sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
As verdades não são chatas, as pessoas que são.
sábado, 14 de dezembro de 2013
A roda da vida, a vida que roda
Tenho me cansado de todas as pessoas autoritárias
tenho me afastado de todas as pessoas aparecidas
Encontro me mais com as mais democráticas
as mais firmes, mais ou as menos seguras, mas as coerentes
Sinto-me melhor com as relações progressivas
talvez introspectivas
que se desvelam na costura de ver, provar, cortar, construir e só depois desfilar
Acredito que as pessoas têm energia
que como perfume magnetizam, encendeiam, defloram
ou por vezes incomodam, excedem, confundem
portanto, elas exalam tão logo aparecem
Tenho me entendiado do fútil, do descartável, do efêmero
e me refiro às coisas, aos pensamentos e às pessoas
Prefiro o que é mais íntimo, as pessoas mais discretas e as situações mais planejadas
Não que o inesperado não seja bom, até gosto
do acaso, um caso e prosas
apesar de me envelhecer,
gosto do tempo que vem me mudar
observo as coisas que cambiam ao passar dos anos
mas me encontro mesmo é com as coisas que sabem mudar o tempo
Sinto me por vezes muito seletiva
e mais crítica também
Estou menos ingênua
e muito mais solidária
Importa-me mais o ambiente social
Aprecio melhor os velhos amigos
Antes eu estava no palco embebida de aplausos
Hoje vou ao último assento
Vejo o palco, o público
e escrevo a cena.
Sinto-me afinando as cordas
sento descansando as costas
Escolho o que me faz bem
Recolho-me do que não convém
sim, é a roda da vida
é a vida que roda!
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sábado, 30 de novembro de 2013
Amar
Amar desobrigado é amar com liberdade.
Nesse sentido, amar é um risco.
Quem se limita temendo um fim,
não pode amar assim
Nesse sentido, amar é um risco.
Quem se limita temendo um fim,
não pode amar assim
Sentimentos de quem foi rejeitado
Eu sempre ouvi esta expressão de pessoas referindo-se a roupas velhas, então presumi que ela se referia metaforicamente a roupa velha. O que penso sobre isso?
É mesmo muito triste amarmos alguém e não ser correspondido. Mas tudo que não devíamos sentir é assim, um trapo, porque significa que pior do que aquele alguém que não nos ama, nós próprios não nos amamos.
Aí é o perigo,
sofrer sim, somos humanos, mas se sentir "trapo" não,
não somos objetos para ficar trapo e quem nos trata assim é que precisa urgentemente de ajuda.
O sofrimento, ainda que não seja bom faz parte,
e superado nos faz mais forte,
mais refinados, diria.
Mas, se estas palavras não ajuda muito, sugiro a quem se sente um trapo
que banhe-se,
remenda-te
e (in)vista-se mais uma vez.
Não somos por uma função, somos por uma essência!
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
Se viver não é ter, como posso ser?
Ela era muito pobre, uma órfã abandonada às ruas da capital, vivia esquecida e invisível por todos. Dormindo ao relento, caminhando pelo mundo, setia-se presa.
Estas duas pessoas tinha algo em comum, a falta de vida, mas por motivos diferentes, enquanto um tinha muito a outra não tinha nada.
À primeira vista, principalmente aos olhos de todos nós, filhos da sociedade do consumo e regulados por padrões de comportamento, a vida do primeiro é mais fácil, os problemas são incomparáveis ao da segunda pessoa.
Porque também acreditamos que a felicidade está no ter.
Ainda que pensemos o contrário, também não poderíamos afirmar que os problemas da segunda pessoa são mais resolvíveis. À parte todos questões relacionadas à situação de um e do outro, ambos morrem de vida, ou da morte em vida.
O primeiro, embora tenha o dinheiro para ir onde quiser, comprar o que quiser, não pode viver como quer, há quem o fotografe, exponha, critique, há quem o define.. Seu tempo, suas escolhas, sua intimidade é limitada, definhada a cada click, a cada revista estampada, a cada "multidão" de autógrafos. Talvez ele quisesse fazer coisas normais, simples, bobas, fúteis, talvez ele quesse viver...
Ela, possivelmente, queria espaço que fosse o seu, um dinheiro que não fosse o do pão, uma roupa que não fosse para o frio, ela queria poder escolher.
A angústia de ambos não é por mais ou menos dinheiro, é por vida. É por fazer as coisas que eles mesmo possam avaliar, possam pensar...eles querem a vida, a vida prometida no nascimento.
Há quem diga que ele pode deixar tudo, mas para o público o astro será sempre um astro, para a mídia seus passos podem ser sempre o sensacionalismo do dia..
E se ela conseguisse um trabalho, conseguisse uma casa, conseguisse o que queria...
Às vezes a questão não passa em conseguir algo ou deixar de ter, o que eles querem é viver.
Viver a liberdade de escolher, de ter possibilidade de escolher...viver é isso, escolher todo dia..
Quando as escolhas acabam, quando as dúvidas são seladas por respostas formatadas, não há vida, não há movimento, não há alegria...
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terça-feira, 12 de novembro de 2013
Entre ser discreto e direto: capacidade rara de conciliar
Aprecio pessoas diretas, que não têm medo de dizer o que pensam sobre determinado assunto, que não fazem volta pra dizer "não", que não se escondem em ironias que visam 'alfinetar' os outros e depois se esconder-se no "interpretem como quiser". Ser direto não significa, aqui pelo menos, em ser arrogante e intolerante às opiniões alheias, aliás, pessoas diretas em geral não têm medo de se expressar exatamente porque não tem medo de discutir, assim ouvir a opinião alheia lhe é sempre uma possibilidade rica de discussão e aprendizagem.
Aprecio as pessoas discretas, que não sentem a necessidade de exporem suas vidas pessoais nas redes sociais. Que não se revelam numa primeira conversa e nem enchem o/a outro/a de perguntas curiosas e pessoais, caso o/a outro/a não lhe tenha dado tal liberdade.
Que não 'lavam roupa' suja em público (virtual ou real). Ser discreto, em minha compreensão, não significa ser fechado e antipático para evitar que pessoas desconhecidas lhe aproximem. Ou ficar criticando pessoas que gostam de partilhar suas experiências, fotos e pensamentos nas redes sociais ou numa primeira conversa de bar. Quem é discreto (no sentido aqui apreciado), o é por questão de um sentido pessoal, não por repressão, pelo que não sentem necessidade de diminuir ou ofender aqueles que levam uma vida mais 'aberta'.
Há muitas pessoas diretas, igualmente discretas. Mas a capacidade de harmonizar estes dois atributos é para poucos. Ser discreto não significa necessariamente ser direto e vice-versa.
As pessoas diretas, em geral, têm uma tendência para serem indiscretas. Já as discretas, por receio de terem suas vidas supostamente invadidas evitam ser diretas.
Conciliar a discrição e a qualidade de ser direto é uma arte da relação. E como tal requer grande habilidade e manejo do artista, requer correções, paciência, técnica e muita sensibilidade. Mas requer acima de tudo e ao fim de tudo:
uma vida rara, uma obra viva!
Aprecio as pessoas discretas, que não sentem a necessidade de exporem suas vidas pessoais nas redes sociais. Que não se revelam numa primeira conversa e nem enchem o/a outro/a de perguntas curiosas e pessoais, caso o/a outro/a não lhe tenha dado tal liberdade.
Que não 'lavam roupa' suja em público (virtual ou real). Ser discreto, em minha compreensão, não significa ser fechado e antipático para evitar que pessoas desconhecidas lhe aproximem. Ou ficar criticando pessoas que gostam de partilhar suas experiências, fotos e pensamentos nas redes sociais ou numa primeira conversa de bar. Quem é discreto (no sentido aqui apreciado), o é por questão de um sentido pessoal, não por repressão, pelo que não sentem necessidade de diminuir ou ofender aqueles que levam uma vida mais 'aberta'.
Há muitas pessoas diretas, igualmente discretas. Mas a capacidade de harmonizar estes dois atributos é para poucos. Ser discreto não significa necessariamente ser direto e vice-versa.
As pessoas diretas, em geral, têm uma tendência para serem indiscretas. Já as discretas, por receio de terem suas vidas supostamente invadidas evitam ser diretas.
Conciliar a discrição e a qualidade de ser direto é uma arte da relação. E como tal requer grande habilidade e manejo do artista, requer correções, paciência, técnica e muita sensibilidade. Mas requer acima de tudo e ao fim de tudo:
uma vida rara, uma obra viva!
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segunda-feira, 11 de novembro de 2013
Ansiedade como enfrentá-la?
Se sente ansiosa/o? Você que poderá dizer do efeito e não tem nada que comparar com sintomas de outrem, deixemos isso aos médicos especialistas que precisam ou só sabem medicá-las. O papo hoje é: como se sente, o que faz quando se sente ansiosa/o e em que te sente prejudicado?
Reconhecer os medos e as preocupações que lhe causaram esta sensação, é já um bom início. Aceitá-las também. Vivemos em uma sociedade 'normatizada', reguladora de comportamento que exclui as pessoas que ela mesma adoeceu, e ainda as exige um padrão. As redes sociais reforçam esta imagem, do belo, do sucesso, do sadio e da felicidade.
Precisamo aprender a ser menos exigente conosco...E a aceitar o sentimento sereno, mas o confuso também.
Aceitar nossa humanidade.
Apenas assim, integrados com nossa essência, é que seremos capaz de superarmos e transcedermos a muito dos desencadeadores do nosso sofrimento. Isto não significa que não iremos sofrer mais, ou não nos sentiremos mais ansiosos. Pois a vida, que é busca de sentido, só se finda no leito de morte. Portanto, não devíamos freá-la na repetição e, principalmente, na negação do confronto pessoal. Podemos e devemos continuar, superando-nos, aprendendo e buscando.
E comecemos a buscar por/em nós mesmos!
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