Já tinha tudo:
terras, homens, armas e o trono.
Mas encantou-se por conquistar
Chamou um de seus súditos
questionou como estavam a terras conquistadas:
seus povos mortos, nossos guardas feridos, a comida acabando, e a terra invadida.
Tão perdido nos encantamentos das conquistas,
o pobre rei não media as consequências,
mas sofria ao sabê-las.
Mas aquela:
ó terra prometida,
tão fértil,
tão querida
por um pobre rei
que só sabia conquistar
Preparou o exército,
comprou armas,
montou em seu cavalo tão cheio de coragem
e foi à frente
Ó pobre Rei,
ao chegar lá
viu-se tão determinado
mas ao olhar para os soldados,
que embora tão cansados
não o deixava de acompanhar
Ó pobre rei
que viu sua admirada terra:
tão querida aos seus nativos
mas que em pouco seria destruída
Ó pobre rei,
que ao levantar um lenço branco
viu um sorriso fiel dos seus soldados famintos
Ó pobre rei,
que sacrificou seu gozo
para não destruir a mais ninguém.
Ó pobre rei,
que nem sequer sabia
ocupar as conquistas que fazia
Jogou o lenço branco,
parou sem começar
era tanto sacrifício
que a esta altura já não queria realizar
Deixou seu capricho,
por seu povo e seu exército
a quem nunca soubera reinar
Ó pobre rei.
By Nana Andrade




