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sábado, 20 de dezembro de 2014

Mais um Natal: o meu natal

Não tenho nenhuma promessa para 2015, e também não pretendo deixar de fazer nada. Não sei se me arrependo de alguma coisa que fiz em 2014, não pensei sobre isso e nem quero pensar. Mas sei que foi um ano de desfazer e refazer vínculos, projetos e afetos.
Acredito piamente que já estou num outro ciclo, acredito na energia fluida e recíproca, então já estou nesse novo começo.
Eu olho pra trás e vejo a bagagem, a luta, a ousadia que se fazem e fizeram presente. Sinto-me já vitoriosa e agradecida. Em todos os momentos da minha vida, e nos mais decisivos dele, eu tive sempre com quem contar. Eu sou fruto disso tudo.

E quanto mais viajo, quanto mais estudo, aprendo novas língua, conheço mais pessoas, quanto mais saio de mim, dessa maneira reduzida de compreender o mundo mais me enriqueço. Não estou rica, eu sinto-me rica. Ou seja, a riqueza que estou a falar não se refere ao dinheiro, mas de uma economia espiritual.

Então, mais que qualquer outra coisa o que me define é um sentimento grande e nobre de gratidão.

domingo, 19 de outubro de 2014

A desconfiança



Viver desconfiado é não viver completamente. 
Viver desconfiado é viver na sombra.
Na espera, na dúvida, na volta, 
Porque pés desconfiados, sempre volta um passo 

Os desconfiados vão sempre fazer alguma intriga,
eles vivem de incertezas,
de fantasias que os podem consumir.
Vivem tateando, buscando provas, estão a caça.
Querem a certeza

Não tenhamos medo das desconfianças,
Sigamos nosas vidas
Pos viver desconfiado não é viver "felizmente"



quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Não olhe para trás


Não podemos nos alimentar de coisas passadas.  
Precisamos aprender a viver o presente e aspirar ao futuro.
O que somos e quem queremos ser  é a essência 
à medida que só esta realidade poderemos mudar. 

O passado só importa para que nos projetemos para frente. 
Se, ao reviver alguma situação ou acontecimento no passado, 
algo muda positiva e concretamente em seu futuro, 
então reviva sem se  distrair no presente. 
Isso nos ajudará construir um futuro melhor para nós mesmos. 
Em caso contrário, onde o passado deixa traumas ou ilusões,
revivê-lo fará com que caminhemos para trás, 
nos definharemos em lembranças de fatos que não foram verdadeiros ou nos foram prejudiciais. 

Porque o verdadeiro e o bom perduram e rendem frutos no futuro.

sábado, 12 de julho de 2014

Gratidão e Amor


Esse papo de inveja num cola em quem ama a si próprio. Quem está bem consigo, também estará com os outros, e saberá sempre elogiar as vitórias alheias.

Ficará feliz com a promoção dos amigos e familiares e sentir-se-à sempre inspirado ao conhecer pessoas positivas e vencedoras. Não importa se o amigo, o colega ou o apenas conhecido está materialmente melhor; quem estiver bem consigo mesmo vai sempre admirar torcer para que o outro esteja feliz, com o que tem, com o que almeja. Levará em condição a pessoa que o outro é, importando-se pouco com que o outro tem.

Há, por vezes, aqueles que, aparentemente, se julgam numa situação que pode despertar inveja aos demais, incluindo a quem eles chamam de amigos. Estas pessoas, provavelmente, também não estão bem consigo mesmas, não estão focadas em si e seus projetos, mas nos outros. Se não dirá delas mesmas, alertará outros que estão cheias de invejosos ao redor. Ah gente, que papo tão medíocre!

Não que a inveja não exista, ela existe e é um sintoma, ela em si não é um mal, o problema a antecede, é a doença de não olharmos para nosso bem estar, nossa vida.

Não pensamos em inveja dos outros, ou invejar alguém, se estamos ocupados com nossa vida, nossa alegria, nossa luta.

Portanto, quando acometidos por qualquer uma dessas situações, a melhor solução é voltar-se para si, observar melhor a sua caminhada.  A coisa mais triste é quando não olhamos para nossas vidas com gratidão e com amor. Haverá sempre motivos para agradecer, e quando não, haverá sempre alguém para amar. E ter quem amar, não é já motivo para agradecer?

Agradecemos aos nossos familiares, aos amigos, aos colegas que estão sempre conosco, e os amemos. A vida é muito simples e muito curta para perdemos tempos com coisas inúteis.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

O que posso fazer para não ficar triste?

A gente precisa aprender a dar espaço para a tristeza. Pode parecer estranho isso que foi dito, mas não foi erro não, vocês leram isso mesmo.

Hoje, o medo da depressão, uma doença muito comum na nossa sociedade, está colocando em risco a própria alegria

Felicidade não é ausência de tristeza. Um,não necessariamente,exclui o outro. Eu posso estar triste por determinada situação conhecida ou desconhecida, mas sentir-me feliz por outras coisas. Isso não é o caso da doença, que pelo contrário faz com a que a pessoa sinta tristeza em tudo e não tenha motivação para se alegrar em nada. Dito isso, enfatizamos a importância de expressar o sentimento de tristeza em nossas vidas diárias, porque somos humanos expostos a diversas situações. Expressar os sentimentos é liberta-se e é também uma das forma de preparar-se para seguir.

Temos que aprender a permitir a nós mesmos e aos outros o espaço para manifestar e expressar-se. E isso nem sempre é fácil tanto para nós mesmos, quanto para os outros. Amigos e pessoas queridas ao ver-nos tristes querem sempre tentar ajudar-nos e, à sua maneira, cada um fala palavras de apoio ou nos enchem de questionamentos tentando compreender algo que às vezes nem nós mesmos compreendemos. Isso nem sempre ajuda, pelo contrário, às vezes quando uma pessoa está triste nem sempre o motivo é conhecido. Fomos criado para sermos felizes, para cultivarmos coisas boas e tristeza, que não é bom, deve ser evitada. Daí, nós a escondemos. Motivo pelo qual nem sempre sabemos falar sobre ela. Mas enfrentar a tristeza requer um tempo para compreender, para nos conhecer, para aprender. Felicidade e tristeza não são condições, são estados consequentes. E é fácil saber porque estamos felizes, sabemos falar com mais naturalidade e partilhar tal estado.

Ao nos depararmos com alguém que está triste, poderemos estender a mão, oferecer uma palavra ou um abraço, mas não é o momento para questionar, caso não sejamos convidados Não é momento para discursos, pelo contrário talvez seja apenas no silêncio que este alguém poderá conhecer o motivo de sua tristeza. Pois nenhum de nós  podemos seguir com o desconhecido, precisamos deste tempo, tempo de silêncio para lidar com ela

Seguir abafando a tristeza pode gerar um mal estar tão grande que, aí sim, em decorrência de sua negação poderemos desencadear a doença depressiva, que é este estar triste por tudo mesmo sem entender o motivo. Um deserto de alegria inóspita.




quinta-feira, 6 de março de 2014

Como lidar com nossas fragilidades?

A fragilidade não é uma virtude nem erro. Ela é um estado, como tantas outras coisas.
Vê-se, às vezes, muita gente escusando-se atrás desta condição para  se justificar e, outrora até, envaidecer-se de sua pobre alma ou de outrem.
Ser frágil, assim como ser simples e humilde  não necessariamente fazem de você uma pessoa mais ou menos humana.

Fragilidade é muitas vezes fruto de traumas, medo e insegurança. E estamos todos sujeitos a isso. Quem nunca vivenciou consciente ou inconsciente uma situação traumática? Ou um momento de medo e insegurança? Os motivos podem ser os mais variados e cada um os vive à sua maneira.

Assim, aceitando tais estados como condição e não definição da pessoa que você é, já é um passo para não se deixar escravizar por esta condição. E, diante disso, não pare. Tenha medo, mas segue!

Ainda que inseguro, procure experimentar a firmeza. Dizem que o que somos vem de dentro. Mas pode ser que algumas coisas venham ou se mostram de fora, exatamente porque não nos conhecemos o suficiente. Portanto, Tentar demonstrar uma firmeza, segurança ou coragem que não sentimos diante de um determinado público ou situação pode ser a chave de entrada em um local em nós que ainda era desconhecido. É você se permitindo a driblar o estado que te mantém inerte.

Sim, porque não há nada mais inerte do que uma pessoa que se deixa guiar por sua condição de fragilidade. Ela não será capaz, nesta situação, de fazer qualquer mudança na sua vida. Vai estar sempre culpando os outros por tudo, ainda que indiretamente, já que não dispõe de muita força para confronto pacífico. E vai culpar os outro por tudo e com toda razão, porque se tal pessoa se deixar levar por sua condição de inércia (vamos dizer assim) os outros vão fazer o que lhe convém.  Não sabendo lidar com o confronto pacífico, saudável, pode estourar em crises histéricas ou dramáticas.

Por fim, saibamos que muitos daqueles que julgamos serem fortes, são na verdade guerreiros de sua própria fragilidade.






quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

O túnel

Passando aqui para deixar uma mensagem de otimismo a todos.

Turbulações, problemas e dificuldades podem está presente na vida de qualquer um,
uns expõe mais, outros menos.
Não caiamos na armadilha de achar que a vida alheia é sempre mais fácil e colorida.

O importante é não deixarmos de lutar e acreditar, não obstante os empecilhos.
Que tenhamos sonhos e desejos..esses são nossos motores.
Não deixemos de seguir o brilho que vive dentro de nós.



domingo, 19 de janeiro de 2014

O impacto do que escrevemos nas redes sociais

Tenho usado cada vez menos o Facebook, mas tenho pensado cada vez mais sobre ele, ou seu impacto nas relações. Engraçado que pessoas as quais conhecia pouco, ou tinha uma ideia diferente, têm publicado coisas tão humanas, sensíveis; como frases ou mesmo partilhando de seus momentos, fotos e escolhas de uma uma forma muito inspiradora.

Elas, para mim, estão construindo pontes.

Penso que não seja somente eu, que agora, tem vontade de aproximar-se e conversar um pouco e receber essa energia pessoalmente.

Por outro lado, pessoas as quais me eram tão queridas, têm feito comentários preconceituosos, ainda que sutis, e através de suas publicações tão cheias de si mesmas e de suas certezas, que em sua maioria nada dizem delas mesmas, mas sim representam um exibicionismo superficial e egocêntrico.

Elas, em minha humilde opinião, criam muros.

Obviamente, em nossas relações reais, que são em parte virtuais, vamos nos desconectando, distanciando, tiramos do feed, depois, não nos mobilizamos para encontrá-las.

E assim, a rede ou a vida continua, ao menos para mim, que sigo preferindo transitar entre pontes.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

O que fizeram nas suas férias? A típica e irritante pergunta

Lembro-me que sempre ao voltar do período de férias era comum os professores pedirem que fizéssemos uma redação sobre as nossas férias. Eu o-d-i-a-v-a aqueles redações pré formatadas que a falta de imaginação daqueles professores me obrigava a fazer.

Não me lembro muito bem do que os colegas escreviam, na verdade nem o que eu própria escrevia. Sabia que num tinha muita coisa pra contar. Não fiz nada de novo além de não ir para a escola. E isso não era um problema pra mim.

A gente cresce e percebe que esta coisa de "fazer" como "ter" é típica do mundo adulto. Vê-se isso nas redes sociais, todo mundo competindo pelas fotos mais lindas, lugares mais tops que visitaram. Assim, o que tem e o que fizeram já está exposto aos demais adultos como eles.

O que tenho pra dizer não tem nada a ver com despeito, inveja (assim que os" fotobokianos" pensam estar a despertar caso ninguém curtas suas imagens caras). Devo dizer até que viajei e fiz bastante coisa neste período de festa, bastante até pra minha própria vontade.

Todavia, sinto falta exatamente do não fazer, ou do fazer coisas simples, como aproveitar o lindo dia passeando nos arredores da casa, ou apenas aproveitando da varanda da casa, ver um filme, arrumar um pouco, mudar móveis de lugar, conversar, rir...enfim fazer coisas cujo preço não é possível descontar no cartão de crédito.

As pessoas, com gana de fazer tudo, aproveitar ao máximo, podem deixar de viver as coisas imprescindíveis, a felicidade no simples, na vida, na rotina, na conversa. Porque se não valorizamos estas coisas, o que deveria ser mais importante torna-se um pesar rotineiro que só se romperá com a adrenalina do aproveitar a vida. Isto talvez não seria um problema se a maior parte da vida não fosse construída por rotina.

Não, definitivamente, isso não é pra mim. Importa-me mais pessoas que lugares, mais sentir que fazer, mais viver que desbravar.

Por outro lado, não quero dizer que viagens não sejam importantes, são, se forem planejadas na atmosfera do cotidiano sentido e vivido. Como possibilidade e não condição...

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Seguro ou inseguro: que tipo de comprador é você?

Todo mundo gosta de roupa nova, certo? Mas parece que nem todo mundo consegue escolher sozinho.
Hoje, vamos mostrar dois exemplos de pessoas que vão comprar roupas. Falaremos de dois tipos de compradores, o seguro de si e o inseguro.  Ambos querem a presença de um amigo ou familiar para ajudar na difícil decisão. No caso do inseguro ele também pode querer, além do acompanhante, a ajuda do vedendor.

Quanto ao primeiro, o seguro, a ajuda é sempre válida e atuará principalmente para conter a gana do comprador que quer quase tudo o que vê. Este, praticamente, compra pelos olhos. Quando entra no provador ou na cabine, ele só sai do mesmo para mostrar o acompanhante quando realmente gostou, ou quando está com dúvida, porque ele não vai perder tempo mostrando algo que não ficou bem ou não ficou bonito aos seus olhos. Portanto, a função do acompanhante é importante à medida que ele apresente os contra sobre a peça escolhida (sugestão que nem sempre será aceita), quando o ajuda numa indecisão ou quando ratifica e realça a escolha do comprador. Este acompanhante, de longe, já percebe se o comprador está totalmente satisfeito ou não, daí que ele se sentirá muito livre para opinar a favor ou contra, porque sabe que será apenas uma contribuição. O comprador, possivelmente, irá evitar a presença do vendedor, porque sabe que este foi treinado para apontar quaisquer e todas as características positivas que a peça tenha, ou seja, se ficou bem no cliente ele dirá, se não ficou bem ele dirá das vantagens do tecido, da cor, sei lá, ou no máximo mostrará outra peça mais cara bonita, quase que forçando psicologicamente sua compra.

Por outro lado, nosso comprador, tão inseguro, já começa com muita dificuldade de escolher a roupa, olha, e antes de provar já pergunta ao ajudante que,coitado, nem sabe ainda o que dizer, mas provavelmente terá algumas sugestões a fazer. Quando este comprador vai para o provador, a cada peça vestida ele irá mostrar o acompanhante, não importa se gostou ou não, e vem com aquela cara neutra ou com a expressão de "e aí?". O acompanhante, no ínicio meio perdido, perguntará, "mas você gosta?" A esta altura o comprador lhe mostra um olhar irado como quem perguntasse "se eu mostrei a você é poque quero saber sua opinião!!!". Então, o acompanhante tentará dar uma opinião a cada peça mostrada pelo comprador. Suas opiniões, entretanto, se basearão sempre a partir de uma perspectiva pessoal, ele vai pensar na combinação, no sapato, na ocasião, na companhia talvez...

Ou seja, no caso deste segundo comprador, é bem possível que ele chegue em casa muito insatisfeito com a compra que tenha feito, se é que a fez. Porque vai chegar um momento que ele terá que usar com seus sapatos, em sua ocasião e com suas outras combinações. E daí, pode ser não era nada do que pensava quem lhe acompanhava.

O vendedor será muito bem vindo a este cliente, que em geral aceitará satisfeito todas as "sugestões" feitas por este último. Sairá contente de ter comprado todas aquelas qualidades anunciadas. E esta sensação se permanecerá por muito tempo, talvez, e terá bons efeitos, ou não.

Dito isso, gostaríamos de convidar você leitor a pensar que tipo de de comprador é você? Independente da resposta, já que por vezes podemos pender mais por um lado que outro, o convite de hoje é o de gastar seu tempo com você, antes de querer sair gastando dinheiro em roupas. Conheça seu corpo, aceite-o, ame-se, cuide-se! Não espere aprovação vir de fora, ela pode vir, mas deve ser um acréscimo, não um fator determinante! Inspire-se com outras pessoas, com ocasiões, com natureza, inspire-se com o que quiser, mas crie! Crie seu gosto, sua moda, seu jeito. 

In-vista em você! Afinal, este simples ato de comprar uma roupa pode indicar que você precisa de mais cuidados oriundos de si mesmo!


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