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segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Do que não tenho, o que já ganhei?

 Afetos e Ofertas
Às vezes estamos olhando frustrados para nós porque algo não correu como queríamos ou planejávamos. Em comparação com outras pessoas, amigos, familiares ou principalmente os "facebokianos" tão bem sucedidos, deixamos de olhar para nossas conquistas.

Detivemo- nos em fracassos, ou em nossos sonhos ainda por realizar e gastamos demasiada energia nos mesmos, a ponto de não encontrarmos vigor para celebrarmos nossas conquistas e vitórias.

Hoje, olhei pra mim, em comemoração de minha vida. Olhei pela paisagem tão linda que invade a luz de minha sala. Pensei, meu Deus, quanta conquista já tive! Quanta coisa tenho que agradecer. Se eu pudesse enumerar o que me falta eu diria duas coisas, que são importantes e que certamente tornará minha felicidade mais plena. Porém, são coisas que me movem a querer continuar a lutar, a seguir o caminho e reconhecer que a vida ainda não chegou ao fim, que o repouso ainda não seria tranquilo.
Por outro lado, seu eu tivesse que enumerar as conquistas, as vitórias e as realizações seriam imensamente maiores: amizade, estudo, saúde, família, vida, encontros, sabedoria e conhecimento.. Sim, estou caminhando..

Logo, hoje o que tenho pra dizer é mesmo um convite. Olhem para vocês através do caminho que seguiram, pelas alegrias que alcançaram, olhe por tudo que conquistaram. A força virá da própria força que tiveram. Há sempre algo que não vai bem, há sempre algo a conquistar, há sempre algo que nos desmotiva. Mas que saibamos fazer o exercício de olhar o que deu certo, o que conquistamos, o que nos motivou, porque há sempre coisas boas.

Que nosso foco em 2014 seja a alegria, seja as nossas novas conquistas e, sustentados em nossas próprias vitórias e motivações, vamos trabalhar duro para realizar os nossos sonhos, respeitando e aceitando o limite do nosso próprio eu.

Feliz Ano Novo a todos!

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

O andar da carruagem


As verdades não são chatas, as pessoas que são.



sábado, 14 de dezembro de 2013

A roda da vida, a vida que roda


Tenho me cansado de todas as pessoas autoritárias
tenho me afastado de todas as pessoas aparecidas
Encontro me mais com as mais democráticas
as mais firmes, mais ou  as menos seguras, mas  as coerentes

Sinto-me melhor com as relações progressivas
talvez introspectivas
que se desvelam na costura de ver, provar, cortar, construir e só depois desfilar

Acredito que as pessoas têm energia
que como perfume magnetizam, encendeiam, defloram
ou por vezes incomodam, excedem, confundem
portanto, elas exalam tão logo aparecem

Tenho me entendiado do fútil, do descartável, do efêmero
e me refiro às coisas, aos pensamentos e às pessoas

Prefiro o que é mais íntimo, as pessoas mais discretas  e as situações mais planejadas
Não que o inesperado não seja bom, até gosto
do acaso, um caso e prosas

apesar de me envelhecer,
gosto do tempo que vem me mudar
observo as coisas que cambiam ao passar dos anos
mas me encontro mesmo é com as coisas que sabem mudar o tempo

Sinto me por vezes muito seletiva
e mais crítica também
Estou menos ingênua
e muito mais solidária
Importa-me  mais o ambiente social
Aprecio melhor os velhos amigos

Antes eu estava no palco embebida de aplausos
Hoje vou ao último assento
Vejo o palco, o público 
e escrevo a cena.

Sinto-me afinando as cordas
sento descansando as costas
Escolho o que me faz bem
Recolho-me do que não convém

sim, é a roda da vida
é a vida que roda!


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sábado, 30 de novembro de 2013

Amar

Amar desobrigado é amar com liberdade.
Nesse sentido, amar é um risco.
Quem se limita temendo um fim,
não pode amar assim

Sentimentos de quem foi rejeitado


Uma pessoa sentindo-se rejeitada disse que se sentia um "trapo".
Eu sempre ouvi esta expressão de pessoas referindo-se a roupas velhas, então presumi que ela se referia metaforicamente a roupa velha. O que penso sobre isso?

É mesmo muito triste amarmos alguém e não ser correspondido. Mas tudo que não devíamos sentir é assim, um trapo, porque significa que pior do que aquele alguém que não nos ama, nós próprios não nos amamos.
Aí é o perigo,
sofrer sim, somos humanos, mas se sentir "trapo" não,
não somos objetos para ficar trapo e quem nos trata assim é que precisa urgentemente de ajuda.
O sofrimento, ainda que não seja bom faz parte,
e superado nos faz mais forte,
mais refinados, diria.
Mas, se estas palavras não ajuda muito, sugiro a quem se sente um trapo
que banhe-se,
remenda-te
e (in)vista-se  mais uma vez.


Não somos por uma função, somos por uma essência!

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Se viver não é ter, como posso ser?



Ele era muito rico, um cantor famoso que conquistou mundo inteiro com sua performance e talento. Seguido por multidões e jornalistas do mundo inteiro, sentia-se preso.

Ela era muito pobre, uma órfã abandonada às ruas da capital, vivia esquecida e invisível por todos. Dormindo ao relento, caminhando pelo mundo, setia-se presa.

Estas duas pessoas tinha algo em comum, a falta de vida, mas por motivos diferentes, enquanto um tinha muito a outra não tinha nada.

À primeira vista, principalmente aos olhos de todos nós, filhos da sociedade do consumo e regulados por padrões de comportamento, a vida do primeiro é mais fácil, os problemas são incomparáveis ao da segunda pessoa.
Porque também acreditamos que a felicidade está no ter.
Ainda que pensemos o contrário, também não poderíamos afirmar que os problemas da segunda pessoa são mais resolvíveis. À parte todos questões relacionadas à situação de um e do outro, ambos morrem de vida, ou da morte em vida.

O primeiro, embora tenha o dinheiro para ir onde quiser, comprar o que quiser, não pode viver como quer, há quem o fotografe, exponha, critique, há quem o define.. Seu tempo, suas escolhas, sua intimidade é limitada, definhada a cada click, a cada revista estampada, a cada "multidão" de autógrafos. Talvez ele quisesse fazer coisas normais, simples, bobas, fúteis, talvez ele quesse viver...

Ela, possivelmente, queria espaço que fosse o seu, um dinheiro que não fosse o do pão, uma roupa que não fosse para o frio, ela queria poder escolher.

A angústia de ambos não é por mais ou menos dinheiro, é por vida. É por fazer as coisas que eles mesmo possam avaliar, possam pensar...eles querem a vida, a vida prometida no nascimento.

Há quem diga que ele pode deixar tudo, mas para o público o astro será sempre um astro, para a mídia seus passos podem ser sempre o sensacionalismo do dia..
E se ela conseguisse um trabalho, conseguisse uma casa, conseguisse o que queria...

Às vezes a questão não passa em conseguir algo ou deixar de ter, o que eles querem é viver.
Viver a liberdade de escolher, de ter possibilidade de escolher...viver é isso, escolher todo dia..
Quando as escolhas acabam, quando as dúvidas são seladas por respostas formatadas, não há vida, não há movimento, não há alegria...

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Entre ser discreto e direto: capacidade rara de conciliar

Aprecio pessoas diretas, que não têm medo de dizer o que pensam sobre determinado assunto, que não fazem volta pra dizer "não", que não se escondem em ironias que visam 'alfinetar' os outros e depois se esconder-se no "interpretem como quiser". Ser direto não significa, aqui pelo menos, em ser arrogante e intolerante às opiniões alheias, aliás, pessoas diretas em geral não têm medo de se expressar exatamente porque não tem medo de discutir, assim ouvir a opinião alheia lhe é sempre uma possibilidade rica de discussão e aprendizagem.

Aprecio as pessoas discretas, que não sentem a necessidade de exporem suas vidas pessoais nas redes sociais. Que não se revelam numa primeira conversa  e nem enchem o/a outro/a de perguntas curiosas e pessoais, caso o/a outro/a não lhe tenha dado tal liberdade.
Que não 'lavam roupa' suja em público (virtual ou real). Ser discreto, em minha compreensão, não significa ser fechado e antipático para evitar que pessoas desconhecidas lhe aproximem. Ou ficar criticando pessoas que gostam de partilhar suas experiências, fotos e pensamentos nas redes sociais ou numa primeira conversa de bar. Quem é discreto (no sentido aqui apreciado), o é  por questão de um sentido pessoal, não por repressão, pelo que não sentem necessidade de diminuir  ou ofender aqueles que levam uma vida mais 'aberta'.

Há muitas pessoas diretas, igualmente discretas. Mas a capacidade de harmonizar estes dois atributos é para poucos. Ser discreto não significa necessariamente ser direto e vice-versa.

As pessoas diretas, em geral, têm uma tendência para serem indiscretas. Já as discretas, por receio de terem suas vidas supostamente invadidas evitam ser diretas.

Conciliar a discrição e a qualidade de ser direto é uma arte da relação. E como tal requer grande habilidade e manejo do artista, requer correções, paciência, técnica e muita sensibilidade. Mas requer acima de tudo e ao fim de tudo:

uma vida rara, uma obra viva!

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Ansiedade como enfrentá-la?

Bom, não pretendo ficar aqui explicando o que é ansiedade, porque não acredito que as definições da ciência sejam capazes de descrever o seu sentido.

Se sente ansiosa/o? Você que poderá dizer do efeito e não tem nada que comparar com sintomas de outrem, deixemos isso aos médicos especialistas que precisam ou só sabem medicá-las. O papo hoje é: como se sente, o que faz quando se sente ansiosa/o e em que te  sente prejudicado?

Reconhecer os medos e as preocupações que lhe causaram esta sensação, é já um bom início. Aceitá-las também. Vivemos em uma sociedade 'normatizada', reguladora de comportamento que exclui as pessoas que ela mesma adoeceu, e ainda as exige um padrão. As redes sociais reforçam esta imagem, do belo, do sucesso, do sadio e da felicidade.

Precisamo aprender a ser menos exigente conosco...E a aceitar o sentimento sereno, mas o confuso também.

Aceitar nossa humanidade.

Apenas assim, integrados com nossa essência, é que seremos capaz de superarmos e transcedermos a muito dos desencadeadores do nosso sofrimento. Isto não significa que não iremos sofrer mais, ou não nos sentiremos mais ansiosos. Pois a vida, que é busca de sentido, só se finda no leito de morte. Portanto, não devíamos freá-la na repetição e, principalmente, na negação do confronto pessoal. Podemos e devemos continuar, superando-nos, aprendendo e buscando.

E comecemos a buscar por/em nós mesmos!


segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Devemos nos afastar das pessoas que nos fazem mal ?

Desde criança eu soube diferenciar as pessoas que me queriam bem das que me colocavam em perigo. 

E me afastei dessas. Fui crescendo e a cada situação ou pessoa que me fazia mal eu me afastava.

Fui me afastando de tudo que me fazia mal, no real ou na fantasia. Descobri, porém, que estava a me afastar demais. Percebi que havia caminhado tanto e tão longe que resolvi me observar. 

Afastar não era só defesa, era fuga. Fugia de pessoas, situações e problemas. Era verdade que ao fugir eu não estava mais em iminente perigo. Mas também deixava de estar com pessoas e ambientes que eu reconhecia. 

Fui percebendo, então, que fugi demais, fugi tanto que afastei daquilo que me podia fazer o melhor. 
Pois, fugi de mim mesma. 

Eu era sempre uma estrangeira, estava sempre a recomeçar, sempre mais criteriosa, mais desconfiada e mais medrosa. Sim, porque fugir era também medo, medo de enfrentar.

Quando percebi que estava longe de mim, que não me reconhecia e que minhas pernas doloridas, minha mente cansada já não mais suportavam o próprio desejo de me afastar, quando a fuga foi longa e o medo foi tanto percebi-me sozinha; longe de tudo, de todos, e tão longe de mim. 
Decidi parar. Decidi que a partir de hoje vou enfrentar as pessoas, vou enfrentar as situações, vou enfrentar a mim. Vou ter coragem de enfrentar meu medo e meu instinto de fuga.


E não esperei a próxima segunda feira, nem o próximo ano novo, comecei hoje. Com o coração batendo forte, com a voz trêmula. Ainda tenho medo e vontade de fugir...mas estou decidida, estou a lutar...

sábado, 28 de setembro de 2013

Acreditar ou não acreditar em Deus?

Devo lhes dizer que este é um post polêmico e, com muito cuidado para não ferir a crença de nenhum leitor, embora desagradar nem sempre é possível evitar.

Há pessoas que dizem que não acreditam em Deus. E descrevem vários motivos para isso. Momentos duros e difícieis que vivenciaram lhes roubaram ou acetuaram a (não) crença em Deus. Outros se justificam por questões filosóficas e teóricas.

Há, no entanto, aqueles que acreditam e outros que acreditam exageradamente na presença de Deus. Os motivos também são vários. Vai da simples catequese  à supostos milagres que receberam. Algumas destas pessoas vivem a fé de forma natural, interna e transmitem-na em gestos simples e concretos de amor ao próximo. Outros, por vezes, acreditam que a pregação ou a evangelização é o (único) caminho.

Estava eu a andar na rua quando duas senhoras se aproximaram e me pediram um pouco do meu tempo para evangelizar. Quis ser educada com as mesmas e escutei atentamente. Foi um pouco assustador, elas começaram a falar do diabo, eu perguntei se não poderíamos falar de Deus, ao que elas justificaram que o Diabo estava querendo que eu não falasse sobre ele. Pronto, perdi a paciência!

Naquele momento apareceu um senhor mal vestido, sujo e com mal cheiro ele pedia dinheiro e comida. Observei a situação. As senhoras rispidamente mandaram ele sair, ir para outro lugar, fingiram que ele não estava alí. Eu realmente não tinha dinheiro para dar aquele pobre senhor. Talvez, se eu tivesse dado lhe algo teria "evangelizado" aquelas distintas senhoras.

Com tudo isso, acho que o importante não é se acreditamos ou não em Deus mas como estamos nos colocando perante as outras pessoas e perante nós mesmos.

Há quem acredita tanto, que se julga no direito de julgar. Estabelem normas e padrões sobre os quais examinam o mundo.

Sendo assim, é compreensível os que profetizam sua fé, mas também, e principalmente, àqueles que não profetizam a fé em religião alguma. 

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Esperança alimenta a alma que alimenta o corpo

O menino e o pé de feijão que não cresceu



Era uma vez um menino muito pobre. Percebendo que a comida em casa estava acabando e a situação cada vez mais difícil. Ele, que lia muito, resolveu também plantar um pés de feijão, para que estes crescessem até o céu e lá ele encontrasse uma galinha que bota ovos de ouro e toda essa coisa que já conhecemos.

Mas ele não saiu pra vender nenhum vaca, porque não tinha vaca pra vender. Assim, não recebeu nenhum feijão de um viajante estranho e mal intencionado. Ele pegou alguns grãos de feijão que ainda restava na prateleira da casa. Confiante que estes também podiam ser mágicos os levou e plantou no jardim da casa.

Ele tinha esperança que o feijão ia crescer bem alto, por isso, escondido da família que poderia achar seus planos uma loucura, ele ia todos os dias lá no jardim e molhava o pé de feijão. Se dedicou diariamente durante muitos meses. O feijão estava mesmo crescendo.

A mãe que viu a pequena plantação de feijão, no seu jardim, ficou feliz porque conseguiu colher o suficiente para cozinhar por uma semana sem dizer a ninguém de onde vinha.

O menino continuava aguar e quando sumiam seus feijões, talvez por mal tempo, ele plantava novos.
Seus sonhos eram grandes, eram altos. Ele iria encontrar a galinha de ovos.

E foi assim por longos anos, foi assim por toda sua vida...

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quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Alteridades

"Cada um sabe a dor e a alegria que traz no coração"

Não raro deparamo-nos com situações seja de gozo ou de tristeza. Perda do emprego, briga com o(a) companheiro(a); ou, olhando o lado bom, sucesso profissional, realização de um sonho, estabilidade afetiva e outros. Cada um tem sua experiência de alegria e tristeza. E os motivos são tão singulares quanto aqueles que os viveciam.

Por vezes, espera-se que aqueles que convivam conosco se empatizem e compartilhem da mesma alegria ou da mesma dor. Dizem que a tristeza é um processo solitário, talvez a alegria também o seja. Embora eu acredite que haja pessoas que realmente se deixa afetar pela experiência ( de alegria ou de tristeza) do outro, principalmente se os laços afetivos forem demasiado fortes. 

Esperar que os outros possam estar felizes assim como estamos, ou se entristeçam conosco, pode ser frustrante e, quem sabe, um pouco egoísta.

Por outro lado, fingir alegria ou mascarar um lamento nada tem de nobre. Pelo contrário, se não sentimos tocados pelos sentimentos dos outros de alguma forma, o que também é um pouco estranho, deveríamos pelo menos respeitar. 

Respeitar não é fingir alegria ou tristeza para "fazer o outro feliz". É tentar compreender na dimensão do outro, é tentar olhar a experiência com o óculos do outro . 

E, numa ou n'outra situação, seja sempre si mesmo.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Amor sem linha


Amor sem linha

O amor segura, 
quando é forte
se tem abraço
  porque suporta

o amor si cura, 
quando é suporte 
se tem compasso
 porque conforta

o amor secura
quando é corte
se tem descaso..

 ardor nem rima

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Entre revidar e calar, o que fazer?

"Morreu de quê?
Sufocada com as próprias palavras"

Este trecho, de autor que desconheço, é tema pelo qual se orientam diversas terapias. Ao possibilitar que as pessoas falem, elaborem e reelaborem situações vivenciadas e/ou silenciadas evitam não só a traumatização como também possibilita a liberdade do Sujeito. Libertar-se daquilo que prende, que não necessariamente traumatiza mas inviabiliza outras experiências.

Por outro lado, antes que recorramos às terapias, às vezes inacessíveis pelo alto custo, vale a pena pensar a outra "face da moeda".

Falar é também comprometer-se. E muitas vezes não estamos seguros o suficiente para arcar com as consequências da coisa dita e, principalmente, pelas interpretações alheias da comunicação.

Antes de depreciarmo-nos pela falta de segurança supostamente necessária, pensemos que não temos responsabilidade e nem controle daquilo que as pessoas interpretam e compreendem do que falamos.

Lembremos ainda que há sempre tempo de falar, não apenas no "calor de fatos".

Contudo, para silenciar há só uma oportunidade.

Não se cala o que foi dito. Mas há sempre possibilidades de falar o que foi calado!



Com afetos e ofertas...

quarta-feira, 17 de julho de 2013

As vezes acontece algo em nossas vidas em que perdemos o chão. Tudo que antes era estável e seguro se transforma, assim da noite para o dia.

Há tantos motivos para isso. Um namoro que termina, a dispensa no trabalho, a morte de alguém querida etc.

terça-feira, 16 de julho de 2013

A identidade corrompida pela alienação

"...é necessário  saber descobri-lo (poder simbólico) onde ele se deixa ver menos, onde ele é mais completamente ignorado, portanto,reconhecido: o poder simbólico é, com efeito, esse poder invisível o qual só pode ser exercido com a cumplicidade daqueles que não querem saber que lhe estão sujeitos ou mesmo que o exercem"  Pierre Bourdieu
Bourdieu se referia ao poder como instrumento de regulação social da qual é a realidade constante de todos nós. O poder é algo consensual, ainda que não explicitamente consentido.

A questão do poder parece, portanto, algo inevitável. Porque relações, todas elas, são relações de poder.

sábado, 29 de junho de 2013

De onde professores tiram a ideia que se colore de um jeito só?

Ontem, após muitas horas lendo e escrevendo, decidi ir dormir. Era mesmo muito tarde e estava visivelmente cansada. Mas, não sei porque,fiquei olhando um desenho que encontrei na internet, achei tão lindo e quis fazer uma tradução. 
O desenho da internet

Me deixei inspirar pelo desenho que vi para criar o meu. Achei que ficou mesmo lindo! 
O desenho na minha versão
Então senti falta de cor e coloquei-me a colorir. Não gosto de colorir. Gosto das cores e das coisas coloridas, mas não de colorir. Nisto me lembrei que estava cansada, parei e fui então pra cama
Minha tentativa frustrada de colorir

Acordei hoje e me lembrei de uma cena que aconteceu comigo quando eu estava no jardim de infância.
Eu tinha que colorir um daqueles desenho repetitivos que a professora nos trazia. Comecei então a colorir, não estava lá muito bonito, mas eu estava tentando. Indo com o lápis para todos os lados.

Foi quando veio a professora Lurdes (ela nem vai se lembrar de mim), me lembro dela, era baixa, um pouco gordinha, tinha cor negra, era muito simpática e carinhosa. Não sei se ela era mesmo assim, agora já nem sei se foi mesmo ela. E nem sei se tive mesmo uma professora que se chamava Lurdes, agora tudo me parece confuso. Mas estudei no jardim de infância, e realmente estava a desenhar quando a professora, talvez esta, talvez outra, veio

pegou o lápis de minha mão e me disse que eu tinha que colorir "assim", e começou a preencher o desenho com movimentos circulares. 

Nunca me esqueci, pois durante muito tempo tentei repetir este movimento. Na segunda ou primeira série, cerca de 3 ou 4 anos depois, uma amiga, que ainda hoje tenho muita afeição, coloria como ninguém todos os desenhos que a professora trazia (professores gostam de trazer desenho pra sala de aula, né?). Eu olhava tentando compreender os movimentos circulares do colorido que seus desenhos possuiam. Não os percebia, é claro, é possível que ela nem colorisse de tal forma, mas era assim tão perfeito, que eu julguei que ela devia ter aprendido com a professora do seu jardim de infância. 

É claro que não é tarde pra eu sentar e aprender a colorir do meu jeito. Mas não tenho mais vontade, gosto mesmo é de desenhar. Ainda bem que meus professores nunca nos pediram pra desenhar, talvez porque eles não descobriram a "fórmula" de desenhar. O desenho é por demais criativo para se enquadrar em simples movimentos coordenados. Mas o colorir também o é. 

Logo, de onde esta professora tirou a ideia que se colore de um jeito só?




quinta-feira, 20 de junho de 2013

Demonstrar o amor que suporta


Às vezes, amigos, parentes e colegas nos queixam de um mal estar e prontamente oferecemos ajuda, perguntamos se foi ao médico. Às vezes, eles se queixam de tristeza.. aí nós não sabemos o que fazer e, talvez por isso, nos afastamos.

Não sabemos lidar com tristeza, um sentimento tão humano e comum. E que tem direito de existir como qualquer outro. Ajudaria se as pessoas, cujos vínculos afetivos sejam significativos, demonstrassem pouco mais de cuidado, de amor de solidariedade. Não é preciso muito, apenas gestos de carinho, gestos de amor. As pessoas tristes precisam ser amadas, ainda que elas digam que não querem falar, ou querem estar sozinhas.

Nisto elas não, necessariamente, estão dizendo "afasta-te!". Mas talvez "me envergonho de minha tristeza", "não quero falar dos meus problemas" "não tenha pena de mim", pode ser outras coisas também, é claro!
Mas geralmente diante de pessoas que estão tristes nossa atitude é a de querer saber porque elas chegaram neste estado, ou seja, sem querer tornamo-nas culpadas pela própria tristeza. Ou ainda, dizemos frases prontas e quase nos chateamos por elas estarem tristes, obrigando-as a se alegrarem. Ou, realmente, temos tanta pena que também ficamos tristes.

Essas posturas em nada ajuda a pessoa que está triste, pelo contrário a faz sentir pior. É preciso aprender ser uma companhia calada, respeitar o sentimento sem fazer cobranças, mesmo porque não é hora de fazer cobranças.

É preciso demonstrar o amor que suporta.

Amar simplesmente e fazer sentir o amor. Isto provavelmente não trará a alegria de volta, mas será força para que a pessoa que está triste saiba que é amada, valorizada mesmo quando, aparentemente, não tem nada a oferecer.

Pensemos nisso!

terça-feira, 21 de maio de 2013

Da Luz no fim à luz em si



Ficamos tão felizes quando encontramos esta pequena luz, 
e ela não é nem a metade do que estar por vir.

Deixo uma mensagem a todos nós, nao desanimemos diante da imprecisão de nossos passos, e saibamos reconhecer, agradecer e aproveitar a pequena luz, as pequenas coisas boas que nos acontecem diariamente, são estas coisas que poderão nos conduzir à luz da imensidão.

Com afeto,


sábado, 18 de maio de 2013

Os grandes e pequenos gestos


Nunca foram os grandes gestos que me tocaram mais,

eles são por demais alarmantes.
Os pequenos, estes sim, me chamam muita atenção.
Tanto podem me fazer um bem danado, como pode gerar um amargo desprazer.
Sou das coisas pequenas. Das coisas reais, verdadeiras e sinceras...

E acredito que justamente por a maioria das pessoas preocupar apenas com os gestos 
grandes é que elas não percebem os pequenos.
Bobas!!
As coisas grandes acontecem ocasionalmente, 
as pequenas, no entanto, diariamente.
 As grandes chamam-nos a todos muito a atenção, mas justo por serem grandes. 
Porém, passam pouco após o impacto.
As pequenas nunca passam, porque nunca se acabam,
são da rotina,
e como tal sequer são lembradas por todos
pois são vividas e percebidas só por quem tb compreende a importância dos pequenos e 
singelos gestos.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Os adultos e as crianças

Os adultos e as crianças


O professor pega a prova do aluno e lhe diz:
Parabéns, foi melhor do que eu esperava!








Talvez eu queira demais, mas nao achei nada estimulante.



domingo, 12 de maio de 2013

Mães







Mães


"Vós sois o arco 
dos quais vossos filhos, quais setas vivas, são arremessados.

O Arqueiro mira o alvo na senda do infinito 
e vos estica com Sua força 
para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe.

Que vosso encurvamento na mão do Arqueiro seja vossa alegria:
Pois assim como Ele ama a flecha que voa, 
ama também o arco, que permanece estável."


Texto de Gilbran Khalil
Para ver na íntegra consulte aqui

terça-feira, 7 de maio de 2013

O segredo da realização dos sonhos













"Um chão de mãos estáveis
É um céu de sonhos possíveis"




Li essa frase num muro em um caminho e me fez pensar muitas coisas. Nas uniões afetivas, na família, nas relações que construímos com amigos, e também em nossas ações.

Quanto as uniões afetivas, quando estas estão verdadeiramente de mãos dadas todos os sonhos lhes são possíveis.

Quanto à família, se esta for fonte de amor  e educação, ela é motor de todos os sonhos

Quando caminhamos com pessoas que nos querem e fazem bem, numa relação recíproca, somos motivados a lutar e viver a alegria das realizações de todos os sonhos.

E, sobretudo, quando acolhemos nós próprios em gesto de amor, perdão, confiança e vontade todos os sonhos parecem fáceis, possíveis e motivadores.

Se refletires bem, nessa lógica, o céu é nosso chão. E nosso chão são as mãos que estendemos e acolhemos...
logo, os sonhos são apenas consequências .


Com afeto...

sábado, 27 de abril de 2013

Feridas abertas fedem

As feridas abertas fedem quando ficam expostas sem qualquer tratamento médico. Os campos de concentração onde por vezes militares em guerras ficavam sem atendimento médico também fediam. Animais com feridas abertas sem tratamento também fedem.

As feridas abertas, quando expostas e sem tratamento, fedem!

Assim também as feridas de ordem psicológicas, sem tratamento, fedem! Pessoas com sérios problemas de ordem psicológica manifestam sintomas dos mais variados que podem causar mal estar às pessoas que elas se relacionam ou convivem. Esse sintomas é que estamos metaforizando com o fedor da ferida aberta e sem tratamento, o que já não mais prejudica somente a si, mas também aos demais.

Feridas que fedem  autoafirmação e arrogância são dos piores maus cheiros que podem existir, mas ainda tem tantos outras, feridas que fedem, como as de excesso de limpeza, ou excessos de desorganização, há feridas que fedem egoísmo, que fedem falsidade e mentiras, há feridas que fedem intolerância, ciúme, controle, feridas que fedem inveja e outras, de tantas mais, o pessimismo...

São feridas que pelo seu mau cheiro afastam várias pessoas, são feridas que, portanto, requerem tratamento  cuidado.

Devemos estar atentos, todos nós temos nossas feridas, se é verdade que devamos aprender a conviver com as nossas e as feridas alheias, mais certo é que devamos aprender a tratá-las. Assim, se não pudermos evitá-las ao menos a remediemos  para que não exalem o mau cheiro.

Devemos considerar, contudo, que não são as pessoas que fedem, mas suas feridas expostas e sem tratamento. Este post, então, não é uma apologia à pessoas sem feridas, o que seria impossível, mas à busca de tratamento para as feridas abertas. Pelo bem de si mesma e das pessoas com as quais convivam!


quinta-feira, 25 de abril de 2013

Acreditar no que há de bom

Era apenas um menino, mas tinha a mania de acreditar em todas as coisas boas que ouvia. Não que não se abalasse com as coisas ruins, mas apenas não lhes rendia fé.

Quando pequeno, as pessoas grandes lhe diziam que era um belo menino. Quando jovem lhe falavam que "ele poderia ser o que quisesse", e "que era responsável pelo amanhã", dessas coisas que dizem toda gente aos adolescentes. Mas ele acreditava..

Na faculdade, já com pequenos esboços de seus projetos lhe diziam que "haveria de ser o maior arquiteto se persistisse", desses comentários que ouvia de alguém que se quer entendia do assunto...

Mas ele acreditava em tudo que ouvia, em tudo que lhe parecia bom ele acreditava.

Isso porque não era quem falava, ou o que falava, mas o que ele próprio escolheu seguir e acreditar.

Ao fim da vida, não se tornou o melhor arquiteto, nem mudou o mundo, tao pouco, tenha sido modelo ou famoso por sua beleza.
Ele foi feliz, conquistou o que acreditou. Sua fé nas coisas boas lhe abriam portas que sustentavam seus projetos e seus sonhos, não realizou o sonho de todo mundo. Realizou seu sonho mais pessoal, e foi estímulo seguido por amigos e os mais próximos. 

Não era o melhor, nem nunca acreditou nisso. Era ele, sentia-se bem, estava feliz, se via bonito, amava os outros, e desenhou  plantas, plantou planos... e, no fim, construiu casas.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

O preconceito não é um problema

Antes que eu seja apedrejada com esta afirmação sobre o preconceito, convido-os a refletirem comigo.

Em momentos de raivas muitas pessoas já desejou matar outra, ela é assassina? 
Não, apenas se matarem.

Há muitas pessoas que pensaram em arrombar o banco, pegar frutas na casa do vizinho, pegar o sapato que  viu na vitrine, emfim... E por isso estas pessoas são ladras?
Não, se não roubarem nada.

Há companhei@s que quando vem um homem ou mulher bonita e por um momento @s desejaram, eles traíram?
Não, se eles não fizera além disso.

Emfim, poderia continuar a seguir com milhares de exemplos, mas voltando ao ponto, o preconceito.

Uma pessoa que pensa que num determinado país, etnia ou grupos só tem os estereótipos negativos divulgados na mídia ou por má experiências vivenciadas por alguns conhecidos . Essa pessoa é preconceituosa?
Não, se essa ideia for apenas um conceito a priori, ou seja, um conceito generalizado e formulado antes de conhecer realmente o país, ou grupos e etnias; e as pessoas que deles fazem parte. Não se os meios que elas têm informação lhes fazem chegar apenas estas noticias. Isso é muito comum com pessoas que tem pouco acesso a bons jornais, boas leituras. É o que pode se chamar de ignorância (não no sentido vulgar, grosso e burro, mas de falta de conhecimento). Mas contudo, quando tem a oportunidade de conhecer não se deixam levar por estas informações, podem até confrontar mas buscam conhecer as pessoas como elas são. Neste caso, estas pessoas não são preconceituosas.

Do contrário, quando uma pessoa estudada, que tem acesso a diversidade de informações na internet, age de modo preconceituoso, então, a esta podemos dizer que é preconceituosa, porque não teve respeito, mesmo tendo conhecimento. Quem age assim não é ignorante, é cego moralmente, é intolerante. Mas essa atitude revela mais da pessoa do que quem ela atinge.

O que pensamos só pode causar mal a nós mesmos, portanto, o preconceito ou pensamento a priori sobre alguma coisa ou pessoa é normal e humano, a pessoa preconceituosa pode pelos seus pensamentos se fechar há apenas um grupo pelos quais ela pode conviver com seus pensamentos e estar bem e feliz assim. Mas no confronto social ao agir com falta de respeito, ao violar regras sociais (no caso dos exemplos anteriores) essa pessoa está levando do seu mal para os outros. 

E isso sim é um problema.





domingo, 31 de março de 2013

Como reagir às críticas que recebemos?

"O verdadeiro segredo é considerar uma opinião como um presente, mas primeiro ver se ela está certa. Atesto comigo e vejo se combina com minha própria opinião. Será que um pouco do que foi dito é verdade, mesmo que um pouco? Penso se alguém já me deu esse toque antes...Penso se a pessoa está a atingir um dos meus pontos cegos, algo que ela vê e eu não. Consegue fazer isso"*

Li este trecho e resolvi compartilhar com vocês. Sim, resolvi não acabar com o blog, não porque algum leitor pediu, não, nenhum leitor disse nada. Aliás, um disse, mas esse num conta. 

Às vezes, pessoas próximas, ou que tem um contato maior conosco fazem certas afirmações dolorosas a nosso respeito. Nossa primeira atitude é negar e ainda se sentir ofendido. E com isto perdemos a oportunidade de crescer, nos conhecer e principalmente confrontar-nos. Nem sempre os que os outros dizem a nosso respeito é verdade sobre nós, suas opiniões podem vir distorcidas por suas projeções ou simplesmente por ignorância. Por isto me refiro às críticas de pessoas com os quais nos relacionamos em algum momento.  

No entanto, tudo que disserem de nós, naos nos custa parar e refletir, eu me reconheço naquela opinião? Há coisas que dizem sobre nós que sequer nos afetam, mas se alguém lhe diz uma coisa e você se sente muito afetado, talvez essa opinião deve realmente ser considerada. De repente está ai a oportunidade para crescermos, para mudarmos algo que tentamos esconder. Do contrário, não perderemos nada, seguiremos nosso curso, sempre disposto a aprender, e recebendo todas as críticas como presentes.  Os presentes verdadeiros e úteis levamos conosco, os outros (movidos apenas por ignorância) jogamos fora, e vamos sempre em paz.


Enfim, é isso por hoje. 

Boa Páscoa!

* Trecho retirado do livro A cura de Shopenhauer do autor Irvin D. Yalom

domingo, 24 de março de 2013

Tristeza ou Depressão?

Arquivo Pessoal

A tristeza e a depressão não são a mesma coisa, contudo ambas podem fundir-se. Há quem caia na depressão por stress, ansiedade, e não podemos esquecer as questões hereditárias.

Mas a tristeza é também uma linha fronteiriça com a depressão. É importante percebemos que no primeiro caso estamos falando de um sentimento passível a todos. No segundo, é doença, pode e deve ser tratado.

O primeiro pode ser resolvido quando a pessoa busca avaliar as razões oriundas deste sentimento, se implique e reveja onde foi que errou o rumo: escolhas mal feitas podem ser resvistas, não prolongues sua felicidade com pessoas e situações que só te causam mal estar. Cuide-se, ame-se!

Sobre a depressão, essa tem vários sintomas, às vezes similar à tristeza, mas trata-se de uma tristeza profunda que tira a energia da pessoa em ver qualquer possibilidade de recuperação, antes, por ser uma doença, precisa de tratamento médico e psicológico eficaz, apoio familiar, do(a) companheiro (a) e amigos.


Tanto o sentimento quanto a doença podem passar despercebido nas nossas relações tão superficiais ou agitadas. Só não pode passar despercebidos por quem os sente. Busquem ajude! 


Com afeto,




sexta-feira, 22 de março de 2013

O amor não é passivo

O meu pai sempre me disse que me amava. E eu não duvido. Nunca duvidei.
Mas seu amor não lhe gerou a força capaz de lutar pela minha educação.
De lutar pela minha vida.

Ele se foi. Amando-me num amor impotente.

Sofri tanto, que decidi recusar todo amor que se deixa levar pela sua fraqueza.
Aprendi com a perda a amar com força, com luta, com doação.
O amor que sinto num é passivo, antes é tão feroz como o predador faminto diante da presa.

Amo, meus amigos, meus irmão, minha mãe, meus amores.
Amo-os com energia.

Num amor que não se cala, que não se acovarda, um amor que briga
Um amor vigoroso, ousado e valente!

segunda-feira, 18 de março de 2013

A mentira e a verdade

Eu bem disse que vou fechar este blog, e vou. Tem outros planos, e acredito que melhores. No entanto, achei por bem vir aqui relatar mais algumas linhas sobre algumas coisas. O tema hoje é fé.

Nao a fé religiosa, e sim a fé no sentido de acreditar, e neste caso a fé nas pessoas. Vou, todavia metaforear    com uma passagem bíblica o que gostaria de começar.

"Não se pode servir a dois senhores". Não me lembro bem onde esta esta passagem, nem irei procurá-la, é uma frase recorrente usada também no senso comum. Obviamente, no sentido bíblico refere-se a Deus e ao Diabo. Aqui, vou dizer a verdade e mentira.

Se duas pessoas lhe contam versão sob suas perspectivas de um fato, na intenção de convencê-lo(a) de seus argumentos e cabe a você uma escolha, muito provavelmente, irá analisar em função das referências que tem das mesmas, da fé e confiança que nutre por elas. Todavia, se uma delas não lhe conta a verdade, também, demonstra que foi enganado nesta relação de confiança. Neste caso, não apenas o coração pode determinar a escolha.

Contudo, não podemos dizer que há apenas duas escolhas, pode haver três. Acreditar em uma pessoa, e reconhecer que a outra está te enganando, e vice versa, (aqui está duas opções visto que tem duas pessoas em questão). Ou acreditar nas duas, sem tomar partido. Há quem prefira essa decisão. É mais fácil, simples e tudo pode continuar como antes.

Enfim, a vida nos requer todo dia mais força e coragem, pra tomar pequenas e grandes decisões, às vezes por medo, por carência, por ingenuidade ou qualquer outra coisa, optamos por deixar seguir o barco. Mas a maré cedo ou tarde o obrigará a tomar uma decisão, caso contrário ela te guiará. E nunca você chegará ao destino escolhida na partida.



quinta-feira, 14 de março de 2013

fim




Recomeçar é começar após um fim.
Mas, nem todo fim aponta recomeço.
.
O fim é fim. Começo é começo. 
Há quem recomeça e há quem começa do novo.
Quem recomeça, busca fazer um novo fim, então rompe a finitude.
Quem começa, parte do início, pra fazer um único fim.

O fim é um fim. O começo é o começo e o recomeço é um recomeço de novo.
De novo vou falar do novo. Porque de novo é do antes.
Do novo apenas vai começar.

Há quem recomeça , porque começou de novo.
Porque tem medo do fim  e então vive a recomeçar.
Há vidas cheias de começos, há vidas cheias de recomeços.
Há vida cheias de fim. Há vidas que findas sem fim.

Não se pode dizer que o certo é começo, há quem acerta recomeçando, 
há quem finaliza certo. 
Na vida o que não há é meio. Ela só para no fim. 
E, no fim, ela está sempre em movimento.


Enfim, me despeço dos meus leitores. Chegou o fim deste blog.


Com afetos e ofertas.....


segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Mistério da vida




"Não desças os degraus do sonho 

Para não despertar os monstros. 


Não subas aos sótãos - onde 


Os deuses, por trás das suas máscaras, 

Ocultam o próprio enigma. 

O mistério está é na tua vida! 

E é um sonho louco este nosso mundo..."

(Mário Quintana)

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

As pessoas ingênuas

Não gosto muito das pessoas ingênuas.
Principalmente aquelas que sequer o admitem ser.

Elas vêem as coisas sempre de um lado só,
mais na perspectiva do que querem
e nem sempre do que realmente é.

São geralmente sensíveis,
basta-lhes muito pouco para se magoar e afastar das pessoas que lhe decepcionaram.
Mas este pouco ou muito pode lhes passar despercebidas devido a própria ingenuidade.
Entende o jogo?

As pessoas ingênuas são, geralmente, pessoas dóceis, generosas...
Dificilmente dizem não,
até negam, mas raramente com um não.
Criam estórias, inventam desculpas, e para serem verdadeiras serão capazes de cumprí-las.

As pessoas ingênuas encontram sempre desculpas para justificar erros ou falhas daqueles que elas querem bem,
Elas confiam sempre em qualquer amizade que lhe seja gentil,
São assim ingênuas que só vem a maldade fora...

Esperam o outro escolher o lugar de sentar, o que comer, onde ir
são realmente pessoas agradáveis,
fazem tudo para um grupo de amigos,
ou amigos de amigo também.

Temo que pessoas assim, sejam ainda incapazes de criar novos vínculos,
caso estes ameaçam a confiabilidade dos anteriores...
Elas, em muitos dos casos, farão de tudo para manter as relações na mais perfeita harmonia
Mesmo que isto lhe exija um pouco de sacrifício,
Mas as pessoas ingênuas não nomeiam o sacrifício.

...




sábado, 5 de janeiro de 2013

Foi amor a primeira vista?

Somatizações: dores não ditas

Este termo é muito usado na psicologia, especificamente psicanálise, mas muitos de nós já ouvimos falar e recorrentemente o usamos para atribuir o significado de uma doença física e psicológica.

Não podemos radicalizar, nem tudo é somatização, e toda somatização é tem um cunho biológico. Até porque ela é sintoma, não causa. E pode variar e se diferenciar de individuo para individuo. 

Todavia, é importante que estejamos atento às nossas manifestações físicas, às dores que acontecem  de repente, principalmente se estamos em momento de estres.

Tente resolver suas situações o quanto antes, não permite que vá se acumulando, libere seu pensamento, se for preciso brigar, brigue. Se for preciso dizer palavrões diga. Mas busque resolver tudo no início. O diálogo é a melhor forma. Sabe-se que nem todos as pessoas estão dispostas a conversar, isso porque muitos não querem ouvir aquilo que elas não desejam. Não é frieza, é medo. Mas uma boa conversa pode ajudar a resolver muitos problemas, exponha suas expectativas, veja a do outro. 

Precisamos compreender que o outro não pode mudar a nossa opinião sem nosso consentimento, e se não podemos também mudar o outro, sejamos respeitosos com suas opiniões.

Pese na balança, considere seus planos e metas, o que é mais importante pra você. O que te deixará paz, fale, faça! Ainda que doa no início. Evite dores maiores, dores não ditas.

Fale...Ouça...Reflita e mude!
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