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quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Porque as mulheres não conseguem ficar sozinhas?


A mulher e o relacionamento

É mais comum encontrarmos homens solteiros que mulheres. Estas estão sempre em busca de um relacionamento sério e duradouro. De certa forma, a sociedade machista junto às questões biológicas cooperam para tal realidade. 

Neste post vamos falar sobre alguns dos motivos que as mulheres não conseguem ficar sozinhas, as consequências e como lidar com isso.


O excesso de expectativas

Apesar de negarem, as mulheres romantizam demais as relações e criam muitas expectativas. Muitas delas acreditam que o namorado será uma pessoa com quem elas viverão uma linda história de amor; será um bom companheiro para partilhar os planos; excelente companhia para jantares, festas ou encontros.

Entretanto, o excesso de expectativa sobrecarrega os relacionamentos. Àquelas que se apaixonam e começam apressadamente um namoro, o ciúmes e a insegurança podem provocar um excesso de controle do qual o companheiro não está à espera. 

 Ver por exemplo o post Mulheres controladoras

Estes sentimentos nas mulheres podem estar relacionados ao fato de que o outro não corresponda às suas expectativas de companheirismo, o que as leva a interpretar tal situação como uma possibilidade  de traição ou término.

A carência e a pressões sociais

Por outro lado, a carência pode ser uma outra grande vilã. O medo de ficar sozinha, o sentimento de rejeição (ainda que não o tenha vivido de fato) somado à pressão social de que mulher tem que casar e formar família; e considerando ainda o prazo biológico para a maternidade, tudo somado induzem muitas mulheres a iniciarem e manterem relacionamentos sérios mesmo que não tenham certeza dos sentimentos.

A sociedade machista

Com os homens, entretanto, nem sempre é assim. A sociedade  machista aceita e reforça a ideia de que se deve aproveitar a vida de solteiro. Nisto, eles são incentivados a desfrutar de relações passageiras e a assumirem relações sérias quando lhes for pertinente, sem pressão nenhuma. Isso, no entanto, não os eximem de entrar em relações doentias ou mal estruturadas. Afinal, apesar de toda esta liberdade, nem todos os homens a aproveitam como uma forma madura para viver uma relação saudável. Pois, mergulhados na liberdade sem compromisso, ou também por questões de carências, eles igualmente se perdem.

Eu falo sobre isto no post A realidade de ser quem se é

A relação como responsabilidade de dois

Uma relação não é responsabilidade de uma das partes. Os dois precisam buscar o equilíbrio e a renovação do afeto. O que se busca enfatizar, entretanto, é questão de ordem (em todos os sentidos) social, individual e biológica que a mulheres vivenciam e que não as ensinam a estarem com elas mesmas, sem pressão.

O que fazer?

Ninguém preenche vazio de ninguém, aliás acho até que vazios não foram mesmo feitos para estarem cheios. Nós, mulheres, mas também homens, precisamos amar a nós mesmos, incluindo nossos vazios.

Caso você leitora reconheça-se nesta situações, questione a si mesma sobre suas vontades, seus medos, suas expectativas e sobre a sua relação consigo mesma. Trabalhe e invista arduamente em si e aprenderá a ter relações saudáveis: ou seja, aquelas que não se movem por expectativas, mas por construções diárias. 

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Porque umas pessoas são mais humildes que outras?

Há muito tempo não venho aqui, entretanto, este blogue continua recebendo cerca de 40 visitantes por dia. Isso nos deixa imensamente felizes e motivados.

Bom, o post de hoje é sobre humildade

Desenho e texto pertencem ao autor do Blog

Ser pobre é sinônimo de humildade?

Não. Apesar de haver comumente uma associação de pobreza à humildade, estes dois conceitos não, necessariamente, andam juntos. Muitas pessoas, cuja situação econômica é baixa, não são humildes.

Humildade


Humildade tem a ver com a relação da pessoa e o próprio ego. A vaidade do ego não está apenas no dinheiro, ela está em diversas situações, como por exemplo: uma pessoa pode ser pobre mas, por ser branca, sente-se superior a um negro. Uma pessoa que não tem muito dinheiro, mas fez faculdade e aprendeu inglês, pode julgar-se mais inteligente que outros. Uma dona de casa pode se achar melhor que os outros porque sua casa é mais bonita. Enfim, motivos para as vaidades do ego não faltam.

Todo rico é esnobe?

Não. Uma pessoa que se dedicou, aproveitou as oportunidades e cresceu economicamente ou nasceu numa família economicamente bem estabelecida não é, por isso, esnobe. Humildade é um valor de caráter, um valor que não é genético; ele é socialmente construído. Portanto, depende muito mais das experiências e aprendizagens que a pessoa teve e tem.

humildade: questão de valores

Por isso, é importante que possamos conhecer as pessoas antes de julgá-las. Respeitar o ser humano e suas diferenças. Humildade é, antes de tudo, você ter todas as possibilidades para estar além, mas permanece ali, ao lado. Por exemplo: quando um grande e renomado professor ouve um aluno e se dispõe a aprender com este, quando um chefe escuta sabiamente uma sugestão do funcionário; quando uma mãe ou um pai entendem que também podem aprender com os filhos; quando uma pessoa muito rica vai à casa de uma pessoa mais pobre, e sente-se bem e confortável porque está a visitar um amigo... Portanto, é quando você poderia fazer tudo para atender uma vaidade egoísta, mas resolve conviver e aprender com os outros.


Ensinemos aos nossos filhos sobre humildade, não com palavras, mas com exemplos!


domingo, 10 de maio de 2015

Ser mãe devia ser algo a ser ensinado

Já ouvi de várias mães a seguinte frase: "ser mãe é uma coisa que a gente aprende apenas quando se é mãe".  Ao invés de "aprender", há outras vezes "entender", porém usados sempre com a ideia de perceber, dar-se conta... por isso eu prefiro usar o termo aprender para expor aqui a minha ideia geral sobre a sentença. O ser mãe que estas mulheres se referiam é o ter "parido". Talvez, na cabeça de algumas até tenham vindo o caso de adoção, no máximo isso, também.

Eu concordo e fico muito feliz com parte desta repetida sentença que escuto. "Ser mãe é uma coisa que a gente aprende" E fico igualmente triste e pesarosa que estas mulheres, ou algumas mulheres só descobrem a maternidade quando são mães. 

Digo isto porque acredito que ser mãe deveria ser algo a ser ensinado e aprendido muito antes de se ter um/a filho/a. Pensando que esta relação envolve  amor, cuidado, proteção e ao mesmo tempo desapego, respeito e compreensão, não é difícil compreender porque há tantos filhos maltratados, abandonados, relações traumatizadas e conflituosas, ou super protegidos, mimados, egoístas e etc...

Entendo que a educação dos filhos não é uma responsabilidade apenas da mãe, mas também do pai ou dos responsáveis pelas crianças. Entendo também que há mais relações, não apenas a dos pais, que as crianças estão submetidas, entendo que os pais têm mil coisas a se preocupar para manter a sobrevivência dos filhos. Mas nunca vou entender que, ao dispor de tempo mães, pais e cuidadores não tenham vontade. Ou, havendo vontade, não tenham tempo de brincar, educar e estar com os filhos. Isso não posso entender.

É por isso que defendo que todos nós devíamos aprender a ser mãe, com tudo que esta palavra nos traz de bom. Aprender a ser mãe não necessariamente para gerar filhos biológicos, mas para saber amar, educar e respeitar as crianças, os adolescentes e jovens com os quais lidamos de alguma forma numa relação que evoca este ser mãe. E, no caso da maternidade, possamos seguir no aprendizado diário e num exemplo que ensina e  inspira os demais.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Sonhos são orações

"Porque se chamava moço
Também se chamava estrada
Viagem de ventania
Nem lembra se olhou pra trás
Ao primeiro passo, aço, aço....

Porque se chamava homem
Também se chamavam sonhos
E sonhos não envelhecem
Em meio a tantos gases
lacrimogênios
Ficam calmos, calmos, calmos

E lá se vai mais um dia
E basta contar compasso
e basta contar consigo
Que a chama não tem pavio
De tudo se faz canção
E o coração
Na curva de um rio, rio..." (Milton Nascimento)

Eu faço orações com música, através da música, de algumas músicas. Músicas embalam meus sonhos.

A vida é um momento único e curto. Desfrutemos-na no melhor que lhe obtemos obter em cada momento, seja ele algre ou triste. Vivamos agora e pensemos no futuro, nos sonhos, na gente, nas gentes.




quarta-feira, 25 de março de 2015

Como dizer o que penso sem magoar o outro?

Ser sincero não é fácil, principalmente quando estamos mais preocupados com o bem do outro que o nosso.

Por isso ser sincero é para poucos. A sinceridade implica em não temer o julgamento alheio. E, inclusive, ignorar as "caras feias". Significa que muitos vão se afastar. Pensando nisso, muitas vezes, estamos a medir o que dizemos, damos voltas, e passamos por cima de nossas vontades e, também, de nossas capacidades.

A sinceridade requer coragem. Mas ela é, definitivamente, libertadora.

Quando somos capazes de ser sinceros com o outro, vamos atrair pessoas também sinceras.

Todavia ser sincero não significa ser arrogante. É possível ser amável e gentil, mesmo dizendo um não a alguém querido, ou nem tão querido assim. Também é possível ser sincero numa discussão sobre algum tema sem desmerecer a opinião alheia. Contudo, obviamente, ela vai nos afastar de certas pessoas. Mas nos aproximará de outras.

Sinceridade pode até ser um dom de poucos, mas não tenho dúvida que é um aprendizado a ser exercitado todos os dias por cada um de nós.

É espinhoso o caminho da sinceridade, mas o perfume e a beleza da liberdade que brota de seu germinar é intransferível.

Assim, deixamos uma mensagem a todos/as que tem esta dificuldade, a de ser sincero/a, a de não magoar e a de evitar as tensões:

 "Encontremos um modo gentil e educado de experimentar a sinceridade e estejamos prontos para os bons grãos que restarão do chacoalhar de nossa peneira."




sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Eu posso errar.

Todos nós muitas vezes nos deparamos com situações em que achamos que erramos. Por vezes, sentimos mal por isso. A vontade é de voltar atrás e ter a possibilidade de fazer de novo e corrigir os erros.

Neste post, e espero em nenhum outro, não tenho a intenção de questionar o mérito de erro algum. O assunto é outro. Quando erramos, amigos, religiosos e até profissionais trabalham com a ideia de que é preciso aceitar o erro para ultrapassá-lo.  E faz sentido.

Mas aceitar o erro, como algo estranho a nós mesmos ou à nossa intenção, parece eximir-nos de um direito que temos. Aceitar o erro é, praticamente, uma maneira de livrar-se da culpa. Mas sabemos que enquanto a culpa permanece a aceitação fica comprometida.

Assim, nesta reflexão, que não tem como objetivo ignorar outras maneiras de lidar com o erro, sugerimos:
Olhe-se no espelho, diga a si mesma: eu posso errar.

Ver a possibilidade de errar como um direito não nos dá necessariamente o direito de sair cometendo todos atos que julgamos errado. Mas, dá-nos sim o direito de entendermos nossa finitude, nossa pequenez. Eu sei que posso errar. E nisto está minha humildade.

Eu não quero errar, mas eu posso. Assim digo a mim todos os dias quando levanto. Olho para mim e digo: ei, você pode errar. Daí, é muito provável que numa conversa eu não julgue que minhas ideias estejam mais corretas que as do demais. Nem vou insistir em criar palavras difíceis ou falar mais alto. Não vou sequer jogar na cara do outro o meu título de estudo para impor a minha grandeza e meu conhecimento.

Eu posso errar, então aceito tranquilamente que eu possa estar enganada.

Eu posso errar. Então não me envergonharei diante dos meus colegas tão estudados. Eu posso errar, por isso, da mesma forma, entre meus colegas de Facebook ou de festas, não vou me diminuir ou engrandecer para fazer valer uma ideia.

Eu posso errar, por isso ainda àqueles que esperam  (ou que eu acredito que eles esperam) que eu seja sempre um bom exemplo, eu não irei me podar.

O medo de errar é muitas vezes o medo do que o outro vai pensar. Ou o medo do que o outro julga e determina como certo. Assim, às vezes, errar (mesmo enquanto uma tentativa de acertar) é um elemento do outro que nós tomamos como nosso.

Mas, se eu penso que posso errar, não fará muita diferença que este seja uma questão de valor meu ou do outro. Eu posso errar.

Mesmo querendo acertar todos os dias eu sei do meu direito de errar. É por isso que não terei medo de dizer o que penso, de escrever o que sinto e acredito, de fazer o que julgo bem para mim. E em tudo isso eu posso errar. Assim, não perderei tempo preparando a defesa quando me apontarem o erro. Nem mesmo vou deixar de arriscar por medo de errar. Porque eu posso errar, vou viver. E espero acertar!




sábado, 20 de dezembro de 2014

Mais um Natal: o meu natal

Não tenho nenhuma promessa para 2015, e também não pretendo deixar de fazer nada. Não sei se me arrependo de alguma coisa que fiz em 2014, não pensei sobre isso e nem quero pensar. Mas sei que foi um ano de desfazer e refazer vínculos, projetos e afetos.
Acredito piamente que já estou num outro ciclo, acredito na energia fluida e recíproca, então já estou nesse novo começo.
Eu olho pra trás e vejo a bagagem, a luta, a ousadia que se fazem e fizeram presente. Sinto-me já vitoriosa e agradecida. Em todos os momentos da minha vida, e nos mais decisivos dele, eu tive sempre com quem contar. Eu sou fruto disso tudo.

E quanto mais viajo, quanto mais estudo, aprendo novas língua, conheço mais pessoas, quanto mais saio de mim, dessa maneira reduzida de compreender o mundo mais me enriqueço. Não estou rica, eu sinto-me rica. Ou seja, a riqueza que estou a falar não se refere ao dinheiro, mas de uma economia espiritual.

Então, mais que qualquer outra coisa o que me define é um sentimento grande e nobre de gratidão.

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