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sábado, 28 de setembro de 2013

Acreditar ou não acreditar em Deus?

Devo lhes dizer que este é um post polêmico e, com muito cuidado para não ferir a crença de nenhum leitor, embora desagradar nem sempre é possível evitar.

Há pessoas que dizem que não acreditam em Deus. E descrevem vários motivos para isso. Momentos duros e difícieis que vivenciaram lhes roubaram ou acetuaram a (não) crença em Deus. Outros se justificam por questões filosóficas e teóricas.

Há, no entanto, aqueles que acreditam e outros que acreditam exageradamente na presença de Deus. Os motivos também são vários. Vai da simples catequese  à supostos milagres que receberam. Algumas destas pessoas vivem a fé de forma natural, interna e transmitem-na em gestos simples e concretos de amor ao próximo. Outros, por vezes, acreditam que a pregação ou a evangelização é o (único) caminho.

Estava eu a andar na rua quando duas senhoras se aproximaram e me pediram um pouco do meu tempo para evangelizar. Quis ser educada com as mesmas e escutei atentamente. Foi um pouco assustador, elas começaram a falar do diabo, eu perguntei se não poderíamos falar de Deus, ao que elas justificaram que o Diabo estava querendo que eu não falasse sobre ele. Pronto, perdi a paciência!

Naquele momento apareceu um senhor mal vestido, sujo e com mal cheiro ele pedia dinheiro e comida. Observei a situação. As senhoras rispidamente mandaram ele sair, ir para outro lugar, fingiram que ele não estava alí. Eu realmente não tinha dinheiro para dar aquele pobre senhor. Talvez, se eu tivesse dado lhe algo teria "evangelizado" aquelas distintas senhoras.

Com tudo isso, acho que o importante não é se acreditamos ou não em Deus mas como estamos nos colocando perante as outras pessoas e perante nós mesmos.

Há quem acredita tanto, que se julga no direito de julgar. Estabelem normas e padrões sobre os quais examinam o mundo.

Sendo assim, é compreensível os que profetizam sua fé, mas também, e principalmente, àqueles que não profetizam a fé em religião alguma. 

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Esperança alimenta a alma que alimenta o corpo

O menino e o pé de feijão que não cresceu



Era uma vez um menino muito pobre. Percebendo que a comida em casa estava acabando e a situação cada vez mais difícil. Ele, que lia muito, resolveu também plantar um pés de feijão, para que estes crescessem até o céu e lá ele encontrasse uma galinha que bota ovos de ouro e toda essa coisa que já conhecemos.

Mas ele não saiu pra vender nenhum vaca, porque não tinha vaca pra vender. Assim, não recebeu nenhum feijão de um viajante estranho e mal intencionado. Ele pegou alguns grãos de feijão que ainda restava na prateleira da casa. Confiante que estes também podiam ser mágicos os levou e plantou no jardim da casa.

Ele tinha esperança que o feijão ia crescer bem alto, por isso, escondido da família que poderia achar seus planos uma loucura, ele ia todos os dias lá no jardim e molhava o pé de feijão. Se dedicou diariamente durante muitos meses. O feijão estava mesmo crescendo.

A mãe que viu a pequena plantação de feijão, no seu jardim, ficou feliz porque conseguiu colher o suficiente para cozinhar por uma semana sem dizer a ninguém de onde vinha.

O menino continuava aguar e quando sumiam seus feijões, talvez por mal tempo, ele plantava novos.
Seus sonhos eram grandes, eram altos. Ele iria encontrar a galinha de ovos.

E foi assim por longos anos, foi assim por toda sua vida...

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quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Alteridades

"Cada um sabe a dor e a alegria que traz no coração"

Não raro deparamo-nos com situações seja de gozo ou de tristeza. Perda do emprego, briga com o(a) companheiro(a); ou, olhando o lado bom, sucesso profissional, realização de um sonho, estabilidade afetiva e outros. Cada um tem sua experiência de alegria e tristeza. E os motivos são tão singulares quanto aqueles que os viveciam.

Por vezes, espera-se que aqueles que convivam conosco se empatizem e compartilhem da mesma alegria ou da mesma dor. Dizem que a tristeza é um processo solitário, talvez a alegria também o seja. Embora eu acredite que haja pessoas que realmente se deixa afetar pela experiência ( de alegria ou de tristeza) do outro, principalmente se os laços afetivos forem demasiado fortes. 

Esperar que os outros possam estar felizes assim como estamos, ou se entristeçam conosco, pode ser frustrante e, quem sabe, um pouco egoísta.

Por outro lado, fingir alegria ou mascarar um lamento nada tem de nobre. Pelo contrário, se não sentimos tocados pelos sentimentos dos outros de alguma forma, o que também é um pouco estranho, deveríamos pelo menos respeitar. 

Respeitar não é fingir alegria ou tristeza para "fazer o outro feliz". É tentar compreender na dimensão do outro, é tentar olhar a experiência com o óculos do outro . 

E, numa ou n'outra situação, seja sempre si mesmo.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Amor sem linha


Amor sem linha

O amor segura, 
quando é forte
se tem abraço
  porque suporta

o amor si cura, 
quando é suporte 
se tem compasso
 porque conforta

o amor secura
quando é corte
se tem descaso..

 ardor nem rima

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Entre revidar e calar, o que fazer?

"Morreu de quê?
Sufocada com as próprias palavras"

Este trecho, de autor que desconheço, é tema pelo qual se orientam diversas terapias. Ao possibilitar que as pessoas falem, elaborem e reelaborem situações vivenciadas e/ou silenciadas evitam não só a traumatização como também possibilita a liberdade do Sujeito. Libertar-se daquilo que prende, que não necessariamente traumatiza mas inviabiliza outras experiências.

Por outro lado, antes que recorramos às terapias, às vezes inacessíveis pelo alto custo, vale a pena pensar a outra "face da moeda".

Falar é também comprometer-se. E muitas vezes não estamos seguros o suficiente para arcar com as consequências da coisa dita e, principalmente, pelas interpretações alheias da comunicação.

Antes de depreciarmo-nos pela falta de segurança supostamente necessária, pensemos que não temos responsabilidade e nem controle daquilo que as pessoas interpretam e compreendem do que falamos.

Lembremos ainda que há sempre tempo de falar, não apenas no "calor de fatos".

Contudo, para silenciar há só uma oportunidade.

Não se cala o que foi dito. Mas há sempre possibilidades de falar o que foi calado!



Com afetos e ofertas...

quarta-feira, 17 de julho de 2013

As vezes acontece algo em nossas vidas em que perdemos o chão. Tudo que antes era estável e seguro se transforma, assim da noite para o dia.

Há tantos motivos para isso. Um namoro que termina, a dispensa no trabalho, a morte de alguém querida etc.

terça-feira, 16 de julho de 2013

A identidade corrompida pela alienação

"...é necessário  saber descobri-lo (poder simbólico) onde ele se deixa ver menos, onde ele é mais completamente ignorado, portanto,reconhecido: o poder simbólico é, com efeito, esse poder invisível o qual só pode ser exercido com a cumplicidade daqueles que não querem saber que lhe estão sujeitos ou mesmo que o exercem"  Pierre Bourdieu
Bourdieu se referia ao poder como instrumento de regulação social da qual é a realidade constante de todos nós. O poder é algo consensual, ainda que não explicitamente consentido.

A questão do poder parece, portanto, algo inevitável. Porque relações, todas elas, são relações de poder.
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