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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Eu posso errar.

Todos nós muitas vezes nos deparamos com situações em que achamos que erramos. Por vezes, sentimos mal por isso. A vontade é de voltar atrás e ter a possibilidade de fazer de novo e corrigir os erros.

Neste post, e espero em nenhum outro, não tenho a intenção de questionar o mérito de erro algum. O assunto é outro. Quando erramos, amigos, religiosos e até profissionais trabalham com a ideia de que é preciso aceitar o erro para ultrapassá-lo.  E faz sentido.

Mas aceitar o erro, como algo estranho a nós mesmos ou à nossa intenção, parece eximir-nos de um direito que temos. Aceitar o erro é, praticamente, uma maneira de livrar-se da culpa. Mas sabemos que enquanto a culpa permanece a aceitação fica comprometida.

Assim, nesta reflexão, que não tem como objetivo ignorar outras maneiras de lidar com o erro, sugerimos:
Olhe-se no espelho, diga a si mesma: eu posso errar.

Ver a possibilidade de errar como um direito não nos dá necessariamente o direito de sair cometendo todos atos que julgamos errado. Mas, dá-nos sim o direito de entendermos nossa finitude, nossa pequenez. Eu sei que posso errar. E nisto está minha humildade.

Eu não quero errar, mas eu posso. Assim digo a mim todos os dias quando levanto. Olho para mim e digo: ei, você pode errar. Daí, é muito provável que numa conversa eu não julgue que minhas ideias estejam mais corretas que as do demais. Nem vou insistir em criar palavras difíceis ou falar mais alto. Não vou sequer jogar na cara do outro o meu título de estudo para impor a minha grandeza e meu conhecimento.

Eu posso errar, então aceito tranquilamente que eu possa estar enganada.

Eu posso errar. Então não me envergonharei diante dos meus colegas tão estudados. Eu posso errar, por isso, da mesma forma, entre meus colegas de Facebook ou de festas, não vou me diminuir ou engrandecer para fazer valer uma ideia.

Eu posso errar, por isso ainda àqueles que esperam  (ou que eu acredito que eles esperam) que eu seja sempre um bom exemplo, eu não irei me podar.

O medo de errar é muitas vezes o medo do que o outro vai pensar. Ou o medo do que o outro julga e determina como certo. Assim, às vezes, errar (mesmo enquanto uma tentativa de acertar) é um elemento do outro que nós tomamos como nosso.

Mas, se eu penso que posso errar, não fará muita diferença que este seja uma questão de valor meu ou do outro. Eu posso errar.

Mesmo querendo acertar todos os dias eu sei do meu direito de errar. É por isso que não terei medo de dizer o que penso, de escrever o que sinto e acredito, de fazer o que julgo bem para mim. E em tudo isso eu posso errar. Assim, não perderei tempo preparando a defesa quando me apontarem o erro. Nem mesmo vou deixar de arriscar por medo de errar. Porque eu posso errar, vou viver. E espero acertar!




sábado, 20 de dezembro de 2014

Mais um Natal: o meu natal

Não tenho nenhuma promessa para 2015, e também não pretendo deixar de fazer nada. Não sei se me arrependo de alguma coisa que fiz em 2014, não pensei sobre isso e nem quero pensar. Mas sei que foi um ano de desfazer e refazer vínculos, projetos e afetos.
Acredito piamente que já estou num outro ciclo, acredito na energia fluida e recíproca, então já estou nesse novo começo.
Eu olho pra trás e vejo a bagagem, a luta, a ousadia que se fazem e fizeram presente. Sinto-me já vitoriosa e agradecida. Em todos os momentos da minha vida, e nos mais decisivos dele, eu tive sempre com quem contar. Eu sou fruto disso tudo.

E quanto mais viajo, quanto mais estudo, aprendo novas língua, conheço mais pessoas, quanto mais saio de mim, dessa maneira reduzida de compreender o mundo mais me enriqueço. Não estou rica, eu sinto-me rica. Ou seja, a riqueza que estou a falar não se refere ao dinheiro, mas de uma economia espiritual.

Então, mais que qualquer outra coisa o que me define é um sentimento grande e nobre de gratidão.

domingo, 19 de outubro de 2014

A desconfiança



Viver desconfiado é não viver completamente. 
Viver desconfiado é viver na sombra.
Na espera, na dúvida, na volta, 
Porque pés desconfiados, sempre volta um passo 

Os desconfiados vão sempre fazer alguma intriga,
eles vivem de incertezas,
de fantasias que os podem consumir.
Vivem tateando, buscando provas, estão a caça.
Querem a certeza

Não tenhamos medo das desconfianças,
Sigamos nosas vidas
Pos viver desconfiado não é viver "felizmente"



quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Não olhe para trás


Não podemos nos alimentar de coisas passadas.  
Precisamos aprender a viver o presente e aspirar ao futuro.
O que somos e quem queremos ser  é a essência 
à medida que só esta realidade poderemos mudar. 

O passado só importa para que nos projetemos para frente. 
Se, ao reviver alguma situação ou acontecimento no passado, 
algo muda positiva e concretamente em seu futuro, 
então reviva sem se  distrair no presente. 
Isso nos ajudará construir um futuro melhor para nós mesmos. 
Em caso contrário, onde o passado deixa traumas ou ilusões,
revivê-lo fará com que caminhemos para trás, 
nos definharemos em lembranças de fatos que não foram verdadeiros ou nos foram prejudiciais. 

Porque o verdadeiro e o bom perduram e rendem frutos no futuro.

sábado, 12 de julho de 2014

Gratidão e Amor


Esse papo de inveja num cola em quem ama a si próprio. Quem está bem consigo, também estará com os outros, e saberá sempre elogiar as vitórias alheias.

Ficará feliz com a promoção dos amigos e familiares e sentir-se-à sempre inspirado ao conhecer pessoas positivas e vencedoras. Não importa se o amigo, o colega ou o apenas conhecido está materialmente melhor; quem estiver bem consigo mesmo vai sempre admirar torcer para que o outro esteja feliz, com o que tem, com o que almeja. Levará em condição a pessoa que o outro é, importando-se pouco com que o outro tem.

Há, por vezes, aqueles que, aparentemente, se julgam numa situação que pode despertar inveja aos demais, incluindo a quem eles chamam de amigos. Estas pessoas, provavelmente, também não estão bem consigo mesmas, não estão focadas em si e seus projetos, mas nos outros. Se não dirá delas mesmas, alertará outros que estão cheias de invejosos ao redor. Ah gente, que papo tão medíocre!

Não que a inveja não exista, ela existe e é um sintoma, ela em si não é um mal, o problema a antecede, é a doença de não olharmos para nosso bem estar, nossa vida.

Não pensamos em inveja dos outros, ou invejar alguém, se estamos ocupados com nossa vida, nossa alegria, nossa luta.

Portanto, quando acometidos por qualquer uma dessas situações, a melhor solução é voltar-se para si, observar melhor a sua caminhada.  A coisa mais triste é quando não olhamos para nossas vidas com gratidão e com amor. Haverá sempre motivos para agradecer, e quando não, haverá sempre alguém para amar. E ter quem amar, não é já motivo para agradecer?

Agradecemos aos nossos familiares, aos amigos, aos colegas que estão sempre conosco, e os amemos. A vida é muito simples e muito curta para perdemos tempos com coisas inúteis.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

O que posso fazer para não ficar triste?

A gente precisa aprender a dar espaço para a tristeza. Pode parecer estranho isso que foi dito, mas não foi erro não, vocês leram isso mesmo.

Hoje, o medo da depressão, uma doença muito comum na nossa sociedade, está colocando em risco a própria alegria

Felicidade não é ausência de tristeza. Um,não necessariamente,exclui o outro. Eu posso estar triste por determinada situação conhecida ou desconhecida, mas sentir-me feliz por outras coisas. Isso não é o caso da doença, que pelo contrário faz com a que a pessoa sinta tristeza em tudo e não tenha motivação para se alegrar em nada. Dito isso, enfatizamos a importância de expressar o sentimento de tristeza em nossas vidas diárias, porque somos humanos expostos a diversas situações. Expressar os sentimentos é liberta-se e é também uma das forma de preparar-se para seguir.

Temos que aprender a permitir a nós mesmos e aos outros o espaço para manifestar e expressar-se. E isso nem sempre é fácil tanto para nós mesmos, quanto para os outros. Amigos e pessoas queridas ao ver-nos tristes querem sempre tentar ajudar-nos e, à sua maneira, cada um fala palavras de apoio ou nos enchem de questionamentos tentando compreender algo que às vezes nem nós mesmos compreendemos. Isso nem sempre ajuda, pelo contrário, às vezes quando uma pessoa está triste nem sempre o motivo é conhecido. Fomos criado para sermos felizes, para cultivarmos coisas boas e tristeza, que não é bom, deve ser evitada. Daí, nós a escondemos. Motivo pelo qual nem sempre sabemos falar sobre ela. Mas enfrentar a tristeza requer um tempo para compreender, para nos conhecer, para aprender. Felicidade e tristeza não são condições, são estados consequentes. E é fácil saber porque estamos felizes, sabemos falar com mais naturalidade e partilhar tal estado.

Ao nos depararmos com alguém que está triste, poderemos estender a mão, oferecer uma palavra ou um abraço, mas não é o momento para questionar, caso não sejamos convidados Não é momento para discursos, pelo contrário talvez seja apenas no silêncio que este alguém poderá conhecer o motivo de sua tristeza. Pois nenhum de nós  podemos seguir com o desconhecido, precisamos deste tempo, tempo de silêncio para lidar com ela

Seguir abafando a tristeza pode gerar um mal estar tão grande que, aí sim, em decorrência de sua negação poderemos desencadear a doença depressiva, que é este estar triste por tudo mesmo sem entender o motivo. Um deserto de alegria inóspita.




quinta-feira, 6 de março de 2014

Como lidar com nossas fragilidades?

A fragilidade não é uma virtude nem erro. Ela é um estado, como tantas outras coisas.
Vê-se, às vezes, muita gente escusando-se atrás desta condição para  se justificar e, outrora até, envaidecer-se de sua pobre alma ou de outrem.
Ser frágil, assim como ser simples e humilde  não necessariamente fazem de você uma pessoa mais ou menos humana.

Fragilidade é muitas vezes fruto de traumas, medo e insegurança. E estamos todos sujeitos a isso. Quem nunca vivenciou consciente ou inconsciente uma situação traumática? Ou um momento de medo e insegurança? Os motivos podem ser os mais variados e cada um os vive à sua maneira.

Assim, aceitando tais estados como condição e não definição da pessoa que você é, já é um passo para não se deixar escravizar por esta condição. E, diante disso, não pare. Tenha medo, mas segue!

Ainda que inseguro, procure experimentar a firmeza. Dizem que o que somos vem de dentro. Mas pode ser que algumas coisas venham ou se mostram de fora, exatamente porque não nos conhecemos o suficiente. Portanto, Tentar demonstrar uma firmeza, segurança ou coragem que não sentimos diante de um determinado público ou situação pode ser a chave de entrada em um local em nós que ainda era desconhecido. É você se permitindo a driblar o estado que te mantém inerte.

Sim, porque não há nada mais inerte do que uma pessoa que se deixa guiar por sua condição de fragilidade. Ela não será capaz, nesta situação, de fazer qualquer mudança na sua vida. Vai estar sempre culpando os outros por tudo, ainda que indiretamente, já que não dispõe de muita força para confronto pacífico. E vai culpar os outro por tudo e com toda razão, porque se tal pessoa se deixar levar por sua condição de inércia (vamos dizer assim) os outros vão fazer o que lhe convém.  Não sabendo lidar com o confronto pacífico, saudável, pode estourar em crises histéricas ou dramáticas.

Por fim, saibamos que muitos daqueles que julgamos serem fortes, são na verdade guerreiros de sua própria fragilidade.






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