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quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Alteridades

"Cada um sabe a dor e a alegria que traz no coração"

Não raro deparamo-nos com situações seja de gozo ou de tristeza. Perda do emprego, briga com o(a) companheiro(a); ou, olhando o lado bom, sucesso profissional, realização de um sonho, estabilidade afetiva e outros. Cada um tem sua experiência de alegria e tristeza. E os motivos são tão singulares quanto aqueles que os viveciam.

Por vezes, espera-se que aqueles que convivam conosco se empatizem e compartilhem da mesma alegria ou da mesma dor. Dizem que a tristeza é um processo solitário, talvez a alegria também o seja. Embora eu acredite que haja pessoas que realmente se deixa afetar pela experiência ( de alegria ou de tristeza) do outro, principalmente se os laços afetivos forem demasiado fortes. 

Esperar que os outros possam estar felizes assim como estamos, ou se entristeçam conosco, pode ser frustrante e, quem sabe, um pouco egoísta.

Por outro lado, fingir alegria ou mascarar um lamento nada tem de nobre. Pelo contrário, se não sentimos tocados pelos sentimentos dos outros de alguma forma, o que também é um pouco estranho, deveríamos pelo menos respeitar. 

Respeitar não é fingir alegria ou tristeza para "fazer o outro feliz". É tentar compreender na dimensão do outro, é tentar olhar a experiência com o óculos do outro . 

E, numa ou n'outra situação, seja sempre si mesmo.

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