmo após longas noites bem dormidas. Sentia que todos estavam contra ela, e de cada um podia vir uma rasteira.

Não tinha muitos amigos, mas desconfiava até dos pouco que tinha.
Não tinha sorte com os homens, todos com os quais ela ficava, no outro dia, nem dava notícia. E ela ligava insistentemente, mesmo assim, ou talvez só por isso, eles não apareciam. Mas ela não entendia isso bem

Maria conheceu Pedro, num era lá um cara super malhado, esbelto, charmoso, porém Maria, inicialmente, só queria ter alguém. Só que ela foi se apaixonando, apaixonando e descobrindo qualidades maravilhosas de Pedro: trabalhador, gentil, educado, e submisso (!??!). Ela ficou encantada e, por isto mesmo, pensou que todas as outras meninas ficariam. Então era supervisão 24 horas por dia!!

Controlou, controlou que nem carona para a mãe (sogra de Maria), Pedro podia oferecer. O tempo dele era pra ela, mal ela consentia o jogo de futebol.

Ela dizia que eles iam se casar que estavam felizes, mas de repente (??) ele ficou estranho; o namoro anos começa a desandar. Maria ficou apavorada: "e agora ninguém a ia querer namorar?". Sofreu, chorou, brigou e humilhou o quanto pode o pobre Pedro. E cismava que tinha outra no meio dessa história. Foi ao psicólogo, ao psiquiatra..ficou desorientada e náo entendia porque de repente (??) ele mudou e deixou de amá-la.

Penso que Maria não entendeu até hoje, mas superou e se transformou. Foi ao chão, continua sozinha, mas é outra, sabe que não é nenhuma modelo, nem vai ser, mas se cuida, veste bem, come bem, passeia, ri, fez mais amigos, obvio que algumas estruturas não mudam assim, continua um tanto desconfiada. mas está tão mais leve..tão bem!

Todavia, quantas Marias não continuam doentes por aí e sem entender nada do que se passa nas respectivas relações






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