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domingo, 31 de março de 2013

Como reagir às críticas que recebemos?

"O verdadeiro segredo é considerar uma opinião como um presente, mas primeiro ver se ela está certa. Atesto comigo e vejo se combina com minha própria opinião. Será que um pouco do que foi dito é verdade, mesmo que um pouco? Penso se alguém já me deu esse toque antes...Penso se a pessoa está a atingir um dos meus pontos cegos, algo que ela vê e eu não. Consegue fazer isso"*

Li este trecho e resolvi compartilhar com vocês. Sim, resolvi não acabar com o blog, não porque algum leitor pediu, não, nenhum leitor disse nada. Aliás, um disse, mas esse num conta. 

Às vezes, pessoas próximas, ou que tem um contato maior conosco fazem certas afirmações dolorosas a nosso respeito. Nossa primeira atitude é negar e ainda se sentir ofendido. E com isto perdemos a oportunidade de crescer, nos conhecer e principalmente confrontar-nos. Nem sempre os que os outros dizem a nosso respeito é verdade sobre nós, suas opiniões podem vir distorcidas por suas projeções ou simplesmente por ignorância. Por isto me refiro às críticas de pessoas com os quais nos relacionamos em algum momento.  

No entanto, tudo que disserem de nós, naos nos custa parar e refletir, eu me reconheço naquela opinião? Há coisas que dizem sobre nós que sequer nos afetam, mas se alguém lhe diz uma coisa e você se sente muito afetado, talvez essa opinião deve realmente ser considerada. De repente está ai a oportunidade para crescermos, para mudarmos algo que tentamos esconder. Do contrário, não perderemos nada, seguiremos nosso curso, sempre disposto a aprender, e recebendo todas as críticas como presentes.  Os presentes verdadeiros e úteis levamos conosco, os outros (movidos apenas por ignorância) jogamos fora, e vamos sempre em paz.


Enfim, é isso por hoje. 

Boa Páscoa!

* Trecho retirado do livro A cura de Shopenhauer do autor Irvin D. Yalom

domingo, 24 de março de 2013

Tristeza ou Depressão?

Arquivo Pessoal

A tristeza e a depressão não são a mesma coisa, contudo ambas podem fundir-se. Há quem caia na depressão por stress, ansiedade, e não podemos esquecer as questões hereditárias.

Mas a tristeza é também uma linha fronteiriça com a depressão. É importante percebemos que no primeiro caso estamos falando de um sentimento passível a todos. No segundo, é doença, pode e deve ser tratado.

O primeiro pode ser resolvido quando a pessoa busca avaliar as razões oriundas deste sentimento, se implique e reveja onde foi que errou o rumo: escolhas mal feitas podem ser resvistas, não prolongues sua felicidade com pessoas e situações que só te causam mal estar. Cuide-se, ame-se!

Sobre a depressão, essa tem vários sintomas, às vezes similar à tristeza, mas trata-se de uma tristeza profunda que tira a energia da pessoa em ver qualquer possibilidade de recuperação, antes, por ser uma doença, precisa de tratamento médico e psicológico eficaz, apoio familiar, do(a) companheiro (a) e amigos.


Tanto o sentimento quanto a doença podem passar despercebido nas nossas relações tão superficiais ou agitadas. Só não pode passar despercebidos por quem os sente. Busquem ajude! 


Com afeto,




sexta-feira, 22 de março de 2013

O amor não é passivo

O meu pai sempre me disse que me amava. E eu não duvido. Nunca duvidei.
Mas seu amor não lhe gerou a força capaz de lutar pela minha educação.
De lutar pela minha vida.

Ele se foi. Amando-me num amor impotente.

Sofri tanto, que decidi recusar todo amor que se deixa levar pela sua fraqueza.
Aprendi com a perda a amar com força, com luta, com doação.
O amor que sinto num é passivo, antes é tão feroz como o predador faminto diante da presa.

Amo, meus amigos, meus irmão, minha mãe, meus amores.
Amo-os com energia.

Num amor que não se cala, que não se acovarda, um amor que briga
Um amor vigoroso, ousado e valente!

segunda-feira, 18 de março de 2013

A mentira e a verdade

Eu bem disse que vou fechar este blog, e vou. Tem outros planos, e acredito que melhores. No entanto, achei por bem vir aqui relatar mais algumas linhas sobre algumas coisas. O tema hoje é fé.

Nao a fé religiosa, e sim a fé no sentido de acreditar, e neste caso a fé nas pessoas. Vou, todavia metaforear    com uma passagem bíblica o que gostaria de começar.

"Não se pode servir a dois senhores". Não me lembro bem onde esta esta passagem, nem irei procurá-la, é uma frase recorrente usada também no senso comum. Obviamente, no sentido bíblico refere-se a Deus e ao Diabo. Aqui, vou dizer a verdade e mentira.

Se duas pessoas lhe contam versão sob suas perspectivas de um fato, na intenção de convencê-lo(a) de seus argumentos e cabe a você uma escolha, muito provavelmente, irá analisar em função das referências que tem das mesmas, da fé e confiança que nutre por elas. Todavia, se uma delas não lhe conta a verdade, também, demonstra que foi enganado nesta relação de confiança. Neste caso, não apenas o coração pode determinar a escolha.

Contudo, não podemos dizer que há apenas duas escolhas, pode haver três. Acreditar em uma pessoa, e reconhecer que a outra está te enganando, e vice versa, (aqui está duas opções visto que tem duas pessoas em questão). Ou acreditar nas duas, sem tomar partido. Há quem prefira essa decisão. É mais fácil, simples e tudo pode continuar como antes.

Enfim, a vida nos requer todo dia mais força e coragem, pra tomar pequenas e grandes decisões, às vezes por medo, por carência, por ingenuidade ou qualquer outra coisa, optamos por deixar seguir o barco. Mas a maré cedo ou tarde o obrigará a tomar uma decisão, caso contrário ela te guiará. E nunca você chegará ao destino escolhida na partida.



quinta-feira, 14 de março de 2013

fim




Recomeçar é começar após um fim.
Mas, nem todo fim aponta recomeço.
.
O fim é fim. Começo é começo. 
Há quem recomeça e há quem começa do novo.
Quem recomeça, busca fazer um novo fim, então rompe a finitude.
Quem começa, parte do início, pra fazer um único fim.

O fim é um fim. O começo é o começo e o recomeço é um recomeço de novo.
De novo vou falar do novo. Porque de novo é do antes.
Do novo apenas vai começar.

Há quem recomeça , porque começou de novo.
Porque tem medo do fim  e então vive a recomeçar.
Há vidas cheias de começos, há vidas cheias de recomeços.
Há vida cheias de fim. Há vidas que findas sem fim.

Não se pode dizer que o certo é começo, há quem acerta recomeçando, 
há quem finaliza certo. 
Na vida o que não há é meio. Ela só para no fim. 
E, no fim, ela está sempre em movimento.


Enfim, me despeço dos meus leitores. Chegou o fim deste blog.


Com afetos e ofertas.....


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