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sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Esperança alimenta a alma que alimenta o corpo

O menino e o pé de feijão que não cresceu



Era uma vez um menino muito pobre. Percebendo que a comida em casa estava acabando e a situação cada vez mais difícil. Ele, que lia muito, resolveu também plantar um pés de feijão, para que estes crescessem até o céu e lá ele encontrasse uma galinha que bota ovos de ouro e toda essa coisa que já conhecemos.

Mas ele não saiu pra vender nenhum vaca, porque não tinha vaca pra vender. Assim, não recebeu nenhum feijão de um viajante estranho e mal intencionado. Ele pegou alguns grãos de feijão que ainda restava na prateleira da casa. Confiante que estes também podiam ser mágicos os levou e plantou no jardim da casa.

Ele tinha esperança que o feijão ia crescer bem alto, por isso, escondido da família que poderia achar seus planos uma loucura, ele ia todos os dias lá no jardim e molhava o pé de feijão. Se dedicou diariamente durante muitos meses. O feijão estava mesmo crescendo.

A mãe que viu a pequena plantação de feijão, no seu jardim, ficou feliz porque conseguiu colher o suficiente para cozinhar por uma semana sem dizer a ninguém de onde vinha.

O menino continuava aguar e quando sumiam seus feijões, talvez por mal tempo, ele plantava novos.
Seus sonhos eram grandes, eram altos. Ele iria encontrar a galinha de ovos.

E foi assim por longos anos, foi assim por toda sua vida...

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quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Alteridades

"Cada um sabe a dor e a alegria que traz no coração"

Não raro deparamo-nos com situações seja de gozo ou de tristeza. Perda do emprego, briga com o(a) companheiro(a); ou, olhando o lado bom, sucesso profissional, realização de um sonho, estabilidade afetiva e outros. Cada um tem sua experiência de alegria e tristeza. E os motivos são tão singulares quanto aqueles que os viveciam.

Por vezes, espera-se que aqueles que convivam conosco se empatizem e compartilhem da mesma alegria ou da mesma dor. Dizem que a tristeza é um processo solitário, talvez a alegria também o seja. Embora eu acredite que haja pessoas que realmente se deixa afetar pela experiência ( de alegria ou de tristeza) do outro, principalmente se os laços afetivos forem demasiado fortes. 

Esperar que os outros possam estar felizes assim como estamos, ou se entristeçam conosco, pode ser frustrante e, quem sabe, um pouco egoísta.

Por outro lado, fingir alegria ou mascarar um lamento nada tem de nobre. Pelo contrário, se não sentimos tocados pelos sentimentos dos outros de alguma forma, o que também é um pouco estranho, deveríamos pelo menos respeitar. 

Respeitar não é fingir alegria ou tristeza para "fazer o outro feliz". É tentar compreender na dimensão do outro, é tentar olhar a experiência com o óculos do outro . 

E, numa ou n'outra situação, seja sempre si mesmo.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Amor sem linha


Amor sem linha

O amor segura, 
quando é forte
se tem abraço
  porque suporta

o amor si cura, 
quando é suporte 
se tem compasso
 porque conforta

o amor secura
quando é corte
se tem descaso..

 ardor nem rima

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Entre revidar e calar, o que fazer?

"Morreu de quê?
Sufocada com as próprias palavras"

Este trecho, de autor que desconheço, é tema pelo qual se orientam diversas terapias. Ao possibilitar que as pessoas falem, elaborem e reelaborem situações vivenciadas e/ou silenciadas evitam não só a traumatização como também possibilita a liberdade do Sujeito. Libertar-se daquilo que prende, que não necessariamente traumatiza mas inviabiliza outras experiências.

Por outro lado, antes que recorramos às terapias, às vezes inacessíveis pelo alto custo, vale a pena pensar a outra "face da moeda".

Falar é também comprometer-se. E muitas vezes não estamos seguros o suficiente para arcar com as consequências da coisa dita e, principalmente, pelas interpretações alheias da comunicação.

Antes de depreciarmo-nos pela falta de segurança supostamente necessária, pensemos que não temos responsabilidade e nem controle daquilo que as pessoas interpretam e compreendem do que falamos.

Lembremos ainda que há sempre tempo de falar, não apenas no "calor de fatos".

Contudo, para silenciar há só uma oportunidade.

Não se cala o que foi dito. Mas há sempre possibilidades de falar o que foi calado!



Com afetos e ofertas...

quarta-feira, 17 de julho de 2013

As vezes acontece algo em nossas vidas em que perdemos o chão. Tudo que antes era estável e seguro se transforma, assim da noite para o dia.

Há tantos motivos para isso. Um namoro que termina, a dispensa no trabalho, a morte de alguém querida etc.

terça-feira, 16 de julho de 2013

A identidade corrompida pela alienação

"...é necessário  saber descobri-lo (poder simbólico) onde ele se deixa ver menos, onde ele é mais completamente ignorado, portanto,reconhecido: o poder simbólico é, com efeito, esse poder invisível o qual só pode ser exercido com a cumplicidade daqueles que não querem saber que lhe estão sujeitos ou mesmo que o exercem"  Pierre Bourdieu
Bourdieu se referia ao poder como instrumento de regulação social da qual é a realidade constante de todos nós. O poder é algo consensual, ainda que não explicitamente consentido.

A questão do poder parece, portanto, algo inevitável. Porque relações, todas elas, são relações de poder.

sábado, 29 de junho de 2013

De onde professores tiram a ideia que se colore de um jeito só?

Ontem, após muitas horas lendo e escrevendo, decidi ir dormir. Era mesmo muito tarde e estava visivelmente cansada. Mas, não sei porque,fiquei olhando um desenho que encontrei na internet, achei tão lindo e quis fazer uma tradução. 
O desenho da internet

Me deixei inspirar pelo desenho que vi para criar o meu. Achei que ficou mesmo lindo! 
O desenho na minha versão
Então senti falta de cor e coloquei-me a colorir. Não gosto de colorir. Gosto das cores e das coisas coloridas, mas não de colorir. Nisto me lembrei que estava cansada, parei e fui então pra cama
Minha tentativa frustrada de colorir

Acordei hoje e me lembrei de uma cena que aconteceu comigo quando eu estava no jardim de infância.
Eu tinha que colorir um daqueles desenho repetitivos que a professora nos trazia. Comecei então a colorir, não estava lá muito bonito, mas eu estava tentando. Indo com o lápis para todos os lados.

Foi quando veio a professora Lurdes (ela nem vai se lembrar de mim), me lembro dela, era baixa, um pouco gordinha, tinha cor negra, era muito simpática e carinhosa. Não sei se ela era mesmo assim, agora já nem sei se foi mesmo ela. E nem sei se tive mesmo uma professora que se chamava Lurdes, agora tudo me parece confuso. Mas estudei no jardim de infância, e realmente estava a desenhar quando a professora, talvez esta, talvez outra, veio

pegou o lápis de minha mão e me disse que eu tinha que colorir "assim", e começou a preencher o desenho com movimentos circulares. 

Nunca me esqueci, pois durante muito tempo tentei repetir este movimento. Na segunda ou primeira série, cerca de 3 ou 4 anos depois, uma amiga, que ainda hoje tenho muita afeição, coloria como ninguém todos os desenhos que a professora trazia (professores gostam de trazer desenho pra sala de aula, né?). Eu olhava tentando compreender os movimentos circulares do colorido que seus desenhos possuiam. Não os percebia, é claro, é possível que ela nem colorisse de tal forma, mas era assim tão perfeito, que eu julguei que ela devia ter aprendido com a professora do seu jardim de infância. 

É claro que não é tarde pra eu sentar e aprender a colorir do meu jeito. Mas não tenho mais vontade, gosto mesmo é de desenhar. Ainda bem que meus professores nunca nos pediram pra desenhar, talvez porque eles não descobriram a "fórmula" de desenhar. O desenho é por demais criativo para se enquadrar em simples movimentos coordenados. Mas o colorir também o é. 

Logo, de onde esta professora tirou a ideia que se colore de um jeito só?




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