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domingo, 15 de novembro de 2015

Juventude e maturidade


Geralmente toda mulher que está próximo (ou passou) dos trinta anos se olha no espelho mais confiante e ao mesmo tempo mais indecisa que quando tinha 15, 18 anos.

A confiança advém do sentir-se mais bonita ou, pelo menos, na aceitação de si mesma, bem como na capacidade de direcionar seus impulsos e manias para resultados mais coerentes e produtivos.

A indecisão é o fruto da maturidade. Quando se tem 15, 18 anos o futuro parece muito distante, os riscos fazem parte e as certezas imperam. As experiências advindas dos fracassos, das decepções, das surpresas e das relações ensinam que a prudência pode ser uma aliada para uma vida mais saudável; e o tempo reforça a noção de finitude, daí que nenhuma decisão não é mais tomada como opção segura. O risco continua a fazer parte, as escolhas também; o que muda é a concepção e a gestão de tudo isso.

Portanto, conhecimento sem experiência não converge com o processo de maturidade.

Pensando nisso selecionamos 6 conselhos que uma mulher de 30 diria a si mesma aos 15.

Escute.

A cada decisão que considere importante, escute alguém mais velho de preferência duas ou três pessoas que não tenham a mesma opinião. Elas não devem decidir por você, mas podem abrir caminho para reflexão.

Você pode dizer não. 

Para fazer parte de um grupo ou para parecer "cool" muitos adolescentes e jovens cometem atos que os façam parecer mais descolados. E eles vão mesmo acreditar que serão. Terão vergonha se seu pensamento,  comportamento ou aparência não se adequam ao que outro espera.

Acredita na sua beleza. 

Não se compare a ninguém, outras pessoas irão diminuir sua beleza para engrandecer a delas próprias. Vista o que você sentir bem e peça opinião apenas de pessoas que você realmente confie. Dê a elas liberdade para opinar positiva ou negativamente, mas não tome a decisão delas como sua. Acredite, a beleza vem mesmo de um olhar sincero e cheio de brilho, de um sorriso verdadeiro, seu aspecto físico pode ser realçado por um profissional, sua beleza interior não.

Faça algum trabalho voluntário ou caridade. 

Um trabalho voluntário vai te tirar do seu centro, colocar-se no lugar dos outros e ajudá-los é uma escola de humanidade. E acredite, se você não aprendeu isto é provável que chegue à maturidade mais infantil infeliz que era aos seus rebeldes e incompreensíveis 15.

Liberdade tem preço.

Não, não estou a falar de consequências morais ou éticas ainda. Para ser mais realista digo uma frase que ouvi quando ainda tinha 15 anos e sempre me fez eco: se você quer liberdade tem pagar e ela custa caro. Portanto, arrume um trabalho. O trabalho vai proporcionar seus gastos com roupas, sapatos, viagens, mas também as tuas contas básicas. O trabalho é a parte responsável de sua liberdade. E cuidado, você será tentado a acreditar que um "baseado", o não ter hora para chegar em casa, as bebidas alcoólicas, e qualquer outra coisa alternativa é sinônimo de liberdade.

Não dê as costas a quem te ama. 

Quando somos jovens é comum termos muitos amigos ou um grupo em que somos bem vindos. A vida vai selecionando e afunilando. Você, aos trinta, vai perceber que perdeu tempo demais com gente e coisas que não valiam assim tanto a pena. E não é possível voltar atrás.

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