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domingo, 19 de janeiro de 2014

O impacto do que escrevemos nas redes sociais

Tenho usado cada vez menos o Facebook, mas tenho pensado cada vez mais sobre ele, ou seu impacto nas relações. Engraçado que pessoas as quais conhecia pouco, ou tinha uma ideia diferente, têm publicado coisas tão humanas, sensíveis; como frases ou mesmo partilhando de seus momentos, fotos e escolhas de uma uma forma muito inspiradora.

Elas, para mim, estão construindo pontes.

Penso que não seja somente eu, que agora, tem vontade de aproximar-se e conversar um pouco e receber essa energia pessoalmente.

Por outro lado, pessoas as quais me eram tão queridas, têm feito comentários preconceituosos, ainda que sutis, e através de suas publicações tão cheias de si mesmas e de suas certezas, que em sua maioria nada dizem delas mesmas, mas sim representam um exibicionismo superficial e egocêntrico.

Elas, em minha humilde opinião, criam muros.

Obviamente, em nossas relações reais, que são em parte virtuais, vamos nos desconectando, distanciando, tiramos do feed, depois, não nos mobilizamos para encontrá-las.

E assim, a rede ou a vida continua, ao menos para mim, que sigo preferindo transitar entre pontes.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

O que fizeram nas suas férias? A típica e irritante pergunta

Lembro-me que sempre ao voltar do período de férias era comum os professores pedirem que fizéssemos uma redação sobre as nossas férias. Eu o-d-i-a-v-a aqueles redações pré formatadas que a falta de imaginação daqueles professores me obrigava a fazer.

Não me lembro muito bem do que os colegas escreviam, na verdade nem o que eu própria escrevia. Sabia que num tinha muita coisa pra contar. Não fiz nada de novo além de não ir para a escola. E isso não era um problema pra mim.

A gente cresce e percebe que esta coisa de "fazer" como "ter" é típica do mundo adulto. Vê-se isso nas redes sociais, todo mundo competindo pelas fotos mais lindas, lugares mais tops que visitaram. Assim, o que tem e o que fizeram já está exposto aos demais adultos como eles.

O que tenho pra dizer não tem nada a ver com despeito, inveja (assim que os" fotobokianos" pensam estar a despertar caso ninguém curtas suas imagens caras). Devo dizer até que viajei e fiz bastante coisa neste período de festa, bastante até pra minha própria vontade.

Todavia, sinto falta exatamente do não fazer, ou do fazer coisas simples, como aproveitar o lindo dia passeando nos arredores da casa, ou apenas aproveitando da varanda da casa, ver um filme, arrumar um pouco, mudar móveis de lugar, conversar, rir...enfim fazer coisas cujo preço não é possível descontar no cartão de crédito.

As pessoas, com gana de fazer tudo, aproveitar ao máximo, podem deixar de viver as coisas imprescindíveis, a felicidade no simples, na vida, na rotina, na conversa. Porque se não valorizamos estas coisas, o que deveria ser mais importante torna-se um pesar rotineiro que só se romperá com a adrenalina do aproveitar a vida. Isto talvez não seria um problema se a maior parte da vida não fosse construída por rotina.

Não, definitivamente, isso não é pra mim. Importa-me mais pessoas que lugares, mais sentir que fazer, mais viver que desbravar.

Por outro lado, não quero dizer que viagens não sejam importantes, são, se forem planejadas na atmosfera do cotidiano sentido e vivido. Como possibilidade e não condição...

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Seguro ou inseguro: que tipo de comprador é você?

Todo mundo gosta de roupa nova, certo? Mas parece que nem todo mundo consegue escolher sozinho.
Hoje, vamos mostrar dois exemplos de pessoas que vão comprar roupas. Falaremos de dois tipos de compradores, o seguro de si e o inseguro.  Ambos querem a presença de um amigo ou familiar para ajudar na difícil decisão. No caso do inseguro ele também pode querer, além do acompanhante, a ajuda do vedendor.

Quanto ao primeiro, o seguro, a ajuda é sempre válida e atuará principalmente para conter a gana do comprador que quer quase tudo o que vê. Este, praticamente, compra pelos olhos. Quando entra no provador ou na cabine, ele só sai do mesmo para mostrar o acompanhante quando realmente gostou, ou quando está com dúvida, porque ele não vai perder tempo mostrando algo que não ficou bem ou não ficou bonito aos seus olhos. Portanto, a função do acompanhante é importante à medida que ele apresente os contra sobre a peça escolhida (sugestão que nem sempre será aceita), quando o ajuda numa indecisão ou quando ratifica e realça a escolha do comprador. Este acompanhante, de longe, já percebe se o comprador está totalmente satisfeito ou não, daí que ele se sentirá muito livre para opinar a favor ou contra, porque sabe que será apenas uma contribuição. O comprador, possivelmente, irá evitar a presença do vendedor, porque sabe que este foi treinado para apontar quaisquer e todas as características positivas que a peça tenha, ou seja, se ficou bem no cliente ele dirá, se não ficou bem ele dirá das vantagens do tecido, da cor, sei lá, ou no máximo mostrará outra peça mais cara bonita, quase que forçando psicologicamente sua compra.

Por outro lado, nosso comprador, tão inseguro, já começa com muita dificuldade de escolher a roupa, olha, e antes de provar já pergunta ao ajudante que,coitado, nem sabe ainda o que dizer, mas provavelmente terá algumas sugestões a fazer. Quando este comprador vai para o provador, a cada peça vestida ele irá mostrar o acompanhante, não importa se gostou ou não, e vem com aquela cara neutra ou com a expressão de "e aí?". O acompanhante, no ínicio meio perdido, perguntará, "mas você gosta?" A esta altura o comprador lhe mostra um olhar irado como quem perguntasse "se eu mostrei a você é poque quero saber sua opinião!!!". Então, o acompanhante tentará dar uma opinião a cada peça mostrada pelo comprador. Suas opiniões, entretanto, se basearão sempre a partir de uma perspectiva pessoal, ele vai pensar na combinação, no sapato, na ocasião, na companhia talvez...

Ou seja, no caso deste segundo comprador, é bem possível que ele chegue em casa muito insatisfeito com a compra que tenha feito, se é que a fez. Porque vai chegar um momento que ele terá que usar com seus sapatos, em sua ocasião e com suas outras combinações. E daí, pode ser não era nada do que pensava quem lhe acompanhava.

O vendedor será muito bem vindo a este cliente, que em geral aceitará satisfeito todas as "sugestões" feitas por este último. Sairá contente de ter comprado todas aquelas qualidades anunciadas. E esta sensação se permanecerá por muito tempo, talvez, e terá bons efeitos, ou não.

Dito isso, gostaríamos de convidar você leitor a pensar que tipo de de comprador é você? Independente da resposta, já que por vezes podemos pender mais por um lado que outro, o convite de hoje é o de gastar seu tempo com você, antes de querer sair gastando dinheiro em roupas. Conheça seu corpo, aceite-o, ame-se, cuide-se! Não espere aprovação vir de fora, ela pode vir, mas deve ser um acréscimo, não um fator determinante! Inspire-se com outras pessoas, com ocasiões, com natureza, inspire-se com o que quiser, mas crie! Crie seu gosto, sua moda, seu jeito. 

In-vista em você! Afinal, este simples ato de comprar uma roupa pode indicar que você precisa de mais cuidados oriundos de si mesmo!


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