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terça-feira, 20 de agosto de 2013

Entre revidar e calar, o que fazer?

"Morreu de quê?
Sufocada com as próprias palavras"

Este trecho, de autor que desconheço, é tema pelo qual se orientam diversas terapias. Ao possibilitar que as pessoas falem, elaborem e reelaborem situações vivenciadas e/ou silenciadas evitam não só a traumatização como também possibilita a liberdade do Sujeito. Libertar-se daquilo que prende, que não necessariamente traumatiza mas inviabiliza outras experiências.

Por outro lado, antes que recorramos às terapias, às vezes inacessíveis pelo alto custo, vale a pena pensar a outra "face da moeda".

Falar é também comprometer-se. E muitas vezes não estamos seguros o suficiente para arcar com as consequências da coisa dita e, principalmente, pelas interpretações alheias da comunicação.

Antes de depreciarmo-nos pela falta de segurança supostamente necessária, pensemos que não temos responsabilidade e nem controle daquilo que as pessoas interpretam e compreendem do que falamos.

Lembremos ainda que há sempre tempo de falar, não apenas no "calor de fatos".

Contudo, para silenciar há só uma oportunidade.

Não se cala o que foi dito. Mas há sempre possibilidades de falar o que foi calado!



Com afetos e ofertas...
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