segunda-feira, 30 de novembro de 2015
Não me venha falar de Deus, se seu coração está cheio de ódio
Labels:
Amor,
Identidade,
Vida Alheia
domingo, 15 de novembro de 2015
Juventude e maturidade
Geralmente toda mulher que está próximo (ou passou) dos trinta anos se olha no espelho mais confiante e ao mesmo tempo mais indecisa que quando tinha 15, 18 anos.
A confiança advém do sentir-se mais bonita ou, pelo menos, na aceitação de si mesma, bem como na capacidade de direcionar seus impulsos e manias para resultados mais coerentes e produtivos.
A indecisão é o fruto da maturidade. Quando se tem 15, 18 anos o futuro parece muito distante, os riscos fazem parte e as certezas imperam. As experiências advindas dos fracassos, das decepções, das surpresas e das relações ensinam que a prudência pode ser uma aliada para uma vida mais saudável; e o tempo reforça a noção de finitude, daí que nenhuma decisão não é mais tomada como opção segura. O risco continua a fazer parte, as escolhas também; o que muda é a concepção e a gestão de tudo isso.
Portanto, conhecimento sem experiência não converge com o processo de maturidade.
Pensando nisso selecionamos 6 conselhos que uma mulher de 30 diria a si mesma aos 15.
Escute.
A cada decisão que considere importante, escute alguém mais velho de preferência duas ou três pessoas que não tenham a mesma opinião. Elas não devem decidir por você, mas podem abrir caminho para reflexão.Você pode dizer não.
Para fazer parte de um grupo ou para parecer "cool" muitos adolescentes e jovens cometem atos que os façam parecer mais descolados. E eles vão mesmo acreditar que serão. Terão vergonha se seu pensamento, comportamento ou aparência não se adequam ao que outro espera.
Acredita na sua beleza.
Não se compare a ninguém, outras pessoas irão diminuir sua beleza para engrandecer a delas próprias. Vista o que você sentir bem e peça opinião apenas de pessoas que você realmente confie. Dê a elas liberdade para opinar positiva ou negativamente, mas não tome a decisão delas como sua. Acredite, a beleza vem mesmo de um olhar sincero e cheio de brilho, de um sorriso verdadeiro, seu aspecto físico pode ser realçado por um profissional, sua beleza interior não.
Faça algum trabalho voluntário ou caridade.
Um trabalho voluntário vai te tirar do seu centro, colocar-se no lugar dos outros e ajudá-los é uma escola de humanidade. E acredite, se você não aprendeu isto é provável que chegue à maturidade mais infantil infeliz que era aos seus rebeldes e incompreensíveis 15.
Liberdade tem preço.
Não, não estou a falar de consequências morais ou éticas ainda. Para ser mais realista digo uma frase que ouvi quando ainda tinha 15 anos e sempre me fez eco: se você quer liberdade tem pagar e ela custa caro. Portanto, arrume um trabalho. O trabalho vai proporcionar seus gastos com roupas, sapatos, viagens, mas também as tuas contas básicas. O trabalho é a parte responsável de sua liberdade. E cuidado, você será tentado a acreditar que um "baseado", o não ter hora para chegar em casa, as bebidas alcoólicas, e qualquer outra coisa alternativa é sinônimo de liberdade.
Não dê as costas a quem te ama.
Quando somos jovens é comum termos muitos amigos ou um grupo em que somos bem vindos. A vida vai selecionando e afunilando. Você, aos trinta, vai perceber que perdeu tempo demais com gente e coisas que não valiam assim tanto a pena. E não é possível voltar atrás.
Labels:
Coisas de mulheres,
Identidade
terça-feira, 3 de novembro de 2015
Tolerância: qual o limite?
Há algum tempo eu venho observando a mim mesma, e hoje me dou conta do quanto intolerante eu estou me tornando.
Eu já critiquei muitas pessoas pela intolerância. O Facebook é a evidência da intolerância seja ela política, racial, artística ou ideológica. Ninguém tolera ninguém.
No Brasil, a política mexe muito com a emoção dos brasileiros. Moro no exterior, tenho vários amigos de diferentes nacionalidades, e nunca vi nenhuma manifestação pessoal sobre política como no Brasil. Claro, há manifestações políticas em todo mundo. Mas estou a falar de situações corriqueiras. A cada eleição, e hoje mesmo que não seja ano de eleição, as pessoas estão brigando por política. É o nosso assunto a cada refeição, a cada encontro com os amigos, a cada publicação nas redes sociais. Um país similar seria a Itália. Mas ainda muito longe do que vejo no Brasil.
A intolerância racial e étnica já não é problema só no Brasil, este talvez seja mais forte em países europeus. O Brasil não fica atrás, mas de certo não chega perto do que presenciamos e vimos Europa afora.
Entretanto, não se trata de uma questão de quem é mais intolerante, esta discussão desvia o foco e nos torna ainda mais intolerante.
Hoje me dei conta do quanto eu também estou intolerante. Intolerante com a própria intolerância.
Deixei de ir a um estabelecimento comercial porque uma funcionária foi intolerante a uma minoria, que no caso não me dizia respeito, mas ainda assim tomei as dores.
Afastei-me de pessoas que foram intolerantes em suas manifestações políticas. Evitei pessoas que foram intolerantes com o caso dos refugiados sírios. Fui igualmente intolerante com pessoas que criticaram os outros por trás.
O fato é que percebi que não há ninguém perfeito. E afastar das pessoas porque elas se mostram intolerantes com causas que você apoia, defende ou simpatiza não as resolve. Assim, eu também estava sendo intolerante.
Acredito que temos que tolerar até mesmo a intolerância.
Até porque não é apenas nossos argumentos que afetam o mundo, muito mais que isso é a nossa posição, nosso comportamento e exemplo.
Também nós seremos, cedo ou tarde, motivo de intolerância para outros, porque estamos todos sujeitos aos erros e desvios; e esperemos que os outros nos tolerem. A questão de tolerância e intolerância só vai mudar quando as diferenças forem respeitadas. Respeitadas em todos os sentidos.
Cada um de nós temos nossas razões e, talvez, o que nos falta para sermos mais tolerantes é justamente um exemplo, uma postura diferente. Virar as costas não resolve o problema da intolerância, pelo contrário, divide-nos, torna-nos extremistas e ainda mais intolerantes.
segunda-feira, 26 de outubro de 2015
Ó pobre rei
Já tinha tudo:
terras, homens, armas e o trono.
Mas encantou-se por conquistar
Chamou um de seus súditos
questionou como estavam a terras conquistadas:
seus povos mortos, nossos guardas feridos, a comida acabando, e a terra invadida.
Tão perdido nos encantamentos das conquistas,
o pobre rei não media as consequências,
mas sofria ao sabê-las.
Mas aquela:
ó terra prometida,
tão fértil,
tão querida
por um pobre rei
que só sabia conquistar
Preparou o exército,
comprou armas,
montou em seu cavalo tão cheio de coragem
e foi à frente
Ó pobre Rei,
ao chegar lá
viu-se tão determinado
mas ao olhar para os soldados,
que embora tão cansados
não o deixava de acompanhar
Ó pobre rei
que viu sua admirada terra:
tão querida aos seus nativos
mas que em pouco seria destruída
Ó pobre rei,
que ao levantar um lenço branco
viu um sorriso fiel dos seus soldados famintos
Ó pobre rei,
que sacrificou seu gozo
para não destruir a mais ninguém.
Ó pobre rei,
que nem sequer sabia
ocupar as conquistas que fazia
Jogou o lenço branco,
parou sem começar
era tanto sacrifício
que a esta altura já não queria realizar
Deixou seu capricho,
por seu povo e seu exército
a quem nunca soubera reinar
Ó pobre rei.
By Nana Andrade
quinta-feira, 22 de outubro de 2015
Será que sou louco?
![]() |
Fonte da imagem: The Hyperrealistic Sculptures of Ron Mueck
|
A loucura e a sanidade não são coisas opostas. São linhas tênues que caminham lado a lado; às vezes, de tão juntas, parecem uma coisa só.
Sanidade é invenção de uma sociedade normatizadora: que dita como devemos nos comportar, como devemos falar, comer, socializar, pensar e até amar.
A loucura é tudo aquilo que escapa a esta norma.
Mas a própria sanidade adoece-nos, enlouquece-nos.
A sanidade e suas normas são algo tão digerido que, em nossa necessidade de ser afirmar sãos, fazem-nos discriminar os "loucos", repudiá-los e ignorá-los.
Mas nós "normais", não nos sentimos culpados pela sanidade. Tão pouco nós "loucos" culpamo-nos pelas nossas loucuras.
Mas nós "normais", não nos sentimos culpados pela sanidade. Tão pouco nós "loucos" culpamo-nos pelas nossas loucuras.
O sano que se viu louco, assim como o louco que já foi sano, são quem se sentem culpados.
Talvez a culpa de não poderem transitar naquilo em se "está sendo".
Talvez a culpa de não poderem transitar naquilo em se "está sendo".
quarta-feira, 23 de setembro de 2015
Porque as mulheres não conseguem ficar sozinhas?
A mulher e o relacionamento
É mais comum encontrarmos homens solteiros que mulheres. Estas estão sempre em busca de um relacionamento sério e duradouro. De certa forma, a sociedade machista junto às questões biológicas cooperam para tal realidade.
Neste post vamos falar sobre alguns dos motivos que as mulheres não conseguem ficar sozinhas, as consequências e como lidar com isso.
O excesso de expectativas
Apesar de negarem, as mulheres romantizam demais as relações e criam muitas expectativas. Muitas delas acreditam que o namorado será uma pessoa com quem elas viverão uma linda história de amor; será um bom companheiro para partilhar os planos; excelente companhia para jantares, festas ou encontros.
Entretanto, o excesso de expectativa sobrecarrega os relacionamentos. Àquelas que se apaixonam e começam apressadamente um namoro, o ciúmes e a insegurança podem provocar um excesso de controle do qual o companheiro não está à espera.
Ver por exemplo o post Mulheres controladoras
Estes sentimentos nas mulheres podem estar relacionados ao fato de que o outro não corresponda às suas expectativas de companheirismo, o que as leva a interpretar tal situação como uma possibilidade de traição ou término.
A carência e a pressões sociais
Por outro lado, a carência pode ser uma outra grande vilã. O medo de ficar sozinha, o sentimento de rejeição (ainda que não o tenha vivido de fato) somado à pressão social de que mulher tem que casar e formar família; e considerando ainda o prazo biológico para a maternidade, tudo somado induzem muitas mulheres a iniciarem e manterem relacionamentos sérios mesmo que não tenham certeza dos sentimentos.
A sociedade machista
Com os homens, entretanto, nem sempre é assim. A sociedade machista aceita e reforça a ideia de que se deve aproveitar a vida de solteiro. Nisto, eles são incentivados a desfrutar de relações passageiras e a assumirem relações sérias quando lhes for pertinente, sem pressão nenhuma. Isso, no entanto, não os eximem de entrar em relações doentias ou mal estruturadas. Afinal, apesar de toda esta liberdade, nem todos os homens a aproveitam como uma forma madura para viver uma relação saudável. Pois, mergulhados na liberdade sem compromisso, ou também por questões de carências, eles igualmente se perdem.
Eu falo sobre isto no post A realidade de ser quem se é
Eu falo sobre isto no post A realidade de ser quem se é
A relação como responsabilidade de dois
Uma relação não é responsabilidade de uma das partes. Os dois precisam buscar o equilíbrio e a renovação do afeto. O que se busca enfatizar, entretanto, é questão de ordem (em todos os sentidos) social, individual e biológica que a mulheres vivenciam e que não as ensinam a estarem com elas mesmas, sem pressão.
O que fazer?
Ninguém preenche vazio de ninguém, aliás acho até que vazios não foram mesmo feitos para estarem cheios. Nós, mulheres, mas também homens, precisamos amar a nós mesmos, incluindo nossos vazios.
Caso você leitora reconheça-se nesta situações, questione a si mesma sobre suas vontades, seus medos, suas expectativas e sobre a sua relação consigo mesma. Trabalhe e invista arduamente em si e aprenderá a ter relações saudáveis: ou seja, aquelas que não se movem por expectativas, mas por construções diárias.
Labels:
Coisas de mulheres,
Expectativas,
Solidão
quinta-feira, 3 de setembro de 2015
Porque umas pessoas são mais humildes que outras?
Há muito tempo não venho aqui, entretanto, este blogue continua recebendo cerca de 40 visitantes por dia. Isso nos deixa imensamente felizes e motivados.
Bom, o post de hoje é sobre humildade
![]() |
| Desenho e texto pertencem ao autor do Blog |
Ser pobre é sinônimo de humildade?
Não. Apesar de haver comumente uma associação de pobreza à humildade, estes dois conceitos não, necessariamente, andam juntos. Muitas pessoas, cuja situação econômica é baixa, não são humildes.
Humildade
Humildade tem a ver com a relação da pessoa e o próprio ego. A vaidade do ego não está apenas no dinheiro, ela está em diversas situações, como por exemplo: uma pessoa pode ser pobre mas, por ser branca, sente-se superior a um negro. Uma pessoa que não tem muito dinheiro, mas fez faculdade e aprendeu inglês, pode julgar-se mais inteligente que outros. Uma dona de casa pode se achar melhor que os outros porque sua casa é mais bonita. Enfim, motivos para as vaidades do ego não faltam.
Todo rico é esnobe?
Não. Uma pessoa que se dedicou, aproveitou as oportunidades e cresceu economicamente ou nasceu numa família economicamente bem estabelecida não é, por isso, esnobe. Humildade é um valor de caráter, um valor que não é genético; ele é socialmente construído. Portanto, depende muito mais das experiências e aprendizagens que a pessoa teve e tem.
humildade: questão de valores
Por isso, é importante que possamos conhecer as pessoas antes de julgá-las. Respeitar o ser humano e suas diferenças. Humildade é, antes de tudo, você ter todas as possibilidades para estar além, mas permanece ali, ao lado. Por exemplo: quando um grande e renomado professor ouve um aluno e se dispõe a aprender com este, quando um chefe escuta sabiamente uma sugestão do funcionário; quando uma mãe ou um pai entendem que também podem aprender com os filhos; quando uma pessoa muito rica vai à casa de uma pessoa mais pobre, e sente-se bem e confortável porque está a visitar um amigo... Portanto, é quando você poderia fazer tudo para atender uma vaidade egoísta, mas resolve conviver e aprender com os outros.
Ensinemos aos nossos filhos sobre humildade, não com palavras, mas com exemplos!
Assinar:
Postagens (Atom)






